quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Amazonino Mendes e o Nepotismo


Está tudo fechado, parado, a cidade está letárgica esperando a meia noite, mas as notícias sobre os desmandos e mazelas dos políticos nos quais NÓS votamos não param, agora é o Amazonino Mendes, que indicaou para a sua secretaria sua irmã e a sua filha, leia a reportagem da Folha online:


O prefeito eleito de Manaus (AM), Amazonino Mendes (PTB), anunciou nesta quarta-feira o nome dos secretários que integrarão sua equipe na nova gestão. Entre os indicados, estão a irmã do prefeito eleito, Maryze Mendes, e a filha dele, Lívia Regina Prado de Negreiros Mendes.

Maryse assumirá a secretaria municipal de Assistência Social e Direitos Humanos e Livia será a secretária municipal de Cultura e Turismo.

Divulgação

Amazonino Mendes divulga nomes dos secretarios para nova gestão
Amazonino, que deve ser empossado amanhã, justifica as indicações pela experiência que as duas possuem nas áreas. De acordo com a assessoria do petebista, Maryse foi unanimidade no processo de montagem da equipe devido ao trabalho que ela exerce na cidade há 20 anos. Ela já exerceu o cargo no município e também já atuou na área no governo estadual.

Já Lívia, segundo a assessoria, foi escolhida pelo trabalho desenvolvido em fundações culturais da cidade.

Segundo a assessoria do futuro prefeito, Amazonino não está preocupado com possíveis acusações de nepotismo, pois, segundo a súmula vinculante do STF (Supremo Tribunal Federal) que trata sobre a contratação de parentes em órgãos públicos, não há o impedimento para agentes políticos.

No anúncio de hoje, apenas os nomes que integrarão o primeiro escalão foram divulgados. Para a nova gestão, Amazonino reduziu o número de secretários de 29 para 17.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Eduardo Florentino Ribeiro, Prefeito de Cascavel-CE. Vc conhece?

Estou passando o fim de ano em Curitiba, a cidade é realmente linda, estou, com a minha família em um hotel no bairro Batel, parecido com os jardins em SP, simplesmente lindo.
A população local é maravilhosa, educada e extremamente gentis, e olha que estamos passando em lugares bastante diferentes. Estamos adorando a cidade e o povo de Curitiba.
Mas como não podemos deixar de destacar e opinar sobre os maus políticos desse nosso mundo, agora é o prefeito da cidade de Cascavel, do Ceará não a Cascavel do Paraná.
O cara deve ser aquele político "top de linha", está com um punhado de processos como réu tanta cível como criminal, veja só:

do MPF/CE
A Justiça Federal do Ceará bloqueou os bens do prefeito de Cascavel (CE), Eduardo Florentino Ribeiro (PSDB), que responde a quatro ações de improbidade administrativa. Ribeiro não foi localizado pela reportagem nesta terça-feira para comentar a decisão.

Segundo o Ministério Público Federal no Ceará, o prefeito também é réu em processos cíveis e criminais na Justiça Estadual por supostos atos ilícitos que teria praticado no exercício do cargo.

Com a decisão, o prefeito fica impedido de alienar ou transferir bens e valores no limite de R$ 1.032.865,56, enquanto não transitar em julgado a ação civil pública de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público.

Na ação, a Procuradoria também havia pedido o afastamento do prefeito do cargo, a Justiça não acatou a solicitação.

Tomara que seja feita justiça, vamos acompanhar esse caso, mas vai por mim amigo leitor, esse é esperto, o problema é que os advogados conseguem postergar isso até subscrever o processo (pena isso né?), aí o esperto voltará a cena política e dirá:
"Eu sempre fui inocente, não provaram nada contra mim"
Conto mais de cem casos assim no Brasil.
Mas vamos ver no que isso vai dar. Agora vou descer aqui no Babilônia (parece ser um bar bem legal) e vou aproveitar um pouco.

domingo, 28 de dezembro de 2008

O ex-prefeito de Caraíbas-BA demoliu escola por ser obra de adversário. Lindo.

