terça-feira, 31 de março de 2009

Brasil mais doente e corrupto.


A Prefeitura de São Paulo pagou até 994% a mais por remédios e produtos hospitalares entre 2003 e o ano passado. O esquema, que teria a participação de servidores, beneficiou ao menos três empresas, que atuariam numa espécie de cartel para fraudar licitações.
As fraudes foram descobertas pela própria Secretaria Municipal da Saúde, que montou uma comissão de investigação após ser alertada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.
A comissão finalizou na semana passada um relatório parcial, obtido pela Folha, que apontou irregularidades em oito dos 50 processos analisados. Essas oito compras representam gastos de R$ 6 milhões.
Outros 137 processos ainda estão em fase de apuração. O relatório parcial não apresenta nome de nenhum servidor porque está sob sigilo funcional.
No caso mais absurdo, em 2007, a prefeitura pagou R$ 71,10 para cada caixa de Fluconazol, medicamento usado contra infecções, que era encontrado na distribuidora a R$ 6,50. Somente em fevereiro, a prefeitura comprou 1.050 cartelas do Fluconazol iguais à apresentação do contrato. Em uma única compra, o desvio de dinheiro chegaria a R$ 67 mil.
As licitações sob investigação têm a participação de seis empresas -Embramed, Biodinâmica, Vida"s Med, Halex Istar, Home Care Medical e Velox. Todas ficam impedidas de firmar contratos com a prefeitura até o fim da apuração.
No caso da compra do medicamente Levofloxacino, fornecido pela Halex, os auditores dizem haver mais evidências de superfaturamento.
Com base em pesquisa em outros órgãos, concluiu-se que a secretaria pagava bem mais, R$ 64,90 por embalagem, do que outras unidades -o Hospital Samaritano pagava R$ 25 e o Santa Catarina, R$ 49.
Em outro processo de compra que evidenciaria superfaturamento, a empresa contratada havia feito oferta de R$ 3.767, mas acabou recebendo exatos R$ 15,7 mil, para surpresa da comissão. "Não [se] justifica a diferença", diz o documento da comissão da secretaria.
Um dos processos, para a compra de alguns tipos de soro, também apontou que os preços eram até 46% maiores do que os praticados no mercado, inclusive em vendas para outros órgãos de governo.
Esse mesmo processo de compra revelou um problema ainda mais grave -os produtos entregues eram de "qualidade duvidosa" e o pedido de substituição ainda se encontrava "em andamento", o que corrobora a tese do Ministério Público do Estado, de que as empresas sob suspeita trabalhavam com materiais de baixa qualidade.

Móveis fantasmas

Outro caso emblemático, conforme o relatório da comissão, ocorreu na licitação para mobiliar o Hospital Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo. No valor de R$ 3,889 milhões, foi obtido em agosto de 2006 pela Home Care Medical.
O relatório afirma que o edital já era irregular, porque não exigia certidão negativa de débitos públicos das empresas. Além disso, quatro empresas que disputaram a licitação "apresentaram preços praticamente iguais" nos 34 itens. Em 13 itens, os preços eram "idênticos", indício de combinação prévia entre as empresas.
Um inspeção realizada pela comissão no hospital descobriu que jamais haviam sido entregues 128 armários do tipo roupeiro que já haviam sido pagos.
Em outro caso, o mesmo funcionário que requisitou a contratação do serviço conduziu a licitação, o que deu margem para mais suspeitas.
Esse contrato, de R$ 712 mil, para a manutenção de equipamentos cirúrgicos, foi vencido pela Biodinâmica em 20008.
fonte: Transparência Brasil

segunda-feira, 30 de março de 2009

Governo repassou R$ 150 milhões para entidades do MST.


Levantamento inédito realizado mostra que, ao contrário do que se pensava, o número de organizações que têm ou já tiveram seus dirigentes ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) não se restringe a apenas quatro entidades. Ao todo, são pelo menos 43 entidades privadas sem fins lucrativos, cujos responsáveis por assinar convênios com a União aparecem citados, inclusive em fontes oficiais, como membros, líderes, coordenadores ou dirigentes do movimento nos últimos seis anos.

O montante envolvido nos repasses da União para essas entidades chega a R$ 151,8 milhões, distribuídos em quase mil convênios celebrados, desde 2002, entre o governo federal e entidades de desenvolvimento agrário. E, embora algumas relações financeiras tenham sido suspensas por “grave irregularidade”, o levantamento mostra que recursos públicos continuaram sendo transferidos, desta vez por meio de outras entidades, até então desconhecidas. Só no ano passado foram R$ 14 milhões em repasses para essas entidades e, em 2009, até o último dia 13, pouco mais de R$ 6,4 milhões. Por lei, é vedado o financiamento de movimentos sociais que invadem imóveis rurais ou bens públicos e, caso isso seja identificado, a transferência ou repasse dos recursos públicos deve ser interrompido.

Neste mesmo período, cerca de R$ 23,2 milhões foram pagos por meio de contratos considerados, em algum determinado tempo, inadimplentes e cujos pagamentos foram suspensos. Alguns deles, por terem sido identificadas irregularidades na execução física e financeira no convênio. Outros, por não ter havido a apresentação da prestação de contas ou por instauração de tomada de contas especial, instrumento de que dispõe a administração pública para ressarcir-se de eventuais prejuízos causados por irregularidade.

Neste novo levantamento, no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) o nome de todos os responsáveis por convênios celebrados entres as entidades privadas sem fins lucrativos e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – Incra. De posse dos nomes, ampliou-se o levantamento para buscar os recursos repassados pelo MDA às entidades. Ainda de posse dos nomes, uma busca minuciosa na internet permitiu identificar o vínculo, assumido publicamente, entre estes personagens e o movimento dos sem-terra.
A Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca) permanece no topo da lista de entidades ligadas ao MST que mais receberam recursos. Aproximadamente R$ 22,3 milhões foram repassados à entidade por meio de convênios celebrados entre 2002 e 2009. Alguns destes foram celebrados por Adalberto Greco, por exemplo, que além de assumir alguns contratos da Anca, também pactuou com o governo federal como responsável pela Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária (Concrab), segunda entidade que mais recebeu recursos públicos. No último dia 6, Adalberto Greco e a Anca tiveram os bens bloqueados pela Justiça, após o Ministério Público Federal ter ingressado com ação civil de improbidade administrativa em razão de repasses indevidos ao MST.

Outra parte dos recursos federais repassados à Anca, também entre 2004 e 2005, foi feita por meio de convênios assinados por Gislei Siqueira Knierim, citada no relatório “em separado” da CPMI da Terra como ex-dirigente da associação. O montante soma quase R$ 3 milhões em repasses. Segundo o relatório, de autoria do deputado Abelardo Lupion, foi apresentada à CPMI um requerimento pedindo a quebra do sigilo bancário e fiscal de Gislei Siqueira, para apurar a suspeita de transferência de R$ 19,5 mil de uma conta do convênio para a conta particular da ex-dirigente da organização. O pedido foi negado. O último contrato assinado por Gislei Siqueira, como responsável pela Anca, data de 23 de dezembro de 2005, por meio do qual foi repassado R$ 1,5 milhão à associação. A partir daquele ano, foi suspensa a celebração de novos contratos entre Anca e o governo federal.

Ainda em 2005, outra entidade passa a receber cem vezes o valor que recebera no ano anterior, por meio de convênios firmados, na maior parte, com o Incra. Trata-se do Centro de Formação e Pesquisa Contestado (Cepatec), que recebeu cerca de R$ 5,8 milhões desde 2003, em 18 convênios celebrados com a União. Com exceção de seis destes convênios, os demais foram assinados também pela ex-dirigente da Anca, Gislei Siqueira.

O primeiro contrato assinado por ela, desta vez à frente do Cepatec, foi celebrado ainda em 2005 (julho), quando a Anca imergia em sucessivas denúncias de irregularidades e era submetida a auditorias. Apesar de os convênios assinados por Gislei, como responsável pelo Cepatec, terem sido maiores que os valores recebidos em nome da Anca, a entidade permaneceu na condição de adimplente, o que lhe permitiu continuar a receber recursos públicos federais.

O último e maior contrato assinado entre Gislei Siqueira e o Incra foi celebrado em dezembro de 2006, cerca de um ano após os escândalos que a envolveram em irregularidades, quando ainda era dirigente da Anca. Por este acordo, o Cepatec recebeu R$ 1,3 milhão com o objetivo de “promover a capacitação e qualificação de trabalhadores assentados, lideranças rurais e jovens estudantes beneficiados da reforma agrária”.

