terça-feira, 30 de junho de 2009

O que acontece no Senado? O que fazer?


Depois de um tempo "fora de combate" assolado por uma febre absurdamente alta (Não é a gripe suína...), volto para colocar aqui em discussão o que está acontecendo com o Senado.
Será que ninguém presta lá? Agora é o Arthur Virgílio envolvido em empréstimos para pagar contas em um hotel acho que em Paris, ele diz que já devolveu o dinheiro, mas a pergunta é: Com que direito ele pode receber um adiantamento ou antecipação de uma conta secreta? Isso, no mínimo, é amoral e ilegal.
As coisas que os Senadores vem fazendo não sabemos a quanto tempo são tão absurdas que este fato (Arthur Virgílio), passa em branco.
Sarney não tem moral para continuar à frente do Senado...ou tem? pois é tão triste esse episódio que acredito que o Senado está sim muito bem representado.
Collors, Calheiros, Virgílios, Sarneys..o que acontece.
Desculpem-me o que direi a seguir, podem bater entenderei, mas dá vontade que o Senado seja derrubado, fechado e seus titulares irem mesmo para a cadeia.
Falar que o Senado é uma das mais importantes instituições democráticas e termos esse bando de canalha nos representando esvazia qualquer argumento para que se mantenha como é.
O que fazer? Dizer para votar certo? Não dá, não temos no povo brasileiro a sapiência necessária, esperar a justiça? Não dá também, estão entulhados nos processos e também têm muito rabo preso com os partidos e seus padrinhos.
O que fazer?
É duro eu jogar essa pergunta e não poder ter uma resposta, é que as respostas que me vêem à cabeça podem assustar muita gente, então peço a ajuda aos que me acompanham no dia-a-dia do Blog.
O que fazer.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Lula em 2014. Não!!! Não!!! e Não!!!

O presidente Lula afirmou que, se a oposição vencer as eleições em 2010, pode ser candidato na disputa seguinte, em 2014. Com a popularidade em alta, o petista nega a hipótese de concorrer a um terceiro mandato no ano que vem caso uma emenda constitucional lhe permita isso. Em vez disso, apóia a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para concorrer contra os tucanos, que devem escolher José Serra ou Aécio Neves como seus candidatos.

“Se for um adversário que ganhar a eleição, aí sim pode estar previsto em 2014 eu voltar”, afirmou Lula, em entrevista publicada nesta sexta-feira (26) pelo jornal Zero Hora. “Depende. Ficar aqui é muito difícil. Acho que governar é fácil. Cuidar dos pobres é a coisa mais extraordinária do mundo. Custa barato cuidar dos pobres, muito barato.”

Porém, Lula garantiu que trabalha para eleger Dilma no ano que vem e, se possível, reelegê-la em 2014. “Ora, qual é o meu papel? É trabalhar para que ela faça o máximo possível", afirmou ele ao jornal gaúcho. "E ela tem o direito de querer ser candidata à reeleição. Se eu não tiver essa consciência de que ela tem de fazer mais e fazer melhor, fazer o governo dela sem tutela e patrulhamento de ninguém, sem saudosismos, você tira a possibilidade de uma grande mulher fazer um grande governo neste país.”

O presidente afirmou que, no ano que vem o PT tem que fazer concessões nos estados para garantir uma aliança com outros partidos, como PMDB, PDT, PTB e PCdoB. “Não temos o direito de não fazer sacrifício e permitir que o desejo pessoal de alguém prevaleça sobre os interesses coletivos de um partido, seja estadual ou nacional.”

Para Lula, seria importante ter o PMDB como vice de Dilma, devido ao tamanho do partido. Entretanto, ele ressaltou que é necessário também que o vice tenha afinidade ideológica com o PT.

O presidente afirmou que os ministros que deixarem o cargo para assumir as campanhas eleitorais serão substituídos pelos secretários-executivos. Lula não negou nem confirmou que irá colocar o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci no lugar de Dilma quando ela sair candidata. “Eu não posso discutir agora o que vou fazer. Mas não pretendo colocar nenhum ministro novo.”

“Denuncismo desvairado”

O presidente condenou a cobertura da imprensa sobre a crise no Senado, seu governo e a Petrobrás. Reclamou que os jornais preferem destacar o emprego irregular de parentes de senadores a valorizar o aumento dos empregos em todo o país.

Para ele, há um “denuncismo desvairado” na imprensa. Lula disse temer que a disputa política sobre a CPI da Petrobrás atrapalhe os negócios da empresa. O presidente defendeu uma investigação feita pelo Ministério Público e Tribunal de Contas da União.
fonte: Congresso em foco

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Lula defende mais uma vez Sarney.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa hoje do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), alvo de pedidos de afastamento do cargo. Lula disse que conversou com Sarney e que o presidente do Senado disse que está investigando as denúncias de irregularidades na Casa.

"Acho que o Sarney foi eleito pelos senadores e tem o compromisso de fazer a apuração. Ele me disse que está apurando, espero que haja uma investigação", disse Lula.

Lula defendeu o afastamento de diretores até conclusão das investigações. "Vi senadores pedindo que os diretores acusados não compareçam ao Senado porque estão constrangendo os senadores. Não é a medida mais adequada. A mais adequada é se ele está sob suspeita afastá-lo até que as coisas sejam apuradas."

O presidente voltou a afirmar que não pretende transformar a crise do Senado numa causa nacional. "Não quero transformar as coisas no Senado numa crise institucional. Ali no Senado todos têm maioridade e sabem o que acontece. Que tomem decisões e resolvam."

Lula afirmou que as denúncias contra o Senado poderiam ser investigadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União). "Acho que uma, duas ou três denúncias estão numa fase de apuração. Apura-se e toma-se uma medida. O que você não pode é um país com tantas coisas para a gente descobrir e pensar e a gente ficar um mês inteiro com coisas menores que o TCU pode investigar. Não conheço contas secretas."
fonte: folha online

Fora Sarney é pouco. (De Clovis Rossi)

Admiro Clovis Rossi, colunista da Folha, textos extremamente inteligentes e com propriedade, este, que divido com meus amigos, é uma verdade profunda e que nos preocupa muito. Boa leitura.