A unidade educacional que estava sendo construída contribuiria para a redução do déficit de cerca de 600 vagas na cidade, pois representaria um incremento de oito salas de aula

A pedido do Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA), a Justiça Federal em Vitória da Conquista condenou por improbidade administrativa o ex-prefeito de Caraíbas (BA), Lourival Silveira Dias, por ter demolido, sob falso argumento de desabamento, obra de construção de uma escola pública na cidade localizada a 690 quilômetros de Salvador.

O ex-gestor terá de ressarcir integralmente o prejuízo resultante da destruição da escola, cerca de 312 mil reais (atualizados monetariamente até outubro de 2006) e pagar multa civil equivamente ao valor do dano. A Justiça Federal o condenou, ainda, à suspensão dos direitos políticos por cinco anos e o proibiu de contratar com o o Poder Público ou dele receber benefícios fiscais e creditícios.

A construção da escola havia sido iniciada na administração anterior à de Dias como resultado de um convênio firmado pela prefeitura de Caraíbas com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A unidade educacional contribuiria para a redução do déficit de cerca de 600 vagas na cidade, pois representaria um incremento de oito salas de aula, com quadra poliesportiva adequadas à prática de educação e de atividades culturais e esportivas.

Opositor político do antigo prefeito, Dias destruiu a escola, cujas obras estavam em fase final, sob alegação de que defeitos estruturais nela existentes poderiam causar o desmoronamento. Como se não bastasse o absurdo fato da demolição, o ex-gestor doou o terreno para construção de um imóvel particular no local.

Na decisão, ao acolher os argumentos do MPF/BA, o juiz João Batista de Castro Júnior ressalta que a demolição da escola trouxe não somente prejuízo aos cofres públicos, como também à situação da educação na cidade. “Além do dano direto, de considerável importância, há aquele de muito maior monta, que ficou sem socorro, ou seja, o déficit do município para com a oferta regular de vagas no ensino de sua responsabilidade”, disse.

Lourival Silveira Dias recorreu da decisão.
Fonte MPF-BA

sábado, 27 de dezembro de 2008

Lula diz que nunca falou com Dilma sobre candidatura à Presidência


O nosso adorável presidente nos presenteou com uma frase incrivelmente mentirosa, acho que essa é, sem dúvida, a mais engraçada, pois nos coloca no papel de idiotas mesmo.
Este texto pesquei no site do Valor Econômico hoje:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje nunca ter conversado com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sobre sua possível candidatura para a Presidência da República em 2010."Podem ficar surpresos porque nunca conversei com a Dilma sobre candidatura. Quando sentar para conversar, vai ser definitivo", disse durante café da manhã com jornalistas, realizado tradicionalmente no final de cada ano.

Lula disse apenas "insinuar" que ela poderia ser a candidata, mas durante a conversar disse que Dilma "é a pessoa mais gabaritada para assumir o cargo [de presidente da República]".

Sobre o resultado de pesquisas que apontam que Dilma ainda é pouco conhecida da população, o presidente observou que esse não é um problema, pois ainda falta muito tempo para a eleição. "Ela tem todo o tempo do mundo para ser conhecida aqui e lá fora." E observou ainda que, com os meios de comunicação que existem atualmente, essa não é uma tarefa difícil.

Ao lembrar que a ministra é gerente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que em 2009 realizará inúmeras inaugurações, Lula disse "assunto é o que não falta para ela".

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Stand By Me, Versão MARAVILHOSA.

Vale a pena assistir essa maravilhosa versão da música Stand by me. Um presente do amigo Alê Delmanto para todos nós. Um beijo, feliz Natal, grande e maravilhoso 2009. Vamos continuar acreditando.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Constantina - RS. Você conhece? E Rui Burille Dall Agnol? Mais um pilantra condenado.