Na justificativa para a celebração deste, que seria o último pacto financeiro com o governo federal, um argumento, no mínimo, diferente para explicar a necessidade do convênio do Cepatec. “Apesar do compromisso do governo brasileiro com a gestão do campo, há setores da sociedade, sobretudo o latifúndio, que não vêem os gastos coletivos da reforma agrária”, descreve o documento de consulta de transferência. O pagamento dos recursos foi efetuado em apenas duas etapas. Uma em 31 de janeiro de 2007 e outra em 31 de dezembro do mesmo ano. Destaque para a expansão dos recursos federais conveniados com o centro de formação, que em 2004 foi de R$ 6,7 mil e em 2005 passou para R$ 2,3 milhões.

Conforme apurou a jornalista Marta Salomon, Gislei Siqueira foi localizada no escritório nacional do MST, em Brasília, este mês. A ex-dirigente da Anca afirmou, por telefone, que já não responde mais pelo Cepatec e garantiu à jornalista que lhe daria o contato com a assessoria da entidade. Até o fechamento da matéria, no entanto, ela não retornou à ligação. Em uma última tentativa de contato, uma telefonista atendeu a ligação e informou que ali funcionava o MST e não o Cepatec.

Sobre as justificativas diferentes declaradas nos convênios, que falam em latifúndio, por exemplo, o presidente do Incra, Rolf Hackbart, declarou que é um texto inadequado para traduzir o objetivo do convênio. Além disso, Hackbart diz já ter orientado os responsáveis para que especifiquem melhor os objetivos e justificativas do convênio.
fonte: Contas abertas

sábado, 28 de março de 2009

Desemprego recorde - Isso Lula nào fala.


Mesmo sem o impacto das medidas anunciadas ontem pelo Ministério do Trabalho - aumento de parcelas do seguro-desemprego e de demitidos beneficiados - o pagamento do seguro-desemprego já é recorde este ano. O mês de março ainda não chegou ao fim, mas o montante desembolsado pelo governo federal para pagamento do seguro em 2009 (janeiro a 23 de março) já é recorde desde pelo menos 2001. Foram pagos R$ 4,2 bilhões este ano, maior valor para um primeiro trimestre de exercício no período 2001-2009 (em valores atualizados pela correção do salário mínimo).

Entre janeiro e março de 2008, período em que a economia crescia a passos mais largos, o governo pagou R$ 4 bilhões em seguro-desemprego, maior quantia até então desde 2001, mas 4% menor do que a quantia gasta este ano (até 23 de março). Desde aquele ano, o pagamento do seguro oscila, no primeiro trimestre dos exercícios, entre R$ 2,6 bilhões (em 2001) e R$ 3,6 bilhões (em 2007).

A assessoria de comunicação do Ministério do Trabalho afirmou que o aumento do volume pago aos beneficiários registrado nos últimos anos está relacionado ao número de demissões sem justa causa, à quantidade de vínculos no mercado de trabalho e à rotatividade. “Além desses fatores, a legislação que regulamenta o seguro-desemprego especifica que o valor do beneficio não pode ser inferior a um salário mínimo. Desta forma, o aumento do salário mínimo elevará, automaticamente, o dispêndio financeiro do benefício”.

A assessoria afirma que o crescimento do montante pago também está relacionado ao aumento do número de segurados. No primeiro bimestre de 2007, por exemplo, 1.014.533 demitidos solicitaram o seguro e 996 mil receberam o benefício. Em janeiro e fevereiro do ano passado, 1.134.515 pessoas pediram o benefício e 1.106.448 foram contempladas no período. Já no primeiro bimestre deste ano, o número caiu um pouco, mas ainda passa da casa do milhão: 1.133.022 solicitaram o seguro desemprego e 1.089.602 recebem o benefício.

Sobre as medidas anunciadas ontem – aumento de parcelas e número de beneficiários em alguns setores do mercado de trabalho – a assessoria informou que o seguro-desemprego irá auxiliar no combater as dificuldades financeiras. Segundo a assessoria, os recursos serão injetados na economia e irão ajudar o consumo e a manutenção das famílias atingidas. “O seguro-desemprego é um direito do trabalhador pago com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Portanto, ele é um benefício justamente para socorrer os profissionais demitidos sem justa causa em momentos de dificuldade”, afirma.

Informações do Ministério do Trabalho mostram que cerca de 40% dos demitidos sem justa causa permaneceram na empresa por um tempo médio de dois anos. Para cálculo do número de parcelas, o seguro-desemprego considera o período trabalhado nos últimos 36 meses. Outro fator influente, segundo a pasta, é o tempo decorrido entre a demissão e o reemprego. Segundo dados do CAGED, do total de trabalhadores demitidos sem justa causa, menos de 10% são reempregados no mesmo mês da demissão. De acordo com o ministério, os trabalhadores que passam mais de um mês sem serem absorvidos no mercado de trabalho são justamente os que entram com o requerimento para o seguro-desemprego.

Como funciona o seguro-desemprego

Ontem, o governo anunciou a liberação do pagamento de duas parcelas adicionais do seguro-desemprego para 103.077 trabalhadores demitidos sem justa causa em dezembro de 2008 - naquele mês, 650 mil pessoas perderam suas vagas. As demissões, na avaliação do governo, teriam sido consequência direta da crise internacional. Foram beneficiados empregados de 42 subsetores da economia e 16 estados, considerados aqueles que tiveram as maiores perdas de vagas formais. Os estados com mais setores beneficiados são Minas Gerais (41.412) e São Paulo (44.312). Entre as principais áreas estão a indústria metalúrgica, mecânica e de materiais de transporte.

O Programa do Seguro-Desemprego, conforme definido no Artigo 2° da Lei 7.998, de 11 de janeiro de 1990, tem por finalidade prover assistência financeira temporária ao trabalhador desempregado em virtude de dispensa sem justa causa. O beneficio auxilia os trabalhadores requerentes ao seguro-desemprego na busca de novo trabalho e pode ainda promover a sua reciclagem profissional. O valor varia de acordo com a faixa salarial, sendo pago, a partir de agora, cinco a sete parcelas, conforme a situação atual do beneficiário.

O benefício pode ser requerido por todo trabalhador dispensado sem justa causa e por aqueles cujo contrato de trabalho foi suspenso em virtude de participação em curso ou programa de qualificação oferecido pelo empregador. Também pode ser solicitado por pescadores profissionais durante o período em que a pesca é proibida, devido à procriação das espécies e por trabalhadores resgatados da condição análoga à de escravidão.
fonte: contas abertas

quarta-feira, 25 de março de 2009

Operação Castelo de Areia. Xiiiiiiiii.


A Polícia Federal realiza nesta quarta-feira uma operação contra crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Para a operação, denominada Castelo de Areia, foram expedidos dez mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão para desarticular uma quadrilha inserida na construtora Camargo Corrêa.

A ação da PF ocorre em São Paulo e no Rio de Janeiro. Diretores e secretárias do alto escalão da empresa estão envolvidos.

Segundo informações da colunista Mônica Bergamo (leia aqui), a investigação vai respingar em alguns dos principais partidos políticos do país.

Os principais crimes investigados são evasão de divisas, operação de instituição financeira sem a competente autorização, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e fraude a licitações. Somadas, as sentenças por esses crimes podem chegar a 27 anos de prisão.

Segundo a Polícia Federal, a quadrilha movimentava dinheiro sem origem lícita aparente através de empresas de fachada e operações conhecidas como dólar-cabo --sem registro no Banco Central, através de depósito em conta brasileira de doleiros que possuem contas no exterior para transferência ao destino final do dinheiro.

O objetivo é prender funcionários da construtora, além do articulador do esquema criminoso e dos doleiros identificados, segundo comunicado da PF.

Diversos clientes dos doleiros investigados foram também identificados e podem responder por crime de evasão, cuja pena chega a seis anos de prisão. Serão instaurados inquéritos policiais para apurar suas participações.

A Camargo Corrêa se diz perplexa com a ação

"A Camargo Corrêa vem a público manifestar sua perplexidade diante dos fatos ocorridos hoje pela manhã, quando a sua sede em São Paulo foi invadida e isolada pela Polícia Federal, cumprindo mandado da Justiça. Até o momento a empresa não teve acesso ao teor do processo que autoriza essa ação", apontou a empresa.

"O Grupo reafirma que confia em seus diretores e funcionários e que repudia a forma como foi constituída a ação, atingindo e constrangendo a comunidade Camargo Corrêa e trazendo incalculáveis prejuízos à imagem de suas empresas", informou a construtora, que ainda ressaltou que "cumpre rigorosamente com todas as suas obrigações legais."

terça-feira, 24 de março de 2009

Bahia. Recordista de casos da Dengue recebeu R$ 37 milhões em 2008 para combatê-la.