Atos secretos, funcionários secretos, secretamente contratados e demitidos e, agora, uma conta secreta, como se houvesse um Senado do "b" funcionando ali no Planalto Central.
Anteontem, enquanto escrevia um texto sobre os escândalos envolvendo o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, trombei com um comentário de Edmondo Berselli, do jornal "La Repubblica", que falava em "prostituição do regime".
Pensei: bom, no Brasil ainda não chegamos a tanto. Mas, no caso do Senado, talvez já seja a hora de repensar. O descontrole foi longe demais. Ou melhor, o que já se sabe sobre a Casa foi longe demais, mas, pelo andar da carruagem, ainda pode-se chegar bem mais longe.
E, convenhamos, o movimento "fora Sarney", que se esboça no próprio Senado e, com muito mais força, em setores da opinião pública, não é a solução. A rigor, se Sarney deixar a presidência, pode até saciar a sede de sangue de parte do público, mas acabará sendo apenas o bode que se tira da sala.
O problema do Senado vai muito, muito, muito além de Sarney. Envolve todas as Mesas Diretoras dos últimos muitos anos e, ao menos indiretamente, envolve todos os senadores que as elegeram -o que significa que devem sobrar dois ou três, se tanto, não maculados, seja por ação, seja por omissão.
A única maneira de enfrentar o escândalo é chamar a Polícia Federal e o Ministério Público para fazer uma varredura completa nesse aparelho clandestino que apenas por inércia chamamos de Senado. Ah, é bom lembrar, como fez ontem Fernando Rodrigues, que a Câmara não é muito melhor, não.
Não me venham, por favor, com violação da Constituição, respeito a um outro poder etc. O Senado caiu na clandestinidade. Clandestinos, ainda mais quando fazem trambiques com dinheiro público, são alvo da polícia necessariamente.
Da coluna de Clóvis Rossi na FSP de 25/06/09

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Senado: Agora a nova - Contas Paralelas.


O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), determinou hoje que a comissão de sindicância interna investigue duas contas paralelas da Casa. A existência das contas foi descoberta pelo presidente da CFT (Comissão de Fiscalização e Controle) do Senado, Renato Casagrande (PSB-ES).

Segundo ele, as duas contas paralelas do Senado não integram a chamada conta única do Tesouro Nacional, obrigatória na administração pública federal.

As duas contas teriam o objetivo, segundo o senador, de movimentar recursos de fundos vinculados à instituição.

Tendo como base relatório da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que fez um "raio-x" da estrutura do Senado, Casagrande identificou a existência de fundos no valor de R$ 3,740 milhões depositados nas duas contas paralelas, criadas na Caixa Econômica Federal.

"Trata-se de ocorrência preocupante diante da grave situação administrativa por que passa nossa instituição. A manutenção de recursos por um órgão da administração direta fora da conta única do Tesouro é matéria de legalidade extremamente duvidosa à luz dos atuais preceitos constitucionais", disse Casagrande.

Casagrande afirma que o depósito de fundos em contas paralelas à do Tesouro é um procedimento que "coloca a gestão da instituição em extremo risco de controle, pois contorna todos os meios disponíveis no Siafi para assegurar que o desempenho financeiro só ocorra apos o cumprimento das etapas de empenho e liquidação".

Na opinião de Casagrande, a prática se constituiu em "risco desnecessário" uma vez que Siafi dispõe de funções que permitem executar gastos públicos com "eficiência, segurança e rapidez".

Providências

Casagrande pede que o presidente do Senado recolha à conta única do Tesouro, mediante GRU (guia de recolhimento da União), os saldos das contas paralelas, assim como qualquer outra conta nas mesmas condições. O senador pede que as contas sejam encerradas, assim como sugere que o Senado peça à Caixa Econômica os extratos dos últimos cinco anos da movimentação financeira dos recursos nelas depositadas.

O senador ainda pede que seja excluída do futuro regulamento administrativo do Senado a possibilidade de manutenção de recursos próprios em contas bancárias fora da conta única do Tesouro Nacional.

fonte: folha online

Caso Alstom: Conta de conselheiro do TCE é bloqueada na Suíca


O Ministério Público da Suíça bloqueou uma conta bancária atribuída a Robson Marinho, conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) de São Paulo.
O órgão reuniu indícios de que a conta recebeu pagamento de propina da Alstom.

Marinho é suspeito de ter ajudado a Alstom a conseguir contrato de R$ 110 milhões em 1998, quando já era conselheiro do TCE. À época, acabara de deixar o cargo de chefe da Casa Civil no governo Mario Covas (morto em 2001). A conta recebeu pouco mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 2 milhões, pelo câmbio atual), de acordo com a quebra de sigilo.
Ele negou ter conta bancária na Suíça e diz que nunca foi avisado de que é alvo de investigação. A Alstom não quis se manifestar.

Os documentos do bloqueio estão em poder de promotores da Suíça e de juízes da França, onde a empresa também é investigada por suspeita de pagar comissões ilegais para obter contratos com governos. A Alstom, uma das maiores companhias do mundo na área de energia e equipamentos ferroviários, é investigada sob suspeita de ter pago milhões de dólares em propina a políticos da América Latina e da Ásia.
fonte: folha online

domingo, 21 de junho de 2009

Senado. Caixa de vergonha. Mais uma.


O Senado já descobriu por conta própria irregularidades em todos os 16 contratos para o fornecimento de mão de obra analisados por uma comissão de servidores. Foram detectados casos de nepotismo, pagamentos por serviços nunca prestados e perpetuação de empresas por aditivos da era Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado, afastado depois que se descobriu que ele não declarou a posse de uma mansão de R$ 5 milhões.