O ex-prefeito de Constantina, Rui Burille Dall Agnol, no norte do Rio Grande do Sul, e a ex-primeira dama, Suzete Maria Dall Agnol, foram condenados por desvio de verbas públicas. A condenação foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). A ação foi proposta pelo Ministério Público Federal em Passo Fundo.

Rui Burille já havia sido condenado em 2006 pela Justiça Federal em Passo Fundo em função de ação penal de autoria do MPF em Passo Fundo pelo crime de estelionato. A esposa do ex-prefeito, também denunciada na ação, foi igualmente condenada.

O casal está condenado a cumprir uma pena de dois anos e quatro meses de serviços comunitários, além do pagamento de multa no valor de oito salários-mínimos vigentes à época do crime.

A fraude foi cometida em 2000, época em que Rui Burille era prefeito de Constantina. Ele atuou como procurador do Clube de Mães “Só o amor constrói” durante a vigência de um contrato entre o clube e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT) no valor de 80 mil reais para a conclusão das obras do Centro Cultural de Constantina. A ex-primeira-dama, Suzete Maria, era a presidente do clube.

Do total de 80 mil reais obtidos junto à EBCT, pouco mais de 11 mil reais foram efetivamente destinados às obras. O restante, cerca de 69 mil reais, acabou nas mãos do casal, através da emissão de cheques direcionados a Rui e Suzete ou terceiros vinculados a ambos. Foi apurado ainda que o município de Constantina gastou cerca de 175,5 mil reais para a construção do Centro Cultural, sem registrar qualquer participação do Clube de Mães “Só o amor constrói” na obra.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Esquema em licitações de São Carlos - Máfia dos Parasitas


Fonte:O Estado de São Paulo
A Home Care Medical Ltda. produziu contratos para as licitações de que participaria a fim de gerenciar a área de saúde de prefeituras em três Estados. A acusação é do Ministério Público Estadual com base em documentos apreendidos na sede da empresa suspeita de participar da máfia dos parasitas. Entre eles está o contrato supostamente produzido pela Home Care em nome da administração petista de São Carlos, que seria assinado pelo vencedor da licitação no município.

A cidade é uma das 26 em que, segundo os investigadores do caso, a Home Care "investiu" em "ajuda" para "candidatos municipais apoiados pelos criminosos" nas últimas eleições. Planilha apreendida mostra, segundo a acusação, a suposta doação ilegal de R$ 100 mil a Oswaldo Barba (PT), o prefeito eleito da cidade. O contrato e a licitação fariam parte do toma-lá-dá-cá entre os empresários investigados e os políticos citados nos documentos encontrados na sede da Home Care, em 30 de outubro, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Segundo denúncia do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, as apreensões mostram "que a quadrilha elaborava de próprio punho minutas dos editais de licitação (que não poderiam sair do âmbito interno e reservado da administração pública), interferindo diretamente nos procedimentos licitatórios presenciais, fraudando a moralidade e a lisura que deveriam norteá-los".

No caso de São Carlos, os promotores têm em mãos o projeto de contratação da empresa que gerenciaria a saúde da cidade. Nele aparece como "órgão proponente" a Secretaria Municipal da Saúde de São Carlos durante a gestão de Newton Lima Neto (PT). Lima apoiou Barba, fazendo-o seu sucessor. O contrato tem a data de 2008. Em branco estão os espaços destinados para o CNPJ, os endereços e os telefones de órgãos municipais, o que indiciaria que o documento foi feito pela empresa para a prefeitura.

Tanto a atual administração quanto o prefeito eleito negaram qualquer irregularidade. A defesa dos donos da Home Care, os empresário Renato Pereira Júnior e Marcos Agostinho Paioli Cardoso, diz que as acusações são vazias.

Em sua "introdução", o documento achado na Home Care justifica a contratação da empresa como uma forma de melhorar o "controle das interações entre paciente e fornecimento de materiais e medicamentos, bem como o aprimoramento e avaliação do Plano Municipal da Saúde".