O estado da Bahia, que registrou crescimento de 291% no número de casos de dengue este ano, foi o quarto mais bem contemplado com recursos federais para combater a doença em 2008. Em outubro do ano passado, o Ministério da Saúde repassou cerca de R$ 37 milhões ao estado por meio de duas ações ligadas à prevenção da doença - “vigilância, prevenção e controle da dengue” e “incentivo financeiro aos Estados, DF e municípios certificados para a vigilância em saúde”, o Teto Financeiro de Vigilância em Saúde (TFVS). O Ministério da Saúde estima que 70% do montante repassado por meio do teto seja utilizado pelos estados contra a dengue (a porcentagem não é válida para estados onde a ocorrência de malária, por exemplo, é superior a da dengue).

Com base na estimativa do ministério, apenas São Paulo (R$ 84 milhões), Minas Gerais (R$ 58 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 45 milhões) receberam mais recursos do governo federal para combater a dengue em 2008. A meta prevista inicialmente pelo governo federal por meio da ação específica de vigilância e prevenção da doença era notificar e tratar 514 mil casos em todo o país. Com recursos dessa ação, já foram destinados à Bahia cerca de R$ 431 mil este ano, terceiro maior volume entre os estados. Fica atrás de Minas Gerais (R$ 585,7 mil), onde a situação também é crítica em alguns municípios, como Belo Horizonte, e Pernambuco (R$ 564,6 mil). Já por meio da outra ação, a do TFVS, a Bahia já recebeu R$ 8,2 milhões este ano (cerca de 70% diretamente ao combate a dengue, baseado na estimativa), quarto maior montante entre as unidades da federação.

A verba repassada pelo Ministério da Saúde aos estados serve para supervisionar e assessorar tecnicamente com o objetivo de consolidar e fazer análise de informações relevantes à vigilância, para a produção de material técnico informativo, realização de pesquisas, promoção de eventos científicos e para adequação de unidades de armazenagem de inseticidas por meio de construção, reforma e adequação de equipamentos.

Segundo a assessoria de imprensa da Secrataria de Saúde da Bahia, o Ministério da Saúde repassou R$ 1,3 milhão para aquisição de capas de caixa d'água e R$ 36,6 milhões de recurso exclusivo para dengue por meio do Teto Financeiro de Vigilância em Saúde, em outubro de 2008. Também houve assessoria técnica do grupo executivo da dengue aos municípios de Jequié e Porto Seguro. Além disso, a assessoria afirma que foram definidas unidades sentinelas no município de Salvador para distribuição de kits NS1 (monitoramento do sorotipo viral com teste de sangue que permite diagnóstico rápido) e intensificação de mídia em Salvador e Jequié, municípios que apresentaram índices de infestação acima do esperado nas primeiras semanas de 2009.

Ainda segundo a assessoria, foram investidos R$ 697 mil na aquisição de 20 veículos e 21 equipamentos nebulizadores costais motorizados para distribuição ao estado e ocorreram diversas reuniões entre o ministro da Saúde e o governo da Bahia e prefeituras para reforçar ações contra a dengue na região. A Secretaria da Saúde também informou que está aplicando inseticida em 59 municípios.

Para o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o aumento do número de casos se deve, entre outros fatores, à mudança de gestores ocasionada pelas eleições municipais realizadas em outubro do ano passado. Segundo ele, mais de 40% dos secretários de Saúde foram substituídos, o que pode ter colocado em risco a continuidade das ações. Questionado sobre a alta incidência de dengue na Bahia, o ministro afirmou que está preocupado, mas não surpreso, porque já havia municípios em situação de risco no estado. Temporão disse ter “certeza absoluta” de que houve descontinuidade na política de combate ao vetor da doença por parte dos prefeitos.

26 mil casos

Segundo dados da Secretaria da Saúde da Bahia, 26.597 casos da doença foram notificados, número 291% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado (6.794). 28 pessoas já morreram em decorrência da doença e outras 57 mortes foram notificadas como decorrência da dengue, mas ainda não foram confirmadas oficialmente.

O município com maior número de casos notificados no estado é Jequié, com 7.378 suspeitas de contaminação pelo tipo clássico da dengue. Itabuna aparece em seguida, com 4.103 casos suspeitos, e Porto Seguro, com 1.797. O balanço também aponta 535 casos suspeitos de dengue hemorrágica, sendo 184 casos. O município de Jequié também é o que concentra o maior número de casos do tipo grave da doença, com 51 casos confirmados e três mortes.

O aumento no número de casos de dengue levou o governo da Bahia a decretar situação de emergência em sete municípios neste mês. As cidades são: Itabuna, Ilhéus, Ipiaú, Irecê, Jacobina, Jequié e Porto Seguro. Sete médicos venezuelanos e dois cubanos chegaram à Bahia, nos últimos dias, para ajudar no combate ao avanço da dengue no Estado. Eles desembarcaram na última quinta-feira e iniciaram os trabalhos em Itabuna.

O secretário de Saúde da Bahia, Jorge Solla, afirmou que o estado vive um momento de grande inquietude em relação à transmissão da dengue. “É importante que haja uma soma de esforços, não só do poder público, mas de todos os segmentos organizados e da população em geral. Todos devem fazer as suas partes, buscando eliminar os criadouros do mosquito. Só assim vamos conseguir reduzir os índices de infestação predial e, desse modo, manter a doença sob controle”, acredita.

Para o secretário de Saúde, é importante estabelecer parcerias, pois a mobilização social tem significativa importância na “verdadeira guerra” contra o mosquito. “Por isso, realizamos ações de massa no clássico BaVi, em parceria com a Superintendência dos Desportos e os dois clubes de futebol. Estamos com outras parcerias importantes e vamos continuar procurando novos parceiros. Toda mobilização é bem vinda, todo apoio é muito bem vindo, pois só assim, com união de esforços, é que venceremos o Aedes", disse o secretário.
fonte: contas abertas

domingo, 22 de março de 2009

Os Colapsos das nossas vidas

Hoje, lí, pela primeira vez em minha vida a palavra colapso em 3 assuntos diferentes em um mesmo jornal.

1 - Colapso das estradas ameaça o agronegócio
2 - O sistema de abastecimento da grande São Paulo entrará em colapso
3 - A manta polar entrará em colapso

É triste sabermos que a palavra está intimamente ligada à nossa incompetência em gerir.

No que se refere às estradas e suas condiçições de total abandono vemos como esse governo não faz gestão, não sabem mesmo. É um governo que se baseia no populismo de seu presidente e que leva uma horda de crentes a não enxergarem como o nosso país está ruindo. Os nossos portos e aeroportos estão obsoletos, não funcionam mais, simplesmente por não termos uma política de infra-estrutura, mas temos o PAC, então fiquemos tranquilos.
Perguntei para um caminhoneiro que faz frete para um cliente meu como estão as estradas. Ele me disse que não há mais estradas, existem caminhos com asfalto destruído que ele tem que vencer todos os meses nos seus carretos. Me disse que a manutenção do seu caminhão custa hoje 3 vezes mais do que a 20 anos atrás.
Estradas, portos, aeroportos, ferrovias, hidrovias, sistema de geração de energia, saúde, educação, tudo nunca esteve tão ruim, tão desestruturado, tão sem política de gestão. Mas o nosso presidente fala, ele grita, ele sua, ele se emociona ao dizer que fará 1 milhão de casas para os "pobres", sua horda aplaude, se entreolham cúmplices na aprovaçào de seu líder, se renovam de energia e esperança para depois do último aplauso e gritos de Dilma presidente pegarem os seus ônibus lotados, trens enferrujados, sem assentos, com "surfistas tresloucados", mas vào para suas casas pensando, vou ter sim a minha casa, vai ser minha e vou pagar só R$ 15,00 por mês.
O colapso real que enfrentamos é o da verdade, do fundamental ao nosso país, é um colapso de liderança verdadeira, de verdades e de gestão.
O maior colapso, e este não há como corrigir, é o de moral.
Lula não tem moral, ele tem a palavra e tão forte e carregada de emoçào e carisma que esquecemos onde estamos. Estamos em uma crise absurdamente séria, onde perdemos 800 mil postos de trabalhos em 3 meses e o Ministro Lupi, do trabalho diz que 10 mil posições foram ocupadas este mês. Isso é colapso de moral, de caráter, enganar os 86% de novo é triste demais.
O presidente e seu Ministro da fazenda berram e insistem em crescimento do PIB, antes afirmavam ser 4%, agora 2,5% e sabemos por ÍNDICES da economia que vamos ficar entre 0% e 0,5%, mas eles gritam e afirmam que ficaremos em 2,5%.
Colapso de opções de líderes também está batendo à nossa porta.
Dilma, Heloísa Helena, Serra, Ciro Gomes. Sejamos sinceros: Dá para acreditar que teremos coisa muito melhor do que o apedeuta de hoje?
O colapso das instituições como o Senado, a Camâra e o poder Judiciário, tão viciados em se protegerem e se organizarem para sí próprios que esqueceram suas principais funções: Ser uma instituiçào de representação do cidadão.
Ruim? É sim, esse texto hoje foi dose, mas ainda temos uma pontinha de esperança e alento:
Nós podemos mudar isso, nós podemos mudar.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Nessa crise um índice cresceu: O de cheques devolvidos.