Comissão de servidores que auditou os contratos sugere fim dos vínculos atuais com fornecedores de mão de obra terceirizada para o Senado.

O Senado possui 3.516 funcionários terceirizados --montante superior ao de pessoal de carreira, estimados em 2.500. Hoje, o Senado possui contratos de prestação de mão de obra com 34 fornecedores, ao custo anual de R$ 155 milhões. Nenhuma das prestadoras foi escolhida por pregão eletrônico, a modalidade mais eficaz contra fraudes. As licitações não foram precedidas dos chamados projetos básicos, obrigação prevista na Lei das Licitações.

Outro lado


As fornecedoras de mão de obra para o Senado negam as irregularidades e dizem que as condições dos contratos foram definidas pela própria instituição.

Agaciel Maia defendeu os contratos. "É muito fácil agora pedir para reduzir gente", afirmou.
fonte: folha de S.Paulo

sábado, 20 de junho de 2009

Lula diz que quem desmata não é bandido. Deixa eu te explicar quem é bandido presidente.


Opinião
Lula disse, em Alta Floresta - MT, em mais um desses comícios nos quais ele grita, sua, dá porrada nos juros, dá porrada na miséria, na falta de escolas, moradia e trabalho, (como se ele fosse a oposição do seu próprio governo), que desmatador não é bandido.
Desmatador é bandido sim, o cara (grande produtor ou grande pecuarista) que sabe que não pode desmatar as áreas protegidas por Lei e mesmo assim manda suas máquinas para o verde virgem e os assassina.
O pequeno agricultor, o migrantes que têm no seu cultivo a sua subsistência e gera a economia familiar não, são despreparados, quase analfabetos, não têm crédito, apoio técnico e informação, querer que eles respeitem as margens de rios (ciliares), as encostas etc.. é pedir muito para este pessoal.
Vou explicar ao presidente, mesmo que ele não goste de ler, pois lhe dá azia, que bandido é quem tira o dinheiro dos orçamentos públicos para seu bolso, bandido é quem mora em mansão em Brasília e recebe ajuda moradia, bandido é quem contrata assessores para seu gabinete e paga 1/3 do salário e embolsa o resto, quem apresenta notas frias para reembolso de despesas, invade terras e destrói o patrimônio alheio, promete moradia aos desgraçados e não dá, desvia na merenda escolar, contrata parentes e não divulga, viaja com a família para o exterior com o nosso dinheiro, faz estelionato eleitoral com as esperanças da população, tem patrimônio de milhões e milhões sem ter como comprovar, coordena o mensalão, tem também os matam e roubam, e assim vai.
Isso é bandido presidente.
O que aposta na esperança popular e "se cria" como diz meu filho. Mas se cria da maneira mais podre e triste.
Ainda tenho, de verdade, a seguinte crença:
Esses bandidos, seja na esfera municipal, estadual, federal, judiciário, legislativo ou executivo, quando se deitam sozinhos ou olham para seus filhos devem pensar - "sou podre mesmo, estou me dando bem...mas sou podre mesmo. É sou"

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Vasp. Lembra, vamos pagar por isso.


Acontece hoje o primeiro leilão dos bens da falida Viação Aérea São Paulo (Vasp), empresa que teve a falência decretada em setembro do ano passado por não cumprir o processo de recuperação judicial, iniciado em 2005. Quase 30 aeronaves, avaliadas em R$ 16,8 milhões, serão vendidas para efetuar o pagamento dos credores. A dívida global da Vasp é estimada em R$ 3,5 bilhões. Só com a Infraero, a empresa acumula dívida de R$ 1,2 bilhão pela estadia das sucateadas aeronaves em pátios de aeroportos espalhados pelo Brasil.

Segundo as normas aeroportuárias, cada avião que pousa tem apenas três horas de isenção. Ultrapassado esse tempo, a empresa aérea é obrigada a pagar um valor por hora ou fração que permanecer em solo. Em Brasília, por exemplo, três aviões da Vasp aguardam o martelo do leiloeiro para saírem do pátio do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek Ao lado delas, algumas aeronaves da Transbrasil, outra empresa aérea falida, acumula dívida de R$ 310 milhões com a Infraero.

Para manter a estadia das aeronaves nos pátios dos aeroportos ao longo dos últimos anos, a Vasp acumulou uma dívida 75 vezes maior do que o valor de todos os aviões juntos. Esse débito é com a Infraero, estatal que administra o setor aeroportuário do País. Segundo a Infraero, a dívida da Vasp, hoje, inclui tarifas aeroportuárias de embarque, pouso, permanência, concessão de áreas, acesso ao pátio e outros serviços.

No entanto, quando as aeronaves forem efetivamente retiradas das áreas aeroportuárias, um novo valor será gerado para a dívida. “Não é possível calcular os valores fechados sem saber até quando as aeronaves permanecerão nos pátios. A cobrança de permanência é diária e é calculada de acordo com o peso da aeronave e com a categoria do aeroporto”, explica a assessoria da Infraero.

Toda a dívida da empresa se encontra arrolada em processos judiciais. Por este motivo, os credores concorrem para o recebimento, conforme a legislação. Segundo a nova lei de falências, recebem primeiro os credores extraconcursais - que atinge aqueles que colocaram ativos na empresa após o pedido de recuperação, além do administrador judicial e seus auxiliares. Existem créditos, portanto, que possuem mais prioridade do que os da Infraero, como é o caso dos trabalhistas e tributários, por exemplo.

Segundo o advogado Duque Estrada, que representa 550 ex-trabalhadores da Vasp em 870 ações individuais, o valor arrecadado nesse primeiro leilão não será suficiente para pagar todos os credores. “As aeronaves só servem para sucata ou museu e mais nada, pois além de terem mais de 30 anos, no estado em que se encontram, são irrecuperáveis”, afirma.