Há correções a mão no contrato e lembretes como "completar telefone e endereço". O projeto prevê o número de funcionários que seriam contratados e suas funções. A empresa devia se comprometer ainda a ceder o uso de software para a gestão do almoxarifado da saúde da prefeitura, administrando a farmácia ambulatorial e hospitalar, além de controlar as informações de pacientes, que seriam integrados com os sistemas do governo (Datasus) e com o cartão nacional de saúde, o cartão SUS.

Em sua última página, o documento diz: "Declaramos que este projeto básico está de acordo com a Lei 8.666/93 e legislação em vigor." A lei em questão é a que trata de licitações. Sem data exata, além da menção ao ano de 2008, o documento termina com o espaço para a assinatura da Secretaria da Saúde.

Os documentos obtidos pelo Estado mostram ainda que havia na Home Care modelos prontos de "minuta de edital de concorrência pública", com espaço vagos para que fossem preenchidos pelas prefeituras interessadas. Assim, os políticos que aderissem ao esquema teriam apenas o trabalho de preencher os números da concorrência e do processo administrativos, o nome da prefeitura, o endereço e a data em que o "departamento de recursos materiais" da cidade receberia as propostas dos "concorrentes".

Havia ainda espaço para o nome do presidente da comissão permanente de licitações. A Home Care estabelecia as "condições de participação" da concorrência. "As empresas interessadas em participar da licitação deverão oferecer garantia de R$ 0000,00 (XXXXX,XXXX mil reais - 1% do valor estimado do contrato", estipulava a empresa. Há lembretes no modelo como incluir o "nome do licitante se já não estiver impresso".

A Home Care determinava os "critérios de julgamento" das propostas e até as "penalidades" em caso de rescisão e valores das multas, bem como as condições de pagamento. Por fim, a empresa reservava espaço até para os anexos do contrato. O de número 2, chamado "memorial técnico/descritivo do sistema de informática" tinha um espaço para os interessados com a seguinte instrução: "Colar projeto básico".

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Relax. Nós merecemos, com o Adoniran

Um presente para todos os meus leitores, enviado pelo meu (eterno) colaborador Júlio, essa preciosidade em vídeo, e som. O nosso Adoniran Barbosa, no bar da Carmela no Bexiga. curtam.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Monstros da política nacional - Parte 1 - Os Sarney


Você deve conhecer José Sarney. Ele inaugura neste Blog a seção "Monstros da Política Nacional", cada um interprete como quiser.
Saney, família poderosa do Estado do Maranhão, tão poderosa que ultrapassa o bom senso quando se fala o que é ser dono do pedaço.
Veja abaixo como o Estado do Maranhão tem, em suas entranhas econômicas, sociais, políticas e de poder a família Sarney encravada.
- Para nascer, Maternidade Marly Sarney;
- Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou, Roseana Sarney;
- Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto , Roseana
Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney;
- Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade
particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney;

- Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize
as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou
13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário, do tal José Sarney;
- Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida
pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);
- Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá,
se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas 'maravilhosas' rodovias maranhenses e aporte no município
José Sarney.

Não gostou de nada disso? Então quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se
e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Madoff: O mais esperto. O maioral. O bonzão. O inteligente. O astuto. O...


Até hoje pouca gente, fora grandes bancos, analistas financeiros e uma horda de crentes no conceito da "pirâmide financeira" conhecia Bernard Madoff.

Perdas já admitidas de investidores que acreditaram na "Bernard L. Madoff Investment Securities LCC":

Banco Santander - US$ 3.117 Bilhões
BBVA - US$ 400 milhões
BNP-PARIBAS - US$ 470 milhões
Banco Popular da França - US$ 600 milhões
Société Generale - US$ 13 milhões
A seguradora AXA - US$ 130 milhões
O HSBC - US$ 1 bilhão
Royal Bank of Scotland - US$ 600 milhões
O Fundo Man Group - R$ 360 milhões
Bancos Suíços - US$ 4.2 bilhões
Banco Unicredit e Banco Popolare - US$ 190 milhões
Banco Nomura - US$ 303 milhões
Seguradoras e bancos da Coréia do Sul - US$ 95 milhões.
Vários investidores individuais, corretoras e empresas - mais de US$ 20 bilhões.