Ninguém gosta de ter o cheque devolvido, com raras exceções, a maioria dos cidadãos não faz isso porquê quer, muitas vezes tem que decidir entre o supermercado ou um sapato necessário ao dia-a-dia, a relutância na hora de assinar o cheque que esteja sem fundos é vencida pela necessidade da hora, daquele momento. Não há opção.
O Governo Lula revê o crescimento, antes batia forte na promessa, independente do movimento global de desaceleração crítica e sem retorno, de 4% de crescimento do PIB, Lula disse, Mântega repetia no mesmo tom, Paulo Bernanrdo, é, aquele Ministro do Planejamento também concordava.
Agora, com a queda anunciada da arrecadação e a revisão dos gastos em R$ 20 bi, a revisão do crescimento ficou em 2% (já já cairá mais, este Blog já está antecipando...como se isso fosse sinal de conhecimento de economia...).
Mas voltando ao assunto de cheques sem fundos, nos primeiros dois meses de 2009 o crescimento foi de quase 20% comparado aos últimos meses de 2008.
Esse é o reflexo da falta de emprego, da falta de crédito no mercado, da falta de preparo do Governo Lula, que em tempos de abundância econômica dos últimos anos foi medíocre no crescimento se comparado à média global e agora mostra a ineficiência em se ter sinergia com o banco Central, empresas e sindicatos.
A crise deve mesmo ser menos sentida aqui, diz Mântega, o imbecil.
Pergunte quanto a crise é forte ao trabalhador desempregado que faz parte do grupo de emissores de cheque sem fundo se a crise é menor aqui do que lá fora.
Comecei a ficar repetitivo, nào consigo encontrar uma linha positiva dessa administraçào mentirosa e oportunista de Lula, acho que estou envelhecendo mesmo.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Você conhece Igarapava? Lá também tem corrupção.


O GAERCO (Grupo de Atuação Especial para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado) prendeu nesta quarta-feira (18) quatro vereadores de Igarapava. O presidente da Câmara também teve a prisão decretada, mas fugiu e é procurado pela polícia.

Os vereadores José Laudemiro Alves (DEM), José Eurípedes de Souza (PT), Sérgio Augusto Freitas (PTB) e Roberto da Silveira (PSDB) são acusados de cobrarem uma espécie de 'mensalinho' para aprovaram projetos e outras proposituras da prefeitura.

O presidente da Câmara Municipal, Alan Kardec Mendonça (PSDB), também faria parte do esquema e está sendo procurado. Até um helicóptero está sendo usado pela polícia para tentar localizá-lo.

Na casa dos vereadores foram apreendidas armas, munições, computadores, dinheiro e cheques que totalizam R$ 800 mil. Os quatro já detidos continuavam prestando esclarecimentos na delegacia até por volta das 19h40.

A cidade tem nove vereadores e a ordem de prisão contra cinco deles movimentou os moradores. A população foi às ruas acompanhar os acusados sendo levados de camburão para a delegacia.

Igarapava tem menos de 30 mil habitantes e já esteve no noticiário outras vezes por problemas na política local. Há pouco mais de dez anos, o então prefeito Gilberto Soares dos Santos foi assassinado. Na época o vice era Sérgio Augusto Freitas, vereador que nesta quarta foi preso pelo Gaerco, e que na ocasião chegou a ser apontado como mandante do crime.
fonte: G1

Operação faxina no Senado.(As moscas mudam mas a M. continuará a mesma)


Manobra para retirar o Senado da berlinda revelou ontem o tamanho da caixa-preta administrativa da Casa. Na véspera de anunciar uma ampla reforma administrativa, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), determinou que os diretores da Casa entregassem seus cargos. A ordem atingiu 146 diretores.

Na prática, isso significa o afastamento de servidores que ocupam posições de destaque na estrutura, como a secretária geral da Mesa, Cláudia Lira, e o diretor-geral, Alexandre Gazineo, que está interinamente na vaga de Agaciel Maia. A decisão foi tomada subitamente pelo senador que está sob clima de pressão e comunicada à tarde a outros integrantes da Mesa Diretora. Com a iniciativa, Sarney surpreendeu os colegas e recebeu elogios até mesmo de adversários.

– É uma medida positiva, que poderá melhorar a imagem do Senado. O presidente mostra não ter compromisso com o erro de ninguém – afirmou o senador petista Tião Viana (AC), que foi derrotado por Sarney na eleição de fevereiro para o comando da Casa.

– Nunca é tarde para buscar o bom caminho e adotar medidas corretas – ressaltou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

O número de funcionários, incluindo até mesmo comissionados que não são do quadro efetivo da Casa e que ganham como diretor, deixou muitos senadores perplexos.

– É preciso cortar na carne. Essa quantidade enorme de diretores me cheira a uma aberração – emendou o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM).

Antes da reunião da Mesa Diretora, Sarney vai assinar hoje convênio com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) que deve se responsabilizar pela elaboração do projeto de reforma administrativa. O excesso de cargos de diretores foi uma artimanha criada por Agaciel Maia como forma de aumentar salário para os protegidos dos senadores. O então diretor-geral mudou o status de todos os secretários e subsecretários que passaram a ser diretores com R$ 2 mil como gratificação, além do salário.
fonte: Diário Catarinense

terça-feira, 17 de março de 2009

Gastos sigilosos da Presidência cresceram 116% em 2009. Shhhhh, fica quieto, é sigilo.


Bastou elogiar a queda nos gastos com o cartão corporativo em 2008 para que o uso do dinheiro de plástico voltasse a crescer este ano. Os gastos sigilosos com os cartões corporativos utilizados pela Presidência da República, por exemplo, já somam R$ 2,1 milhões, o equivalente a 42% de todo recurso desembolsado pelo órgão, também sigilosamente, durante o ano passado (R$ 4,9 milhões). O montante, de acordo com dados do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU) atualizados até janeiro deste ano, já supera em 116% os gastos realizados durante o primeiro trimestre do ano passado (R$ 971,5 mil). Desde 2003, R$ 33 milhões foram gastos pela Presidência de maneira sigilosa, isto é, “protegidos por sigilo, para garantia da segurança da sociedade e do Estado”.
Os cartões corporativos são usados no governo para pagar despesas diversas, incluindo hospedagem e alimentação nas viagens presidenciais. Um grupo de funcionários, chamados de ecônomos, utiliza os cartões, mas nem todas as despesas são descritas, pois parte delas é protegida pelo sigilo garantido por lei, por razões de segurança nacional. No ano passado, os gastos sigilosos da Presidência representaram 99% de toda a rubrica desembolsada pela Casa.

A Secretaria de Comunicação da Presidência esclarece que a maior parte da movimentação por meio dos cartões de pagamento da Presidência da República, especialmente em janeiro deste ano, diz respeito à segurança do presidente Lula e de chefes de Estado em visita ao Brasil, realizadas em 2008 como, por exemplo, na Cúpula da América Latina e do Caribe/Sauípe em dezembro, que teve a participação de 30 delegações estrangeiras. Segundo a secretaria, a fatura mensal do cartão tem vencimento no dia 10 de cada mês.

No primeiro mês deste ano, o Contas Abertas registrou um crescimento de quase R$ 2 milhões (27%) na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram gastos R$ 6,3 milhões. Foram R$ 8 milhões pagos por meio dos cartões no primeiro mês de 2009. No topo dos que mais utilizaram os cartões, a Presidência continuava na liderança dos desembolsos, com R$ 2,2 milhões pagos – incluindo gastos da Agência Brasileira de Inteligência e outras unidades, dos quais 94% não podem ser discriminados.

De acordo com a CGU, o aumento dos gastos com os cartões em janeiro deste ano acontece por conta da migração da administração federal para o cartão corporativo. Antes, grande parte dessas despesas era feita por meio das contas “tipo B”, extintas no ano passado. Também conhecida como modelo “suprimento de fundos”, nas contas “tipo B” os servidores autorizados emitiam cheques e pagavam em dinheiro a aquisição de materiais e a prestação de serviços.
fonte: contas abertas

segunda-feira, 16 de março de 2009

Chávez, é tão ditador que iniciou um pré-guerra na Venezuela.