Cadeia falimentar

Já em 1990, a Vasp operava com prejuízo de US$ 30 milhões anuais e devia US$ 750 milhões. A situação agravou-se após a privatização, com a venda de 60% das ações do estado de São Paulo para o Grupo Canhedo. A empresa descontava dos salários dos funcionários as contribuições devidas à Previdência Social, mas não recolhia o dinheiro ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), o que rendeu ao órgão o direito de penhora das aeronaves da empresa, antes mesmo da decretação falência.

Contudo, “o INSS só penhorou e nunca pediu uma adjudicação (ato judicial mediante o qual se transfere uma propriedade) ou leilão”, diz o advogado Duque Estrada. Ele explica que, no caso específico, se houve a adjudicação, ela ocorreu posteriormente ao pedido de recuperação judicial, em 2005, o que torna a penhora do INSS nula. “Num dos mais normais atos da burocracia do governo, ele inicia bem o seu dever de casa, mas perde por ineficiência”, lamenta Estrada.

Alexandre Lazzarini, juiz da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Estado de São Paulo, alertou para a existência de diversas aeronaves espalhadas pelos aeroportos brasileiros, que, embora estivessem penhoradas em execução do INSS, o órgão “não providenciou que os aviões fossem levados a leilão, apesar da depreciação". Lazzarini diz não ter conhecimento quanto à situação processual das execuções promovidas pelo INSS. No entanto, esclarece as conseqüências da não execução: “com a decretação da falência todos os créditos, inclusive os de natureza fiscal, devem ser trazidos para o quadro de credores da falência, ficando, ainda, prejudicadas as penhoras”.

Quando sentenciou a falência da empresa aérea, Lazzarini ainda recomendou que a sentença fosse levada ao conhecimento do Ministério Público Federal, “para apuração de responsabilidade [...] pela não execução dos créditos do INSS, garantidos por aviões”. Questionado sobre os motivos que impediram a adjudicação ou leilão dos bens antes do pedido de recuperação judicial, o INSS informou que “desde a unificação das receitas este assunto não é mais da alçada da Previdência Social”.

A assessoria do instituto ainda afirmou que as dúvidas sobre execução de dívidas previdenciárias deveriam ser encaminhadas à Secretaria da Receita Federal, que não se manifestou até o fechamento da matéria. Igualmente sem resposta ficaram as indagações sobre o período em que as aeronaves da Vasp permaneceram sob a responsabilidade do INSS e quais os prejuízos ou vantagens, do ponto de vista do órgão público que perdeu a oportunidade de resgatar uma dívida, existiram nessa negociação com a empresa falida.

Segundo Gisela Chamoun, procuradora do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, como o INSS não se sujeita ao processo de recuperação deveria ter procedido à venda dos aviões para pagamento total ou parcial de seu crédito. “Os processos de execução são relativamente rápidos e após a penhora os bens são levados à venda judicial e pagos ao credor” explica a procuradora, que também é professora da Universidade de Brasília, especialista em Lei de Falências.

A procuradora ainda lamenta o prejuízo de depreciação das aeronaves, o que, segundo ela, implica em menor valor aos bens e na redução no pagamento do crédito do INSS, que permanece no quadro de credores habilitados, com saldo a receber. “Isso, evidentemente, representa uma lesão ao direito dos demais credores”, afirma Chamoun. “No campo das conjecturas, se os bens não foram vendidos nas execuções por culpa (negligência, imprudência, imperícia) ou dolo de servidor do INSS, os prejuízos decorrentes podem lhes ser atribuídos, com base na Lei de Improbidade. O único motivo que conheço para que a administração pública deixe de cumprir um dever é ineficiência, burocracia, incompetência e corrupção”, destaca.
Texto:
Milton Júnior
Do Contas Abertas

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Motorista de ônibus e caminhão, máximo jornada de 4 horas. Hahahahahahahahahahahaha, ótima piada.


A Câmara aprovou na noite desta quarta-feira (17) substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 2660/96, que proíbe o motorista de caminhão ou ônibus de dirigir em rodovia por mais de quatro horas ininterruptamente. A matéria, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, vai à sanção presidencial.

Deputados aprovaram um destaque ao projeto que acaba com a exigência de descanso ininterrupto de dez horas dentro de um período de 24 horas. A intenção é manter a regra da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que determina o descanso de 11 horas entre duas jornadas de trabalho.

A Casa ainda aprovou a urgência para o Projeto de Lei 3962/08, que cria a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). A matéria será analisada na próxima semana.

fonte: Congresso em foco

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Amigo é coisa prá se guardar dentro do peito...Sarney e Lula.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira (17) a sequência de denúncias no Senado e saiu em defesa do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que discursou ontem no plenário do Congresso Nacional.

"Não li a reportagem do presidente Sarney, mas penso que ele tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum", disse. "Elas [denúncias] não têm fim e depois não acontece nada."

Na tribuna do Senado, Sarney diz que é injustiçado e que falta respeito à sua história
O presidente afirmou que é importante investigar o que houve, inclusive para saber a quem poderia interessar desestabilizar o Senado.

"Essa história tem que ser mais bem explicada. Não sei a quem interessa enfraquecer o Poder Legislativo no Brasil. Mas penso o seguinte: quando tivemos o Congresso Nacional desmoralizado e fechado foi muito pior para o Brasil, portanto é importante pensar na preservação das instituições e separar o joio do trigo. Se tiver coisa errada, que se faça uma investigação correta", disse Lula.

O petista afirmou ainda que o governo não teme ser prejudicado pelas denúncias sobre o Senado.

"Todos os senadores, a começar do presidente Sarney, têm responsabilidade de dirigir o destino do país, ou seja, do Congresso Nacional, vamos esperar que essas coisas se resolvam logo."