Esse cara conseguiu tudo isso, criou uma fraude bilionária, que pode chegar à US$ 50 bilhões na Europa e Estados Unidos.

Quem é Madoff
O megafraudador Bernard Madoff começou sua carreira aos 22 anos com apenas US$ 5 mil.
Usando o capital levantado em férias de verão trabalhadas como salva-vidas e regador de jardins no distrito do Queens, em Nova York, ele criou em 1960 a empresa de investimento com seu nome.

Agora, depois de quase 50 anos de operações no mercado de Wall Street, sua reputação está em ruínas. Ele enfrenta a acusação de que todos os seus negócios não eram mais do que um esquema de US$ 50 bilhões para enganar investidores.

Agora que suas supostas vítimas questionam por que as autoridades americanas não checaram antes o que estava acontecendo, parece que a forma como Madoff operava foi decisiva para o seu sucesso.

Descrito como "afável" e "de alto nível, mas de uma forma discreta", o banqueiro se esforçou para manter sua aura de exclusividade.

Muitos de seus clientes mais ricos foram conquistados em conversas em clubes para abastados em Nova York ou na Flórida, e Madoff dava a eles uma sensação de pertencerem a um círculo privilegiado.

Ele usou esses grandes nomes para atrair outros investidores, até que sua influência passou a se estender a grandes bancos, fundos hedge e até mesmo organizações beneficentes.

"Paraíso" do dinheiro

Ninguém parece saber ao certo o que aconteceu com todo aquele dinheiro. Ouvido pela Promotoria Federal americana, Madoff teria dito que não tem "absolutamente nada".

Ainda não veio a público se ele gastou tudo, se guardou em algum lugar ou simplesmente perdeu o dinheiro.

"Parece que pelo menos US$ 15 bilhões, muitos dos quais estavam concentrados no sul da Flórida ou na cidade de Nova York, foram para 'o paraíso' do dinheiro", brincou Douglas Kass, da Seabreeze Partners Management, que gerencia fundos hedge.

As operações de Madoff, de fato, eram bem obscuras. Além de sua empresa original, a Bernard L. Madoff Investment Securities, ele dirigia uma empresa de assessoria financeira totalmente separada - e é essa empresa que está envolvida na suposta fraude.

Ele nunca revelou seus métodos de operação no mercado ou como ele gerava os lucros substanciais para os investidores que representava.

De alguma forma, em épocas boas ou ruins, ele era capaz de pagar 10% ou mais de rentabilidade todos os anos. "É uma estratégia do meu negócio. Não posso dar muitos detalhes", disse ele certa vez.

Os promotores agora acreditam que sabem muito bem qual era a "estratégia do negócio": usar dinheiro de novos investidores para pagar dividendos aos mais antigos, uma forma de operação financeira ilegal chamada de Esquema Ponzi.

Brechas regulatórias

Mas como essa situação não levantou antes a suspeita dos órgãos reguladores?

A resposta envolve provavelmente uma combinação do prestígio pessoal de Madoff com sua exploração cuidadosa de certas brechas no sistema.

Como ex-presidente da Nasdaq, com uma coleção de outras diretorias no currículo, e generoso doador em causas beneficentes, Madoff era um homem que inspirava confiança.

Quanto aos reguladores, a Comissão de Valores Mobiliários (Securities Exchange Commission, ou SEC, o órgão americano que fiscaliza o mercado de capitais) regularmente fiscalizava a Bernard L. Madoff Investment Securities, mas não sua empresa separada de assessoria financeira.

Essa empresa gerenciava um fundo hedge que não estava registrado na SEC até setembro de 2006 - e, de acordo com relatos, nunca foi sujeito a inspeção depois disso.