Os governadores venezuelanos da oposição condenaram nesta segunda-feira a determinação do presidente, Hugo Chávez, de tomar o controle dos portos e aeroportos do país, e prometeram resistência. Neste domingo, o presidente ordenou que o Exército tomasse o controle e ameaçou prender os governadores que não concordassem com a decisão.
O anúncio da tomada foi feito três dias depois que o Congresso aprovou uma lei que permite ao governo central assumir estradas, portos e aeroportos se líderes estaduais não conseguirem fazer sua manutenção de maneira adequada. Chávez argumentou que a reforma da Lei de Descentralização é uma "lei da República" e deve ser respeitada.
O presidente argumentou que os portos de Carabobo, Zulia e Porlamar estavam nas mãos de "máfias e de traficantes de drogas", que dominam, segundo ele, as operações portuárias. "Para poder me prender, tem que haver um crime", disse o governador de Zulia que afirma que a maioria dos carregamentos de cocaína enviados à Europa saem do porto de La Guaira, em Caracas, onde a população está sob o comando de chavistas.
O governador de Carabobo, Henrique Salas, acusou nesta segunda-feira os militares e ministros do governo de estarem envolvidos com a máfia na região. Os 17 governadores chavistas emitiram nesta segunda-feira um comunicado de apoio expressando apoio ao presidente.
Nesta segunda-feira, o presidente da Câmara de Exportação, Francisco Mendonza, afirmou que a decisão de Chávez é perigosa, pois atinge os principais portos de exportação e importação do país. Segundo o jornal, ainda não é possível precisar a dimensão dos danos causados com a medida, em especial para os trabalhadores dos portos.
"Não entendemos essa decisão do presidente sem consultar nenhum dirigente da Câmara de Exportação. Vamos nos reunir nos próximos dias com um grupo de advogados para ver a dimensão da ação e a legalidade dos militares na região para determinar os próximos passos", disse Mendonza.
fonte: folha online

domingo, 15 de março de 2009

A casa da vergonha. O Senado.


Dos servidores ao presidente da Casa, ninguém escapa. O Senado virou um mausoléu. Todos os dias surge um novo esqueleto. Ontem, duas assombrações atormentavam os senadores que transitavam pelo tapete azul da Casa. Depois da mansão de R$ 5 milhões do ex-diretor-geral Agaciel Maia, agora um dos seus principais aspones aparece emprestando um apartamento funcional para o filho.


Desde 1999 o servidor mantinha o imóvel à disposição da prole, enquanto morava em uma luxuosa casa no Lago Sul. Pelo aluguel do apê - cujo valor de mercado é de R$ 2,1 mil -, pagava meros R$ 388. O Congresso está tão acostumado com a gandaia que já não há mais distinção entre público e privado. Só reage quando as artimanhas são expostas. Como no caso dos R$ 6,2 milhões pagos em horas extras para funcionários do Senado em pleno recesso. A devolução do dinheiro repassado ilegalmente, porém, será feita em 10 suaves prestações.


No começo, ninguém assumia a culpa. Diante da repulsa da opinião pública, José Sarney reagiu anunciando a instalação de um ponto eletrônico. O mesmo Sarney, contudo, foi flagrado enviando seguranças da instituição para proteger suas mansões no Maranhão. Só em diárias, os servidores receberam R$ 4 mil. O valor é irrisório perto do escândalo das horas extras. Grave, no episódio, é o despudor com que Sarney agiu. Para ele, não há nada de anormal em se usar um aparato estatal numa propriedade particular. Como ex-presidente da República e atual comandante do Congresso, Sarney deveria servir de exemplo.

fonte: contas abertas

sábado, 14 de março de 2009

O Contra-Filé, o Alcatra e o Dalmar.


Acabei de chegar do Wal Mart, fazer as compras de casa. Quem me conhece e acompanha (sinceramente fico surpreso...), sabe que adoro observar o dia-a-dia do cidadão e tentar entender seus dramas, sempre dramas causados pela maldade, ignorância e egoísmo dos nossos políticos.
Estava no fim das compras, nas carnes, enquanto esperava os 2kgs de linguiça Toscana estavam ao meu lado um homem com seu filho ao lado.
Seu nome: Dalmar.
Dalmar estava olhando para aquelas peças de Alcatra e Contra-Filé, imaginei: Vai ficar entre uma e outra. Errei.
Dalmar resmungou baixinho, para o seu filho não ouvir: "Não dá, é, não dá!"
Ele olhou para o rapaz do outro lado do balcão e disse:
- Por favor, 1 Kg de patinho moído.
Para tentar arrancar algo dele naquela hora, eu disse:
- Para a macarronada né? Vai fazer uma boa massa à bolonhesa.
Ele me olhou e falou:
- Não sr, vou fazer uma mistura com essa batata aqui para segurar hoje, amanhà e segunda.
Para mostrar que entendia o momento eu disse:
- É, não tá fácil né?
Ele falou na hora:
- Nunca foi.
Saiu, me olhou e se despediu.
Dalmar não era um homem paupérrimo, não estava mal vestido e falava bem.
Ele é o retrato da classe média sem perspectiva, que foi pego em cheio por essa marola gigante.
O orçamento dele não deu para pegar 1Kg de Alcatra ou Contra hoje, ele queria, mas não deu mesmo, poderia faltar no caixa, e aí é pior, na frente do filho ter que devolver os seus bifes.
Mas vem o governo e diz: Com a queda da demanda de carne lá fora, o preço da carne de primeira caiu mais de 26%, agora o pobre poderá aproveitar isso disse Mântega, o imbecil.
Talvez se a carne cair 30% ou 35% dê para o Dalmar comprar os seus bifes desejados tão ardentemente, hoje, não deu. Não com 26% de queda no preço.
Por fim, encontrei Dalmar no caixa ao lado, já estava terminando de passar as suas compras, eu dei uma disfarçada e olhei o valor R$ 88,17 até aquele momento, aí o filho dele disse:
- Pai, posso pegar um Tic Tac? (aquelas balinhas)
Nessa hora o Dalmar me olhou, eu disse: Oi Dalmar, até mais cara.
- Ele olhou para o filho e disse:
- Pode sim filhão!
Ainda bem que o nosso Ministro não disse que o pobre teria acesso aos Tic Tacs, se não Dalmar seria derrotado novamente.
Ahh, o Tic Tac custou R$ 1,50, pois eu peguei um para o meu filho também.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Mesmo com queda recorde de PIB despesas com pessoal aumenta 23%, isso é que é gestão.


Apesar da promessa do governo de cortar gastos de custeio e preservar investimentos, principalmente ligados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as despesas da União com pessoal e encargos sociais foram uma das que mais cresceram no primeiro bimestre de 2009. E logo agora, depois do anúncio da queda de 3,6% do PIB no último trimestre de 2008. Em comparação com os dois primeiros meses do ano passado, o aumento dos gastos com pessoal é de pouco mais de 23%; R$ 22,4 bilhões contra R$ 27,5 bilhões este ano. O montante serve para o pagamento de cerca de 2,3 milhões de funcionários públicos federais, entre civis e militares, ativos e inativos no país, além de autoridades dos Três Poderes.

O aumento já pode ser reflexo da aprovação recente de medidas provisórias que tratam de aumentos salariais para alguns setores da administração pública, como as MPs 431, 434, 440 e a 441. No total, o impacto das quatro medidas para os cofres públicos poderá chegar a cerca de R$ 29 bilhões até o final do ano.

Apenas os gastos com aposentadorias e reformas somaram R$ 39,8 bilhões no primeiro bimestre deste ano, quase o dobro do desembolsado no mesmo período de 2008 (R$ 20,7 bilhões). O pagamento de pensões também cresceu 44%, ou R$ 3,8 bilhões; pulou de R$ 8,7 bilhões em 2008 para R$ 12,5 bilhões este ano. Entre 2003 e 2008, as despesas com pessoal também aumentaram sua fatia no Produto Interno Bruto (PIB). No primeiro bimestre de 2003, os gastos com pessoal (R$ 16,9 bilhões, em valores correntes) representaram 0,72% do PIB, enquanto no mesmo período do ano passado o índice chegou a 0,77%.

As despesas correntes (luz, água, telefone, etc.) também aumentaram significativamente no primeiro bimestre deste ano. A União (Executivo, Legislativo e Judiciário) desembolsou R$ 65 bilhões em janeiro e fevereiro de 2008, enquanto nos primeiros dois meses de 2009 já foram gastos R$ 91,6 bilhões, um crescimento de 41%. Vale ressaltar, porém, que a quantia em 2008 constitui uma base baixa, pois o orçamento do ano só foi aprovado pelo Congresso Nacional em março, o que dificultou o pagamento das despesas nos primeiros dois meses, já que os gastos correntes, nesta situação, ficam contidos pelos duodécimos (média considerada em uma estimativa para 12 meses).

No entanto, em relação ao PIB, as despesas correntes nos primeiros dois meses do ano também cresceram quando comparadas com o mesmo período de 2003. Naquele primeiro bimestre, os gastos correntes representaram 2,01% do PIB e, em 2008, equivaleram a 2,25% da soma das riquezas produzidas no país.