Para o presidente, as denúncias podem acabar cansando a população. "O que não se pode é todo dia você arrumar uma vírgula a mais, você vai desmoralizando todo mundo, cansando todo mundo, inclusive a imprensa corre o risco. Porque a imprensa também tem que ter a certeza de que ela não pode ser desacreditada porque, na hora em que a pessoa começar a pensar 'olha, eu não acredito no Senado, não acredito na Câmara, não acredito no Poder Executivo, no STF [Supremo Tribunal Federal], também não acredito na imprensa', o que vai surgir depois?", questionou.
fonte: folha de S.Paulo

BRIC's são segunda divisão no jogo global.


A coincidência entre a cúpula dos Brics e o plano Obama de regulação dos mercados financeiros é uma perfeita radiografia do jogo mundial de poder no momento e no futuro imediato.
O que vão discutir os Brics? Acima de tudo, a economia mundial e sua crise, até porque economia é o único amálgama entre países que não têm laços históricos, culturais ou geográficos -usualmente os motivos que levam a criar um bloco.
No caso dos Brics, ironiza o "Financial Times" de ontem, "é certamente o primeiro bloco multilateral de nações a ser criado por analistas de pesquisas de um banco de investimento e sua equipe de vendas" (alusão ao fato de que o acrônimo foi inventado por um economista da Goldman Sachs, aliás uma das instituições dos "brancos de olhos azuis" que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva culpou pela crise).
Se os Brics serão as potências mundiais do futuro, então o líder da potência do presente, Barack Obama, deveria aguardar o que eles têm a dizer sobre a crise e sobre como evitar que se repita no futuro, certo?
Errado. Barack Obama já tomou, unilateralmente, todas as medidas para enfrentar a crise e já preparou, sem nem ouvir nem cheirar os Brics e sua cúpula, o pacote de regulação do seu próprio sistema financeiro.
Posto de outra forma: os Brics podem até vir a ser as potências do futuro, mas, no momento, representam, todos somados, apenas 15% da economia mundial. Ou dito de uma segunda outra forma: o que a Goldman Sachs fez foi antever MERCADOS emergentes, nos quais os investidores poderiam fazer gordos lucros, mas não PAÍSES de fato capazes por ora de ditar os rumos do planeta ou ao menos influir poderosamente neles.
Aliás, a Europa também não esperou nem consultou os Brics para anunciar seu próprio pacote de regulação, cuja aprovação final se dará neste mês.
Pior: nem Estados Unidos nem Europa agiram no marco do G20, o clubão das 20 maiores economias do mundo, do qual fazem parte todos os Brics. O G20 seria, portanto, o marco ideal para que os Brics exercitassem seus músculos.
No entanto, como reconhece -e lamenta- o próprio governo brasileiro, o G20 não tem um programa próprio de trabalho. Parou na cúpula de abril. A partir dela, foi cada um por si, sem a coordenação que se desejava e que, se de fato praticada, levaria a transformar o grupo no novo gerente informal da economia global, suplantando o G8, no qual só a Rússia está presente, entre os Brics.
O chanceler Celso Amorim pode dar por morto o G8, como o fez nesta semana, mas, no mínimo, no mínimo, o grupo restrito dos países ricos (mais Rússia) continua dando seus solavancos -e sem os seis países que participarão da cúpula do G8 ampliada (todos os outros três Brics entre eles).
Já houve uma reunião de ministros de Economia, que discutiu a crise. Haverá no fim do mês uma reunião de ministros do Exterior, para discutir as outras crises, economia à parte, sem que os ministros brasileiros ou dos outros Brics (Rússia à parte) fossem convidados.
Parece claro que, embora os Brics tenham, em uma década, pulado de 7,5% da economia mundial para 15%, ainda têm uma árdua batalha para passar da segunda para a primeira divisão no jogo global de poder.
Texto: Clovis Rossi para a Folha de São Paulo

terça-feira, 16 de junho de 2009

Brasil!!!

Vídeo muito claro sobre o que é este nosso pais amado e o que são os nossos governantes. Letra e música de Zé Ramalho, muito bom e triste. Mais uma contribuição do meu sempre atento amigo Júlio. Curtam é muito bom mesmo.

A "Famíglia" de Don Sarney


Essa é rápida:
Vcs viram o tamanho da família de José Sarney, vcs viram como a família Sarney está grudada, colada, enfiada no governo, na verdade em todos os governos seja de que ideologia for (como se cada governo tivesse uma).
Sarney tem gente no governo todo, em todas as esferas e até no cosmos.Ele coloca suas garras onde lhe é importante.
Agora sofre do mesmo lapso de Lula, não sabe de nada.
Triste demais para a nossa história, mas quem se importa com a nossa história não é?

sábado, 13 de junho de 2009

Lula diz: Estamos fazendo um Governo elogiado no mundo inteiro. Ele só esqueceu do Brasil

Deixando a modéstia de lado, o presidente Lula alfinetou a oposição durante a cerimônia de criação do campus de Saúde da Universidade Federal de Sergipe. De acordo com o petista, seu governo é elogiado pelo mundo inteiro, o que provocaria a irritação dos oposicionistas.

“Eu não sei se vocês viram o programa de televisão do adversário nosso ontem, antes de ontem. Olhem, a verdade é esta, a verdade é esta, gente: eles ficam nervosos porque um homem que, do ponto de vista da sociologia, não estava escrito que podia chegar ao poder, chega ao poder. E com muita competência de formar a equipe, e com muita competência de manter a amizade com o povo brasileiro, nós estamos fazendo um governo elogiado pelo mundo inteiro, pelo mundo inteiro”, afirmou Lula.

O petista ainda destacou a eventual auto-estima elevada do brasileiro e o empréstimo de US$ 10 bilhões que o Brasil fez ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Essa é a primeira vez que o país vira credor da instituição financeira.

“Antigamente, as pessoas ficavam de joelhos para o FMI. Vocês viram que engraçado: esta semana eu emprestei US$ 10 bilhões para o FMI.”