Detalhes de investigações mais antigas da SEC sobre os negócios de Madoff estão agora sendo divulgados. Na semana passada, a SEC disse que as operações de Madoff com títulos foram investigadas em 2005 e na época concluiu-se que ele havia violado a regra que determina que os corretores obtenham a melhor cotação possível.

Uma segunda investigação da SEC, em 2007, aparentemente não descobriu qualquer irregularidade.

Sentença de prisão

Madoff teria dito a agentes do FBI (a polícia federal americana) que não há "explicação inocente" pelo colapso de seu esquema de investimento.

Muitos ricos parecem ter ficado arruinados com a suposta fraude, e instituições financeiras em todo o mundo estão avaliando seus prejuízos.

E o que é mais triste: organizações de caridade também estão sendo obrigadas a fechar.

O acusado foi liberado após pagar uma fiança de US$ 10 milhões (cerca de R$ 24 milhões). Mas se as acusações contra ele ficarem provadas, ele pode ser condenado a até 20 anos de prisão e a uma multa de até US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 12 milhões)

domingo, 14 de dezembro de 2008

A Crise Global atingiu a Julie.


Estamos no olho do furacão da crise, quando digo olho do furacão é aquele momento em que tudo em volta está uma bagunça mas onde estamos está menos agitado.
Parece que o medo maior está dando espaço a ações de maior criatividade e investimentos das empresas e governos, se o consumo não cair tanto quanto se esperava, talvez tenhamos uma crise menor do que se propagava.
Mas para a minha cadela Julie, um Golden Retriever chique (pois tem pedigree de pais campeões, nome e sobrenome, Julie Fortaleza da Aldeia), a crise veio forte.
Estava analisando os gastos com ração nos últimos meses.
Começamos bem, Eukanuba, regogizo culinário, até excentricidade, ela amou, curtiu, sorria toda vez para nós, na verdade o Shangri-lá. Durou pouco.
Aí veio a Pró Plan, caiu um pouco (pensou Julie, mas deve ser passageiro), pensou errado.
Fomos para a Pedigree, a Julie estranhou um pouco, deu duas rosnadas mas acabou se acostumando, até que não era ruim, pensou Julie até experimentar a próxima ração.
Aí veio o inferno astral canino, no pratinho dela, uma ração estranha, meio cinza, compramos aquela ração marca própria do Wal Mart a "Mais por Menos". Não deu, ficou de cara virada, tá emagrecendo e nem olha para a gente. Tentei convencer a Julie mostrando a embalagem que diz ter Ômega 3 e 6 e sabor carne, nada feito, greve canina.
Acabamos agora a reunião do conselho familiar, e canino, na família e foi decidido por 5 votos, mais 4 patas a volta da Pedigree.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Previsão: Quando a crise acabar a inflação vai disparar


Vamos pensar juntos, quase todos os blocos econômicos estão torrando dinheiro aos montes para tentar manter as suas economias regionais vivas.
Não é uma decisão muito fácil, injetar dinheiro e não saber se isso fará a velha roda da economia voltar a rodar com mais vigor, mas não há outra saída, ou fazem isso, ou fazem isso.
Mas, creiam meus amigos leitores, isso terá um custo alto, e perigoso.
Para dar, emprestar, empenhar tanto dinheiro assim, os governos tem apenas duas saídas:
1 - Imprimir mais dinheiro
2 - Aumentar os impostos

Não há condição e nem é inteligente o aumento de impostos para arrecadar mais recursos e daí emprestar às empresas falidas, ou quase falidas.
Por isso, os governos estão imprimindo papel moeda de montão e isso tem um resultado certo: Inflação.
Quando a crise (quase) passar, escrevam aí: Teremos um aumento grande nas taxas de inflação dos países, a inflação terá ares de estrela global.
Mas o que fazer?
Ou haverá uma era glacial da economia e na última era glacial nem os dinossauros resistiram, ou uma escalada de preços colossais.
Aí está o dilema: Ficamos entre Dinos e Colossus.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Palhaços de novo. É, vc e eu.