Já os investimentos globais (execução de obras e compra de equipamentos) da União, dos quais as obras do PAC fazem parte, tiveram um crescimento mais tímido na comparação dos primeiros bimestres de 2008 e de 2009. Em janeiro e fevereiro de 2008, com orçamento ainda não aprovado, foi aplicado R$ 1,9 bilhão, quase tudo basicamente relativo aos chamados restos a pagar – compromissos orçamentários (empenhos) realizados em anos anteriores, mas não pagos até o final dos exercícios. O montante é 16% menor do que este ano (R$ 2,2 bilhões). Em 2009, mesmo com o orçamento já aprovado, 92% dos investimentos realizados são pagamentos de dívidas de anos anteriores. Dos R$ 2,2 bilhões, cerca de 41%, ou seja, R$ 925,7 milhões, foram para projetos do PAC.

Vale lembrar, porém, que os investimentos durante a gestão do presidente Lula aumentam, ano a ano, a sua participação no bolo do PIB. Em 2003, o governo investiu, durante os 12 meses do ano, cerca de 0,31% do Produto Interno Bruto. Dali em diante, a porcentagem só aumentou. No ano passado, os investimentos representaram 0,90% do PIB brasileiro.
fonte: contas abertas

terça-feira, 10 de março de 2009

Renan premia com cargos quem o apoiou.


Pouco mais de um ano depois de sua absolvição no processo de cassação que investigou uso de dinheiro de um lobista para pagar pensão a sua filha, o hoje líder do PMDB Renan Calheiros (AL) está premiando com cargos importantes no Senado a tropa de choque que assumiu a linha de frente de sua defesa.
Depois de indicar o senador suplente Wellington Salgado (PMDB-MG) para a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), hoje a bancada do partido deve ratificar sua indicação do nome de Almeida Lima (PMDB-SE) para a presidência da poderosa Comissão Mista do Orçamento (CMO), responsável pela elaboração do orçamento de 2010, ano de sucessão presidencial.
Com atuação apaixonada na época do processo, tanto Almeida como Wellington apresentaram votos em separado pela absolvição de Renan, o que acabou acontecendo no plenário por 40 a 35 votos.
A CMO tem troca de comando agora em março. A relatoria deverá ficar com Walter Pinheiro(PT-BA) e a presidência com Almeida Lima, que é advogado e tem pouca experiência na área econômica.
Senadores de todos os partidos, inclusive da base, estão apavorados com a notícia e acham que Renan articula para colocar na presidência da CMO um parlamentar de atuação fraca, para criar mecanismos de dificuldade para o governo e operar, ele mesmo, a realização do orçamento do ano que vem.
"O envolvimento do Renan em escândalos recentes acabou criando no Senado uma desconfiança em relação a suas indicações para essas comissões tão importantes. A pessoa que for presidir a Comissão de orçamento vai ter que andar nos trilhos para não transformá-la de novo num foco de denúncias", disse o líder do PSB, senador Renato Casagrande, que teve seu parecer pela cassação de Renan aprovado no Conselho de Ética, mas derrotado no plenário.
fonte: transparência Brasil

sábado, 7 de março de 2009

O Brasileiro é um coitado mesmo.


Ontem, sexta-feira, eu fui visitar um cliente na avenida Angélica, (em São Paulo), passei pelo centro da cidade até chegar lá. Como o trânsito estava horroroso eu tive bastante tempo para olhar com mais atenção as pessoas nas ruas.
Eu fiquei horrorizado.
Como o brasileiro é um coitado.
Olhei aqueles seres humanos andando pelas calçadas, acredito que cada um tivesse um destino, mas não parecia isso.
Semblantes em cada um deles de desesperança, são pessoas que perderam algo, perderam a crença de conquista de crescimento.
A maioria, grande maioria em roupas bastante simples, mulheres com bolsas tão simples que me fez pensar em uma aposta comigo mesmo, quanto aquela mulher tem na carteira agora?. Sei lá, dinheiro para o ônibus? E aquele senhor, ele nem olha para frente, fica com olhar fixo para baixo, parecendo não ter tesão, e não tem mesmo.
Por quê estamos assim?
Desesperança, poucas opções, falta de alegria, motivaçào...enfim, a verdade é que o brasileiro é um coitado.
Não existe uma política de crescimento social real, não existe infra-estrutura que busque a melhoria da qualidade de vida do cidadão, e eles sabem disso.
Fiquei com vergonha, com pena, triste. Muitos dizem que o brasileiro é vagabundo, quer ser cuidado pelo governo, não sei se é isso.
Não acredito que o brasileiro que tiver, de fato, uma chance, um objetivo e receber por isso abrirá mão da labuta.
Executivos "workaholics" são tão eficientes não é? Claro, são bem remunerados e tem bônus por metas, conheço um monte. São gente do bem, mas tiveram chance, foram preparados e agarraram-se à ela.
Por quê aquele carinha lá, de camisa azul bem surrada que está passando agora em frente ao meu carro no farol não poderia ser um? Olha a cara dele, ele está triste mesmo, gostaria de falar com ele.
Os nossos políticos recebem muito e nada fazem (não vou ficar falando disso..), vão evoltam para Brasília, ficam nos seus currais eleitorais com um vigor assombroso, claro, são muito bem remunerados e tem um monte de bônus duvidodos atrás de suas escolhas não é?
E o que será que pensa um juiz? É, um juiz que é o guardião e tutor das Leis, que sabe das lacunas, falhas e injustiças que existem nelas.
Pq o brasileiro nào consegue educaçào de qualidade? Isso é Lei, Pq o cidadão nào tem direito à moradia digna, isso é Lei.
É mais fácil ao nosso presidente dar o bolsa-desgraça para os mideráveis se contentarem em vez de buscar sim o crescimento social de cada um.
Sabe o que parece? Que o cidadão beneficiado por esse expurgo eleitoral (Bolsa-família) é como se fosse um viciado em cocaina, em vez do tratamento continuam recebendo algumas gramas da droga por mês para mantê-los fiéis e crentes na figura que lhes é como um pai, Lula. E isso é que dá medo, pois a desesperança vem acobertada em esperança de um modelo dos piores, Lula chegou lá, como também sabemos, continua lá como sabemos e isso enche de orgulho o brasileiro que o idolatra, pena.
Mas também pode ter sido o calor que está fazendo, não, nào é isso, pois a cara do porteiro do prédio do meu cliente, com ar condicionado também era de um coitado.
Reparem como o cidadão está triste, está mal mesmo, é um coitado.

quinta-feira, 5 de março de 2009

A GM vai quebrar.


A Deloitte & Touche, auditoria independente que fiscaliza as contas da General Motors, declarou nesta quinta-feira (5/3), que possui "dúvidas substanciais" sobre a capacidade de a montadora continuar em atividade. A declaração consta do relatório anual de 2008 da GM entregue à SEC, o equivalente americano à CVM. O parecer dos auditores levou a montadora a alertar o mercado sobre o risco de concordata. Pela primeira vez, a empresa admitiu que, caso o governo não libere novos recursos para apoiar sua reestruturação, poderá ser forçada a "procurar socorro junto à Lei de Falências", segundo o Wall Street Journal.

A manifestação oficial dos auditores e o alerta da GM sobre suas condições desagradaram o mercado. No pregão pré-abertura da Bolsa de Nova York, os papéis da montadora caíram 16%, para 1,84 dólar.


Na semana passada, a GM já havia informado um prejuízo líquido de 30,9 bilhões de dólares em 2008. A empresa tenta convencer o Tesouro americano de que a liberação de novos recursos é a melhor alternativa para salvar a empresa. O recurso ao Capítulo 11 da lei de falências - equivalente à recuperação judicial no Brasil - seria a opção mais custosa, segundo a direção da companhia.

Há duas semanas, a GM e a Chrysler apresentaram novos planos de reestruturação ao governo americano. No total, pediram mais 21,6 bilhões de dólares para manter suas operações. Somente a GM solicitou até 16,6 bilhões. Em dezembro, a montadora já havia recebido 13,4 bilhões - o que a livrou da concordata naquele momento.

Liquidação antecipada

Mais do que uma manifestação de preocupação sobre a complicada situação da companhia, o alerta da Deloitte pode ter impactos práticos para a GM. Entre as cláusulas que regem os recentes financiamentos obtidos pela companhia para manter suas atividades, está uma que permite aos credores exigirem o pagamento imediato das dívidas, caso o auditor independente declare oficialmente dúvidas sobre o futuro da empresa.

Além disso, as dificuldades podem desarticular a cadeia de fornecedores da GM. "Não há garantias de que o mercado automotivo global se recuperará, ou que de que não sofrerá uma significativa queda", afirmou a GM no relatório entregue à SEC.

Os fornecedores poderiam impor condições mais severas de pagamento à GM. A montadora também alertou que espera perdas significativas, acima de 1 bilhão de dólares, decorrentes da reorganização da Saab, sua marca sueca, que já pediu concordata.