Pesquisa CNI/Ibope divulgada no início da semana aponta que a aprovação ao governo Lula e ao presidente da República cresceram. Em março deste ano, 64% aprovavam o governo federal. Atualmente, 68% dos brasileiros o aprovam.

Já a aprovação à forma de o presidente governar cresceu dentro da margem de erro, passando de 78% em março para 80% em junho.
fonte: Congresso em foco

Opinião
Eu tento imaginar como Lula fica quando é elogiado por alguém que não está pendurado no saco dele, deve vibrar tanto que volta a falar as besteiras de sempre.
Disse: "Estou orgulhoso de eu emprestar 10 bi ao FMI, ele não empresta nada, o dinheiro é de nossos impostos e contribuições obrigatórias, aliás ele deveria olhar para o umbigo e avaliar os nossos sérios problemas na educação, trabalho, altos impostos...enfim...é duro amar ser elogiado, ficamos cada vez mais cegos.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Atos Secretos. A bola da vez. Foram mais de 500.


Os atos secretos, o mais novo escândalo do Senado brasileiro, estão prestes a se tornar um abuso de proporções muito maiores que se pensava. A comissão instalada para investigar o caso havia identificado o uso de cerca de 300 documentos sigilosos. O número de papéis do tipo, porém, pode ultrapassar 500. Instituído pelo ex-diretor geral da Casa Agaciel Maia há quase 10 anos, o mecanismo permitiu ao comando administrativo do Senado agir como uma instituição privada e engordar as contas bancárias de funcionários da Casa sem fazer alarde.

Uma reportagem do jornal O Globo revela que o relatório da comissão, que deveria ser revelado nesta sexta-feira, só vai ser apresentado na semana que vem. Isso porque o Senado achou melhor ter cautela para definir como fazer a divulgação dos documentos.

A comissão foi constituída pelo primeiro-secretário da Casa Heráclito Fortes (DEM-PI). No começa das investigações, ele chegou a dizer que pelo menos 280 desses atos permanecem secretos. Por meio desses documentos, foram nomeados amigos e parentes de senadores. O ato sucinto, de seis linhas, desprovido de numeração, não é publicado no boletim do Senado e nem no Diário Oficial da União. Foi dessa forma que, em outubro de 2008, a Casa autorizou todos os servidores efetivos dos gabinetes de senadores - cerca de 800 - a fazer hora extra, acabando com limites antes estabelecidos.

O Ministério Público Federal já adiantou que vai pedir ao Tribunal de Contas da União (TCU) a anulação de todos os atos e a devolução do dinheiro que teria sido pago indevidamente. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM) disse na quinta-feira que vai pedir a demissão de Agaciel Maia dos quadros do senado por improbidade administrativa. Durante uma audiência no dia 2 de junho, Maia mentiu para a Mesa Diretora da Casa ao negar a existência dos atos.
fonte: Veja

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Atos secretos no Senado. Mais um fato triste para o nosso país

Mais uma meus queridos amigos, mais uma.
O nome: Atos Secretos.
O Senado vota, decide e faz leis, mandatos, cria benefícios para eles próprios e para os seus sem nos dizer, sem votar abertamente.
O que é isso?
O que estamos vendo?
Ato Secreto é 'difícil até de falar, me parece ruim, escondido, feita às escuras, na moita, por senadores da república do Brasil?

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Eu não entendo nada de números mesmo...


Opinião
Eu achava, até agora, que entendia alguma coisa de economia e seus números, que nada, hoje pela manhã eu lí os números da economia, que neste trimestre o PIB brasileiro teve uma retração de 0,8% comparado ao trimestre anterior'.
Muita gente esperava mais, inclusive eu, algo entre 1,5% e 2,5% na retração e comecei a vasculhar os números dos setores da economia.
A indústria teve um recuo de 9,3% e o agronegócio 1,6%, o investimento recuou incríveis 12,6% que é a maior redução desde o início da medição com esta metodologia em 1996, as exportações recuaram 16% esses números são absurdamente altos para uma economia comparada ao trimestre anterior que foi terrível.
Mas aí vejo os seguintes números positivos, as famílias consumiram 0,7% a mais do que o trimestre anterior, o governo consumiu 0,6% a mais também.
Como com números tão contrastantes negativos e positivos a nossa economia cai apenas 0,8%, juro que não entendo.
Imaginem se as famílias tivessem consumido 1,5% a mais e o governo gasto 1,5% a mais, teríamos pelos meus cálculos teríamos um crescimento de 4% a 6%!!!!
O mundo caindo em PIBS's contínuos e ficamos quase 0%!!
Que bom! que felicidade ampla, felicidade de 4% positiva, e olha que o nosso presidente não gostou disso não, vai colocar toda a equipe para trabalhar nisso e quer explicações para isso!! Não podemos esquecer que no ano passado falava-se em crescimento de 4% a 4,5% este ano não é Lula?
Voltando ao assunto, alguém me explique a composição de pesos destes números para eu achar que eu é que não entendo nada mesmo de números.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O jogo-sujo contra o caseiro que derrubou Palocci


O caseiro Francenildo Costa, 27, cujo depoimento à CPI dos Bingos derrubou o ministro Antonio Palocci (PT), em 2006, disse que teve a vida invadida após a quebra e divulgação de seu sigilo bancário, e que o "jogo sujo" o chocou.

"Se eu soubesse que ia chegar a esse ponto o jogo sujo deles, eu não tinha falado. Invadiram minha vida. Eu não queria que isso acontecesse. Até a família, parentes ficaram duvidando do dinheiro", afirmou o caseiro, que hoje trabalha de bicos.

Ele diz esperar que a Justiça decida sobre a ação por danos morais que move contra a Caixa Econômica e a Editora Globo pela quebra e divulgação de seu sigilo bancário --segundo ele, uma operação que visava desacreditá-lo. À Folha, Francenildo disse esperar que a Justiça adote no seu caso a rapidez que usa no inquérito do STF.