A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira a PEC (proposta de emenda constitucional) que aumenta em 7.554 o número de vereadores no país. Os senadores, no entanto, retiraram do texto o artigo que reduzia os percentuais de repasse das receitas dos municípios para as Câmaras.

Com a mudança, as Câmaras de Vereadores vão continuar a receber o montante previsto pela Constituição Federal, sem redução nos gastos. O senador César Borges (DEM-BA), relator da proposta na comissão, havia sugerido a redução dos repasses uma vez que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reduziu em 2004 o número dos vereadores no país, mas manteve o mesmo percentual de repasses.

De 2004 para cá, as Câmaras tiveram os números de vereadores reduzidos, mas mantiveram a mesma arrecadação. "Os repasses continuaram os mesmos. Reduziu-se a representação, mas não os recursos para o erário. Por isso hoje temos Câmaras com uma verdadeira galinha gorda de arrecadação", disse Borges.

Como os senadores decidiram novamente aumentar o número de vereadores, na prática o relator afirmou que a redução não se faz mais necessária.
fonte: Folha de São Paulo

Por mais que a FIESP e demais segmentos da sociedade solicitaram que nào se aumentasse o número de vereadores, o Senado escutou, riu e não fez absolutamente nada.
Somos palhaços. Eu e vc.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O mundo cresce em 5 anos e desaba em 3 meses

Estamos vendo uma realidade corporativa no mundo assustadora.
Montadoras de automóveis por um fio, Siderurgicas demitindo milhares de funcionários todos os dias, grandes jornais pedindo concordata, Bancos sumindo, fundos de investimento quebrando, fábricas fechando e assim vai.
Aí eu pergunto:
A crise, de demanda de matérias-primas, de bens de consumo começou a ser sentida no final de setembro.
Tivemos, pelo mundo, cinco anos de crescimento espetacular (não o factóide criado por Lula, o mundial mesmo), países crescendo 10%, 11% no trimestre, bancos com recordes de lucro, fusões inimagináveis em detrimento da "simbiose" de negócios globais, bolsas com 10, 12, 15 dias de alta seguidas, recorde em pontos, tudo isso nos últimos cinco anos.
Bastou 3 meses para todo o Shangri-Lá econômico ruir.
As empresas dizem que não tem caixa para operar mais um mês sequer, correm aos governos dizendo-se incapaz de segurar o rojão, caso contrário o rojão estourará na mão do trabalhador.
E os lucros, os dividendos aos acionistas, os caixas com liquidez incrivel?
Não sei mesmo o que aconteceu, mas vale a discussão.
Ou o mundo não estava tão bem, talvez muito endividado mesmo e quando a crise arrombou a porta, não puderam mais seguir emprestando, mas e os balanços das empresas.
Fora as montadoras Americanas que já vinham tendo bilhões de prejuízo todo o trimestre, principalmente causado por incompetência mesmo de seus executivos e os grandes esquemas com os sindicatos. Mas e as montadoras japonesas que vinham comom excelência de gestão, a Honda acaba de sair da F1, a Toyota deve ser a próxima.
Talvez o crédito ilimitado e fácil tenha feito com que todos nós achássemos que o mundo ia de vento em popa. Que nada, era tudo empréstimo.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Os custos de nossos eleitos.


Você sabe quanto custa um político brasileiro?
Antes de apresentar os números, gostaria de fazer uma reflexão:
Eu pago meus impostos em cada produto que consumo ou serviço que utilizo, minha empresa paga tributos quando entrega um serviço, quando liga o computador, quando liga o ar condicionado e muito mais.
Do total que eu, vc e todos os cidadãos pagam em tributos, mais de R$ 6 bilhões são usados para financiar as estruturas do Congresso Nacional (Camâra dos deputados e Senado Federal).
São os servidores mais caros do mundo, provavelmente com um dos maiores índices de incompetência em fazer para o que são pagos: Criar as Leis, Legislá-las e Executá-las.
Mas não os culpo, estão lá porquê eu, vc e todos os cidadãos votaram em cada um deles. Os políticos apostam, gastam fortunas para nos convencer que são elegíveis aos cargos que desejam, após as eleições regogizam-se durante 4 ou 8 anos, nos esquecem (mesmo), enriquecem e voltam a apostar no jogo, investindo milhões para conquistar o nosso voto novamente...cria-se um círculo odioso, mas que somos os verdadeiros responsáveis.
Reflexão feita vamos aos números, por favor, nào se assustem, mas enojem-se. Não se esqueça: eu e vc somos os responsáveis.