A companhia também procura recursos em outros países. A GM Europa, por exemplo, apresentou um plano ao governo alemão, nesta semana, para reestruturar a Opel. O programa prevê créditos de 3,3 bilhões de euros - cerca de 4,17 bilhões de dólares.
fonte: Portal Exame

Muito ingrato o senador Renan Calheiros

Em 2007, quando esteve com o mandato a perigo, um dos mais incansáveis defensores de sua absolvição foi a senadora Ideli Salvatti, então líder do PT e coordenadora da bancada governista no Senado.

Ideli foi de um desvelo comovente. Convenceu senadores recalcitrantes, moveu céus e terras, fez discursos, deu entrevistas. Tudo para salvar o mandato de seu colega Renan Calheiros. Incansável.

Foi muito ajudada pelo senador Aloísio Mercadante, justiça seja feita ao senador paulista. Também ele esforçou-se ao máximo para salvar o mandato de Renan Calheiros.

(Mercadante passou mais de mês se explicando depois. Por que trabalhou para salvar o mandato de Renan, em vez de pedir a cassação. Mas a memória do povo é curta...)

E o que fez o senador Renan Calheiros, agora que deu a volta por cima e está mandando uma barbaridade dentro do Senado?

Parafraseando aquele samba, "pagou com ingratidão a quem sempre lhe deu a mão".

Ideli Salvatti era o nome indicado pelo PT para a presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado. Comissãozinha muito desimportante até o ano passado. Mas com as obras do PAC, com os vários projetos de infraestrutura que têm que ser aprovados pelo Congresso, a Comissão ganhou visibilidade -- e com ela, seu (ou sua) presidente. Daí o interesse do PT em ter Ideli no comando da Comissão. O controle da tramitação dos projetos é muito importante para o Planalto.

Mas... Exatamente porque a Comissão de Infraestrutura trata de grandes obras, lida com grandes empresas, muitos recursos e tem muita visibilidade, o novo líder do PMDB (sim, ele mesmo, o senador Renan Calheiros) interessou-se pela presidência.

E decidiu instalar ali seu mais antigo aliado, o senador alagoano Fernando Collor (PTB). Afinal, ambos vieram juntos de Alagoas para o Planalto Central, Collor como presidente da República e Renan como seu líder na Câmara. Só romperam no final de 1990, depois de Renan perder o governo de Alagoas queixando-se de que Collor não o apoiara.

Mas o tempo passa, e os dois refizeram a antiga aliança.

Pior para Ideli. Esforçou-se tanto para salvar o mandato de Renan Calheiros e recebeu em paga a mais completa traição.

A vida é dura.

De Lúcia Hipólito

terça-feira, 3 de março de 2009

PAC - Falar é fácil, o duro é pagar. R$ 18 bi em pagamentos pendentes, melhor dizendo, calote.


Pouco mais de dois anos após o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), foi criado uma espécie de “PAC paralelo”, em termos de pagamentos atrasados. São R$ 17,4 bilhões de contas pendentes referentes a projetos iniciados a partir do lançamento do pacote de estímulo à economia, em 2007. O valor de pagamentos a serem feitos equivale a 89% de tudo o que o governo pagou desde a criação do PAC, pouco mais de R$ 19,4 bilhões.
O atraso nos pagamentos aconteceu em um momento de altivez na economia brasileira. Mas devido à instabilidade no cenário econômico criada pela crise internacional, aliada à queda na arrecadação, é bem provável que o governo não consiga recuperar esse atraso financeiro. Esta é a opinião do economista Paulo Brasil, vice-presidente do Sindicato dos Economistas do estado de São Paulo, que vislumbra 2009 como um ano “muito diferente dos últimos em termos de arrecadação”, em decorrência dos impactos da crise financeira mundial e a retração na arrecadação.

Mas entre as contas pendentes do PAC, há uma divisão. Uma quantia diz respeito aos projetos de infra-estrutura que o governo já reconheceu como prontos, mas ainda não liberou o dinheiro para quitar o serviço prestado. Com isto, no primeiro momento, o governo precisa liberar pouco mais de R$ 1,1 bilhão para pagar as obras prontas e os serviços prestados que já foram concluídos. Esta despesa está na rubrica “restos a pagar processados” que, no jargão econômico, significa que o governo já reconheceu a finalização da ação, mas não pagou.

A outra parcela se refere às ações não finalizadas, isto é, que não tiveram o reconhecimento de técnicos do governo federal de que o produto foi entregue ou o serviço foi prestado. A maior parte dos débitos está nesta sigla, os chamados “restos a pagar não processados”, ou seja, quando a obra ou projeto não foi concluído. Nesta nomenclatura estão empacados R$ 16,2 bilhões a espera de verificação de técnicos federais para que o pagamento possa ser efetuado.

“Considerando que os restos a pagar não processados correspondem às despesas que foram devidamente empenhadas sem a verificação da realização do evento e, tratando-se de obras relativas ao PAC, esta situação é temerosa, pois a execução das obras propostas são fundamentais para o projeto como um todo”, avalia Paulo Brasil. Ele sugere que este cenário leva a crer que os morosos processos licitatórios foram concluídos e os recursos foram empenhados (reservados no orçamento), mas a realização não se deu efetivamente.

Desde o final de 2007, os “restos a pagar” estão em escala crescente. Em dezembro daquele ano, o governo já tinha acumulado R$ 1,2 bilhão em contas pendentes obrigatórias, e mais R$ 2,8 bilhões de pendências em relação às obras ou serviços prestados ainda não finalizados. No final de 2008, a soma das contas em débito do governo chegou a R$ 12,4 bilhões. No total, entre 2007 e 2008, os restos a pagar atingiram R$ 16,5 bilhões, que em adição as pendências já de 2009 chegam a R$ 17,4 bilhões.

Este ano, a União pagou R$ 714,5 milhões de contas acumuladas nos dois anos de PAC. Esse valor representa 99,57% de tudo o que foi pago em 2009. Isto indica que quase todo o dinheiro do programa, em 2009, serviu para cobrir despesas de cerca de 58% obras que já estavam em andamento. Outros 20% dos projetos do PAC estão em processo de licitação e 11% estão em elaboração de projeto ou em licitação. Contudo, nesta proporção o governo federal tenderia a deixar um valor alto de débitos para o seu sucessor ou sucessora.

Paulo Brasil confirma essa hipótese e alerta. “O governo deveria manter reservas financeiras suficientes para cumprir com os valores empenhados para não se sujeitar às possíveis infrações aos ditames da Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece ao gestor disponibilizar recursos suficientes para honrar os compromissos assumidos em cada exercício”, afirma. Segundo o economista, tal fato provavelmente deve ser objeto de verificações por parte do Tribunal de Contas da União que, “com certeza irá verificar as razões da morosidade de tais realizações”.

“Caso isso ocorra, como já ocorreu no passado, com certeza a próxima gestão estará extremamente comprometida, em especial na questão de infra-estrutura”, diz Brasil. Para ele esta situação comprometeria sensivelmente o PAC e sujeitaria o País ao regresso, isto é, a uma situação de ausência significativa de infra-estrutura básica tão necessária para a retomada de crescimento. “Entretanto penso e torço para que tal situação não ocorra, pois seria uma postura decorrente de uma gestão não responsável que comprometeria vários gestores a ponto de implicar dentre outras sanções administrativas, civis e criminais em impossibilidade de candidatura a outro cargo eletivo”, destaca.
fonte: contas abertas.

domingo, 1 de março de 2009

Dilma Roussef, ou "Stella". Conheça mais.


Integrante do primeiro escalão do Governo Lula, com passagem pela guerrilha contra a ditadura militar é a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil — mulher de fala pausada, mãos gesticuladoras, olhar austero e passado que poucos conhecem. Até agora, tudo o que se disse a respeito da ministra dava conta apenas de que combatera nas fileiras da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, a VAR-Palmares, um dos principais grupos armados da década de 60. Dilma Rousseff, no entanto, teve uma militância armada muito mais ativa e muito mais importante. Ela pegou em armas e teve papel relevante numa das ações mais espetaculares da guerrilha urbana no Brasil — o célebre roubo do cofre do governador paulista Adhemar de Barros, que rendeu 2,5 milhões de dólares.

O assalto ao cofre ocorreu na tarde de 18 de julho de 1969, no Rio de Janeiro. Até então, fora "o maior golpe da história do terrorismo mundial", segundo informa o jornalista Elio Gaspari em seu livro A Ditadura Escancarada. Naquela tarde, a bordo de três veículos, um grupo formado por onze homens e duas mulheres, todos da VAR-Palmares, chegou à mansão do irmão de Ana Capriglioni, amante do governador, no bairro de Santa Teresa, no Rio. Quatro guerrilheiros ficaram em frente à casa. Nove entraram, renderam os empregados, cortaram as duas linhas telefônicas e dividiram-se: um grupo ficou vigiando os empregados e outro subiu ao quarto para chegar ao cofre. Pesava 350 quilos. Devia deslizar sobre uma prancha de madeira pela escadaria de mármore, mas acabou rolando escada abaixo. A ação durou 28 minutos e foi coordenada por Dilma Rousseff e Carlos Franklin Paixão de Araújo, que então comandava a guerrilha urbana da VAR-Palmares em todo o país e mais tarde se tornaria pai da única filha de Dilma. O casal planejou, monitorou e coordenou o assalto ao cofre de Adhemar de Barros. Dilma, no entanto, não teve participação física na ação. "Se tivesse tido, não teria nenhum problema em admitir", diz a ministra, com orgulho de seu passado de combatente.