Em 2006, Francenildo deu um depoimento à CPI dos Bingos afirmando que o então ministro da Fazenda frequentava uma mansão em Brasília usada por lobistas para fechar negócios de jogos ilegais e realizar festas. O local, conhecido como "República de Ribeirão Preto", foi alugado por ex-assessores de Palocci, que negava as acusações.

O depoimento acabou deflagrando outro escândalo, pois seu sigilo bancário foi violado ilegalmente logo após participar da CPI. Palocci é tido como possível mandante da quebra do sigilo.

Outro lado

A Caixa alegou, por meio de sua assessoria, ter havido "regularidade e legitimidade" no episódio da quebra do sigilo bancário de Francenildo.

"A Caixa apresentou contestação nos autos da ação ajuizada pelo senhor Francenildo dos Santos Costa, demonstrando a regularidade e legitimidade de todos os procedimentos adotados no âmbito da instituição em relação ao senhor Francenildo."

A CEF disse ainda que "o juiz da causa promoveu duas audiências de conciliação e também concedeu prazos visando à composição amigável entres as partes, iniciativas que resultaram infrutíferas, tendo em vista que o senhor Francenildo e seu advogado não aceitaram as propostas da Caixa".
fonte: folha online

sábado, 6 de junho de 2009

Dilma começa bem a campanha. Com Marta, Galisteu e Luciana Gimenez...


foto: josé Luis da Conceição/Ag.Estado

Se a Dilma pretende iniciar a sua campanha à presidência não poderia começar tão mal.
Para um bate-papo com algumas mulheres em São Paulo Algumas "intelectuais" e outras como Marta Suplicy, Luciana Gimenez e Galisteu, imagino o que foi discutido para o Brasil...e o que uma Gimenez deve ter dado como contribuição.
Bom começo Dilma.

Nossas autoridades no caso Air France só nos dão vergonha


Opinião
O mundo todo vê espantado o caso do desastre aéreo do Airbus 330-200 da Air France, o Brasil lidera as buscas por pistas e informações para ajudar a esclarecer o que de fato aconteceu.
Mas todo mundo vê também a sequência de trapalhadas de Nelson Jobim, que mostra profundo desconhecimento e despreparo na condução do caso.
Afirmou na Tv para o mundo todo que a FAB tinha encontrado destroços do Airbus, depois disse que a mancha de óleo extensa encontrada no local indicava "com certeza" que o avião não tinha explodido no ar.
A FAB levou uma parte dos parentes das vítimas do vôo para uma palestra no Cindacta-3
dos comandantes da operação brasileira. Tudo uma sequencia incríveol de erros.
Sabemos que os destroços eram lixo de outras embarcações, sabemos que a mancha de óleo era de algum navio mercante ou cargueiro e a palestra para colocar os parentes à par da situaçào real do caso foi "puro teatro" conforme declarou Newton Marinho, irmão de um desaparecido.
Uma cidadã francesa, telespectadora do canal France 2 disse no ar: "Cale a boca Ministro Jobim, pare de falar besteira, nós não merecemos isso".
Essas coisas fazem a gente pensar em como são despreparadas nossas autoridades em casos com essa dimensão, que necessite de organizaçào estratégica, comando e transparência nas operações.
Nelson Jobim caiu de paraquedas como ministro para apagar o fogo do caso da ANAC e o caos aéreo, que era muito mais um problema político, e agora, onde é colocado de fato em uma situaçào que exige planejamento, organização e comando mostra o quanto é fraco para liderar isso.
Não vou alongar mais esse texto, se não vcs, amigos que acompanham o Politicagem Brasil vão dormir...mas casos como este, da Amazônia, o PAC, da Habitação popular só para colocar aqui os casos que lembro só reforçam o descompasso e o circo que temos neste governo.
Por outro lado, em corrupção e esquemas de desvio de verba em todos os níveis de governo mostram-se extremamente competentes.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

150 parlamentares têm processo no STF. Coisa linda.


O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu 38 processos contra deputados e senadores nos últimos 12 meses. Desde junho do ano passado, o número de inquéritos e ações penais envolvendo parlamentares saltou de 281 para 318, um aumento de 11%.

Atualmente 150 congressistas têm pendência na mais alta corte do país, quase um quarto do Congresso Nacional. No ano passado, eram 143. Hoje, 52 são réus em 100 ações penais.

Nesses casos, o Supremo aceitou as denúncias feitas pelo Ministério Público Federal ou terceiros por entender que há elementos da participação de deputados e senadores em práticas criminosas. As ações penais são desdobramentos dos inquéritos e preocupam mais os parlamentares, pois são elas que podem levar os réus à condenação.

Na lista dos atuais processados estão 129 deputados e 21 senadores. As acusações atingem indistintamente partidos da base aliada e da oposição. O leque das denúncias também é variado: malversação de dinheiro público, crimes eleitorais e contra a ordem tributária, corrupção, formação de quadrilha e, até, estupro.

Inquéritos e ações penais

Na cota da Câmara, aparecem 188 inquéritos e 92 ações penais. Na do Senado, 30 inquéritos e oito ações penais. Os parlamentares federais têm direito a foro privilegiado. Assim como os ministros e o presidente da República, só podem ser julgados pelo Supremo nas áreas administrativa e criminal. Apesar do volume de investigações, o STF nunca condenou um congressista.

O levantamento foi realizado a partir de informações divulgadas no site do Supremo até o último dia 22. De lá pra cá, o STF autuou outros dois inquéritos envolvendo parlamentar, incluídos às 16h03 na relação divulgada esta manhã pelo site. A pesquisa é feita pelo nome do parlamentar. Na consulta, no entanto, nem sempre é possível saber todos os processos ao qual o denunciado responde, pois os deputados e senadores podem solicitar que o nome seja retirado da consulta pública do processo. Além disso, procedimentos que correm em sigilo só podem ser localizados pelo número.