1 - Deputados e Senadores custam R$ 11.545,04 por minuto,
2 - O mandato de cada Deputado Federal custa R$ 6,6 milhões por ano (Não esqueça, são 4 anos de mandato),
3 - Cada Senador custa R$ 33,1 milhões por ano, (não se esqueça, cada mandato de Senador é de 8 anos).

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A Crise Global. Na visão de um americano


Este texto foi me enviado pelo meu bom amigo Júlio, que ajuda e contribui bastante com este Blog.
Mais uma vez, obrigado Julio.

O sujeito acima é americano, e se chama Marc Faber. Ele é analista de Investimentos e empresário. Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, ele encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado, não fosse trágico...

- O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00.

- Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wall-Mart, esse dinheiro vai para a China.

- Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.

- Se comprarmos um computador, vai para a Índia.

- Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.

- Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha.

- Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan e nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.

- O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui. Estou fazendo a minha parte...

Meu adendo: Nem cerveja mais..se os americanos tomarem a Budweiser o dinheiro vai para o Brasil e Bélgica...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Calabresa, Atum ou Mussarela?


O Conselho de ética da Câmara rejeitou, por 10 votos a 4, o parecer do relator que pedia a cassação do Paulinho da Força no caso do desvio de recursos do BNDES.
Não vou tecer uma linha de raciocínio de indignação dessa classe tão desqualificada, com algumas pouquíssimas exceções, claro.
Vai ficar perdida na Blogosfera.
Sem comentários.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Nepotismo, de novo.


Ao trocar todo o primeiro escalão da prefeitura de Sapucaia do Sul, o prefeito interino Elton Primorosa (DEM)- foto, incluiu na nova equipe a própria filha, Deise do Nascimento Rospide da Silva.
Até o fim da gestão-tampão do pai, que deverá administrar a cidade até o dia 31 de dezembro, Deise, 22 anos, vai responder pela pasta da Assistência Social. Ela é estudante de Direito e chegou a se candidatar a vereadora pelo PTB, mas desistiu.
Primorosa relata que Deise e sua mulher trabalharam em seu gabinete na Câmara Municipal até a publicação da súmula do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe o nepotismo na administração pública.
A nomeação de Deise não representa um caso de nepotismo. Segundo o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Eduardo de Lima Veiga, a figura do agente político - ministros, secretários estaduais e municipais - não se enquadra na interpretação dada à medida da Corte.
Primorosa surpreendeu ao manter na gestão o presidente do PMDB local, Livaldino Fagan, homem de confiança do prefeito afastado, Marcelo Machado (PMDB). Fagan, que era secretário de Governo, foi convidado a assumir um cargo na Procuradoria-Geral.
Primorosa prepara uma lista de 150 cargos em comissão a serem exonerados hoje. Apesar do mandato-relâmpago, ele ambiciona deixar como marca uma revolução na saúde pública:
- Em uma semana, a saúde de Sapucaia vai servir de modelo para todo o país.
Entenda o caso
> Em decisão liminar, a Justiça Federal de Canoas determinou na quinta-feira o afastamento do prefeito de Sapucaia do Sul, Marcelo Machado, do vice Gilberto Alves, ambos do PMDB, e do secretário de Educação, Flávio Fialho. > No dia 25, o MPF ajuizou ação civil pública por improbidade contra 22 pessoas e empresas suspeitas de fraude na compra de merenda escolar.
Estranho isso, pode não ser considerado Nepotismo, para mim, é sim.
fonte: zero Hora

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