"A Dilma era tão importante que não podia ir para a linha de frente. Ela tinha tanta informação que sua prisão colocaria em risco toda a organização. Era o cérebro da ação", diz o ex-sargento e ex-guerrilheiro Darcy Rodrigues, que adotava o codinome "Leo" e, em outra ação espetacular, ajudou o capitão Carlos Lamarca a roubar uma Kombi carregada de fuzis de dentro de um quartel do Exército, em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. "Quem passava as orientações do comando nacional para a gente era ela." O ex-sargento conta que uma das funções de Dilma era indicar o tipo de armamento que deveria ser usado nas ações e informar onde poderia ser roubado. Só em 1969, ela organizou três ações de roubo de armas em unidades do Exército, no Rio. Quando foi presa, em janeiro de 1970, o promotor militar que preparou a acusação classificou-a com epítetos superlativos: "Joana D'Arc da guerrilha" e "papisa da subversão". Dilma passou três anos encarcerada em São Paulo e foi submetida aos suplícios da tortura.
A atual ministra era tão temida que o Exército chegou a ordenar a transferência de um guerrilheiro preso em Belo Horizonte, o estudante Ângelo Pezzuti, temendo que Dilma conseguisse montar uma ação armada de invasão da prisão e libertação do companheiro. Durante o famoso encontro da cúpula da VAR-Palmares realizado em setembro de 1969, em Teresópolis, região serrana do Rio, Dilma Rousseff polemizou duramente com Carlos Lamarca, o maior mito da esquerda guerrilheira. Lamarca queria intensificar as ações de guerrilha rural, e Dilma achava que as operações armadas deveriam ser abrandadas, priorizando a mobilização de massas nas grandes cidades. Do encontro, produziu-se um racha. Dos 37 presentes, apenas sete acompanharam Lamarca. Ficaram com boa parte das armas da VAR-Palmares e metade da fortuna do cofre de Adhemar de Barros. Os demais concordaram com a posição de Dilma Rousseff.

A divergência com Carlos Lamarca não impediu Dilma de manter uma sólida amizade com a guerrilheira Iara Iavelberg, musa da esquerda nos anos 60, com quem o capitão manteve um tórrido e tumultuado romance. Dilma chegou a hospedá-la em seu apartamento, no Rio. Juntas, iam à praia, falavam de cinema, tornaram-se confidentes. Nos três anos que passou na cadeia, seu nome chegou a aparecer em listas de guerrilheiros a ser soltos em troca da libertação de autoridades seqüestradas — mas a ação que renderia sua liberdade foi malsucedida. Aos 55 anos, recentemente separada de Carlos Franklin de Araújo, Dilma Rousseff não lembra a guerrilheira radical de trinta anos atrás, embora exiba a mesma firmeza. "Ela é uma mulher suave e determinada", diz a jornalista Judith Patarra, autora do livro Iara, que conta a trajetória de Iara Iavelberg (1944-1971). "Quando a vi na televisão, percebi que Dilma continua a mesma. É uma mulher espetacular e será uma sargentona no governo. Ela não é mulher de meio-tom", resume o ex-companheiro de guerrilha Darcy Rodrigues.
fonte: Veja online

Dilma. A Dunga de Lula.


Estava lendo a pouco uma matéria na Folha de São Paulo online, o texto diz: 81% da cúpula do PT apoia Dilma.
Vamos entender isso:
O PT não tem ninguém que possa brigar pelo palácio do governo, todos cairam em escândalos do governo, seja em corrupção ou falsos dossiês, direta ou indiretamente todos cairam, ficando mesmo só Lula.
A cúpula do PT não tem peito para contradizer Lula, temem os 84% de aprovação, (só para lembrar sou sócio fundador do clube dos 16%, com muito orgulho), o que Lula diz é lei, mesmo sendo muitas vezes contra a lei, mas ninguém no PT vai encarar o chefe.
Só uma coisa: A Dilma surgiu de onde? De repente ela aparece, torna-se Ministra da Casa Civil, se torna o "homem" forte de Lula e é empurrada para ser a opção do PT para disputar as eleições em 2010.
Mas o que Dilma fez? Qual a sua história(sem falar na vida pregressa de guerrilheira e terrorista), qual o trabalho e contribuiçào dela ao país antes de ser criada por Lula.
A Dilma é um factóide, ela é o Dunga do Lula, o Dunga que está dirigindo a seleçào brasileira nunca dirigiu um clube na vida, ele foi inventado pela CBF até a copa do mundo, aí o Felipão ou Luxemburgo assumirão.
Para o PT não tem isso, nào dá para ficar subindo em tudo que é planque pelo Brasil e em 2010 aparecer um outro candidato do PT.
Prezados amigos, a Dilma nào será eleita presidente do Brasil, a marca que o PT, Lula e sua cúpula estão deixando no Brasil e em nós é profunda e dolorida, e isso não tem perdão, não tem.
Dilma é uma mentira, ela fica desconfortavel no papel de líder, não éd a dela prestem atenção.
Ela não sabe falar com as pessoas, se irrita facilmente, o negócio dela é ficar trabalhando nos bastidores, atrás do palco. O papel que seria de Dirceu foi dado à ela e ela está confusa e confusão não é admissível para liderar.
Aliás só existem dois tipos de líderes, os populistas, já temos um hoje e os líderes de fato, estadistas, que rezo para que saibamos escolher.

Agaciel Maia, protegido de Sarney, novo escândalo.


Agora aparece mais um nome dentre tantos outros ligados à corrupção, pouca transparência, safadeza e os Sarney.
É Agaciel Lima, servidor público do Senado Federal, que tem uma casa em Brasília avaliada em R$ 5 milhões e além de não declarada ao fisco, foi colocada em nome de seu irmão, João Maia do PR-RN.
Agaciel já é figurinha carimbada em casos obscuros do Senado, teve seus bens indisponibilizados em 1994 pelo escândalo da gráfica do Senado, pena que muita gente não lembra mais, mas vou refrescar a memória de vocês, amigos leitores.
Em 1994 o então senador, Humberto Lucena (PMDB-PB), teve sua candidatura à reeleiçào cassada em razão do uso indevido e ilegal da gráfica do senado para impressão de material de sua campanha.
Roseana Sarney, Alexandre Costa e o atual ministro Edson Lobão também foram acusados no processo.
Foi nessa época que Agaciel se aproximou dos Sarney, ele era o diretor da gráfica quando o material foi impresso e por isso teve, a pedido da justiça, seus bens bloqueado
O engraçado é a trajetória de sucesso de Agaciel, começou sua carreira de enorme sucesso no final da década de 70 como datilógrafo do senado, com muita competência galgou postos e em 1995 tornou-se um dos mais poderosos funcionários do senado sendo colocado por José Sarney (claro), como diretor geral da casa.
Agaciel cuida de um orçamento de R$ 2,7 bilhões, maior que o orçamento de Porto Alegre, alegre deve estar ele.
Fato curioso é que a casa, avaliada entre R$ 3,5 e R$ 7 milhões foi comprado por Agaciel que tem uma renda mensal de R$ 18 mil conseguiu comprar o bem.
Ele diz que com a renda dele (R$ 18 mil) e de sua esposa Sânzia Maia de R$ 12 mil conseguiu comprar a casa, o curioso é que corretores disseram que o casal teria que usar toda a renda integral dos dois durante 12 anos para pagar o imóvel...isso é que eu chamo de boa administração orçamentária.
Guido Mântega nada, vamos de Agaciel Lima para Ministro da Fazenda, assim, com a sua experiência poderá fazer com que os milhões de brasileiros que ganham até 1 salário mínimo possam ter, pelo menos, um apartamento de uns R$ 180 mil reais.
Vamos falar o quê? gritar com quem?
Podemos mostrar indignação conjunta, os que sempre comentam de forma tão brilhante e rica os posts deste blog, mas nós todos juntos não somos fortes o bastante se comparados aos Sarney, mas tem uma coisa:
Eu e vc, podemos dormir bem, olhar para nossos filhos, esposas e ir ao mercado, passar o nosso cartão de débito ou crédito e pensar: é, saiu da minha conta, do meu dinheiro, meu.

Visitantes Globais