Os mais processados

Na Câmara, apenas nove parlamentares respondem por 80 procedimentos dos 281 que pesam sobre todos os deputados que exercem ou exerceram mandato nesta legislatura. A lista dos que respondem a mais de cinco procedimentos é encabeçada pelo deputado Neudo Campos (PP-RR), que acumula 21 acusações – sendo 11 ações penais e dez inquéritos.

Neudo Campos já foi apontado no levantamento anterior deste site, em junho do ano passado, como o parlamentar mais processado do Congresso e manteve o título em 2009. Até o fechamento desta edição o parlamentar não havia enviado esclarecimentos sobre as ações a que responde na Justiça.

Em segundo lugar na lista dos mais processados está o deputado Abelardo Camarinha, com 13 procedimentos. O deputado disse que as ações que correm contra ele foram movidas por adversários políticos no período em que foi prefeito de Marília (SP). “São coisas normais dentro de 14 anos que fiquei na prefeitura”.

No terceiro lugar estão empatados com oito procedimentos cada os deputados Jackson Barreto (PMDB-SE) e Jader Barbalho (PMDB-PA). Das oito ações penais de Jackson, cinco são por crime de desvio de dinheiro público (peculato). Jader Barbalho, por sua vez, é réu por crimes como estelionato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro nacional. Nenhum dos dois enviou esclarecimentos ao site até o fechamento desta edição. Assim como todos os parlamentares citados nessa reportagem, eles foram procurados desde a quarta-feira da semana passada (veja quem respondeu).

No Senado, Valdir Raup (PMDB-RO) é quem concentra o maior número de procedimentos entre os parlamentares processados. Ele responde no STF a duas ações penais e dois inquéritos. Entre as acusações estão crimes de desvio de dinheiro público (peculato) e contra o sistema financeiro nacional.

Outros quatro senadores respondem a três procedimentos cada. São eles: Jayme Campos (DEM- MT), João Ribeiro (PR-TO), Marconi Perillo (PSDB-GO) e Wellington Salgado (PMDB-MG). Desses, apenas o senador Jayme Campos enviou esclarecimentos até o fechamento da reportagem. Segundo ele, seus procedimentos são fruto de “injustiças, preconceitos e falhas processuais”. “Nos casos em que meu nome se vê inserido em investigações judiciais, devo esclarecer que não passam de falhas processuais ou de precipitação política na apreciação de tais processos”, sustentou.

Entra e sai

Na lista de processados também figuram nomes de parlamentares que, mesmo tendo processos arquivados no último ano, continuam na lista dos investigados pela Justiça. É o caso do deputado Gervásio Silva (PSDB-SC), que no último ano respondia a inquérito que apurava homicídio culposo em acidente de trânsito e teve o procedimento arquivado.

No entanto, no último dia 15 de maio, o pleno do STF acolheu denúncia referente a outro inquérito, no qual o parlamentar é acusado de estupro. A investigação foi reautuada como ação penal, ainda sem número. “Estou com a consciência tranquila. Sei que sou inocente. Isso foi uma tremenda armação. Quero provar minha inocência o mais rápido possível, porque essa é a acusação mais grave que um homem pode sofrer", afirmou o parlamentar ao Congresso em Foco.

Prefeitos

Em comparação com o levantamento feito em junho do ano passado, 26 parlamentares aparecem na lista de processados pela primeira vez. Outros 20 tiveram seus procedimentos arquivados ou baixados a outras instâncias do judiciário pelo STF. Entre esses, 15 deputados e cinco senadores.

O ex-deputado Barbosa Neto renunciou ao mandato após se eleger prefeito de Londrina (PR) em abril. O inquérito que corre contra ele no STF, por crime contra a ordem tributária e esteionato, foi encaminhado à Justiça de primeiro grau.

Com a renúncia à cadeira na Câmara, o deputado perde o foro privilegiado. O Ministério Público Federal já deu parecer pelo desmembramento do processo, para que os autos que dizem respeito ao ex-parlamentar voltem à Justiça do Paraná.

Outros dois ex-parlamentares tiveram seus processos baixados para a Justiça de primeiro grau após vencerem as eleições municipais de outubro. O prefeito de Santa Maria (RS), ex-deputado Cezar Schirmer (PMDB), teve o inquérito de que era alvo por boca de urna devolvido à Justiça do estado. O mesmo ocorreu com o atual prefeito de São José (SC), Djalma Berger (PSB-SC). Num dos inquéritos ele respondia por denunciação caluniosa e falso testemunho ou falsa perícia. No segundo, por crime contra o meio ambiente e o patrimônio genético e crime contra a flora.

Três parlamentares tiveram os processos arquivados e venceram as últimas eleições municipais. Entre eles, o ex-deputado Carlos Souza, atual vice-prefeito de Manaus, que respondia por crime contra a administração pública, corrupção ativa e concussão. O inquérito que envolvia o nome dele foi arquivado em abril.

“Vocês batem, mas a gente se reelege”

A eleição de parlamentares com pendências na Justiça reforça a declaração do deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), integrante do Conselho de Ética da Câmara que acumula duas ações penais no Supremo. O deputado que ficou nacionalmente conhecido por dizer que estava se “lixando para a opinião pública” completou o discurso com a seguinte declaração: “Vocês (imprensa) batem, mas a gente se reelege”.

Essa não é a primeira vez que o deputado usa frases polêmicas para falar da conduta parlamentar. Ano passado, ao ser empossado como presidente do Conselho de Ética, usou uma metáfora para minimizar o fato de acumular o comando do colegiado e processos na Justiça (leia mais). “Lá na minha terra tem um ditado que diz que cão que não tem pulga ou teve ou vai ter, mesmo que seja pequena.”
fonte: congresso em foco

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