sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sarney começa a cair, Lula já tirou o corpo fora.


Dizem que os gatos são animais extremamente sensíveis, quando sentem a morte do seu dono deixam a casa. Lula acaba de tirar o corpo fora e para a opiniào pública diz que nào é problema dele o que acontece com o Senado, leia-se Sarney, que nào votou em Sarney nem para a presidência do Senado nem para o senado.
Sabemos que a luta de lula por manter Sarney é intensa e dolorosa, conta com a maldita tropa de choque uniformizada em Renan Calheiros, Collor de Mello e Mercadante, sem Sarney o governo perderá muito, perderá coordenaçào política e também o peso da mão de ferro sobre as lideranças.
Em ano de clara corrida ao pleito eleitoral, Lula está com medo da retomada de forças de DEM e PSDB, tem pânico de não ter a família Sarney(mais o PMDB) com força política para limpar a estrada para Dilma.
Publicamente Lula desconversa, como é dele, quer ficar bonito com o povão, sabe que Sarney está sendo massacrado e não quer colar demais a sua imagem à de um peixe frito (ou Lula frita...)
Este fim de semana será muito agitado em Brasília, Maranhão e São Paulo, correria de todos os lados para tentar convencer o combalido Sarney a não pedir "demissão"do cargo de faz-tudo-pelo-Lula-nos-bastidores. Vai ser difícil.

domingo, 26 de julho de 2009

Sarney. O generoso, o bom pai, bom avô e bom patrão.



As mais recentes denúncias sobre as estripulias do senador José Sarney estão longe de ser as últimas e apontam na mesma direção de todas as anteriores: a privatização de recursos e espaços públicos em benefício próprio. Ou de sua família. E o desprezo às leis do país.

Senão vejamos: Distraído, Sarney não reparou que recebia mensalmente R$ 3,8 mil de auxílio-moradia, mesmo tendo mansão em Brasília e tendo à disposição a residência oficial de presidente do Senado.Culpa da burocracia do Senado.

Distraidíssimo, Sarney esqueceu de declarar sua mansão de R$ 4 milhões à Justiça Eleitoral.Culpa do contador.

Precavido, requisitou seguranças do Senado para proteger sua casa em São Luís - embora seja senador pelo Amapá.

Milionário (embora o Maranhão continue paupérrimo), não empregou duas sobrinhas e seu neto em suas inúmeras empresas. Preferiu que se empregassem no Senado.

Milionário generoso, não quis deixar a viúva de seu motorista ao relento. Empregou-a para servir cafezinho no Senado, em meio expediente, com salário de R$ 2,3 mil. Ah, e alojou-a em apartamento na quadra dos senadores.

Generoso, não impediu que seu outro neto fizesse negócios milionários com crédito consignado no Senado.

Ainda generoso, entendeu que um agregado da família deveria ser também empregado como motorista do Senado - salário atual de R$ 12 mil - mas trabalhando como mordomo na casa da madrinha, sua filha e então senadora Roseana Sarney.

Aliás, Roseana considerou normal convidar um grupo de amigos fiéis para um fim de semana em Brasília - com passagens pagas pelo Congresso.
Seu filho, Fernando Sarney, o administrador das empresas, que sequer é parlamentar, considerou normal ter passagens aéreas de seus empregados pagas com passagens da quota da Câmara dos Deputados.

Patriarca maranhense, ocupou as dependências do Convento das Mercês, jóia do patrimônio histórico, e ali instalou seu mausoléu. O Ministério Público já pediu a devolução, mas está complicado.Não é um fofo?

Um dos mais recentes escândalos cerca justamente a Fundação José Sarney, que se apoderou das instalações do Convento das Mercês. Consta que R$1.300 mil captados através da Lei Rouanet junto à Petrobrás, para trabalhos culturais na Fundação José Sarney foram... desviados.

Não há prestação de contas, há empresas-fantasmas, notas fiscais esquisitas.
Enfim, marotice, para dizer o mínimo. Mas Sarney alega que só é presidente de honra da Fundação.Culpa dos administradores.

E o escândalo mais recente (na divulgação, não na operação): Sarney seria proprietário de contas bancárias no exterior não declaradas à Receita Federal. Coisa do amigão Edemar Cid Ferreira, amigão também da governadora Roseana Sarney a quem, dizem, costumava emprestar um cartão de crédito internacional. Coisa de gente fina.

Em suma, acompanhando as peripécias de José Sarney podemos revelar as entranhas do coronelismo, do fisiologismo, do clientelismo. Do arcaísmo.

Tudo isto demora a morrer. Estrebucha, solta fogo pela venta. Mas um dia desaparece.Tal como os dinossauros
Texto: Lúcia Hippólito

sábado, 25 de julho de 2009

Devassa da Receita Federal nas empresas da família Sarney


Numa devassa sem precedentes nas empresas da família Sarney, a Receita Federal indicou a prática de crimes contra a ordem tributária, como remessa ilegal de recursos para o exterior, falsificação de contratos de câmbio e lavagem de dinheiro, entre outras ilegalidades.
São 17 ações fiscais em curso, que atingem 24 pessoas e empresas relacionadas direta e indiretamente aos Sarney, incluindo sete contribuintes do Rio de Janeiro e São Paulo.
O caso se estende até a Usimar Componentes Automotivos, empresa que deu nome ao escândalo da Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) no final da década de 1990 no Maranhão, no governo da então e atual governadora Roseana Sarney (PMDB).
O aperto da fiscalização sobre pessoas físicas e jurídicas da família Sarney somou-se a uma série de outros fatores que levaram o governo federal a demitir a secretária da Receita Lina Maria Vieira.

Demissão

A secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, foi demitida no último dia 15 após menos de um ano no cargo.

O argumento oficial foi a queda na arrecadação, mas acredita-se que um dos motivos tenha sido a disputa entre a Receita e a Petrobras, em relação a uma mudança contábil feita pela estatal no final de 2008 e que permitiu uma redução de R$ 4 bilhões no recolhimento de impostos. Essa questão foi um dos motivos usados pela oposição para a criação da CPI da Petrobras.

Durante sua administração, Lina também concentrou a fiscalização sobre grandes contribuintes, aplicando autuações bilionárias em bancos e empresas de diversos setores.
Os atingidos, incluindo o grupo de Sarney, pressionaram pela sua demissão
fonte:Folha de São Paulo

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Paulo Duque o fiél escudeirinho de Sarney quer desqualificar reunião do Conselho de Ética.


O presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), disse nesta quinta-feira que os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Cristovam Buarque (PDT-DF) não têm legitimidade para propor a antecipação da convocação do colegiado porque eles não são nem membros. "Esse pessoal, coitado, não é nem membro", disse.

Segundo ele, o conselho não vai se reunir antes do fim do recesso por uma questão de regimento interno. Os parlamentares estão de recesso. Nenhuma atividade pode ser realizada se não for convocada pelo presidente do Senado ou presidente da República. "É uma questão legal. Não pode funcionar. Esta é a realidade e não vai mudar".

Duque afirmou que não encontrou nenhum senador desde o início do recesso. Afinal, disse ele, muitos voltam para seus Estados. "Esse pessoal [Cristovam e Simon] mora em Brasília. Assim, é fácil. Mas há senadores no exterior", afirmou.

O conselho vai analisar quatro denúncias do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) e uma representação do PSOL contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). "A primeira reunião está marcada para o dia 4 de agosto", afirmou Duque.

Hoje, o líder do DEM, José Agripino Maia (RN) escreveu em seu Twitter --site de mensagens curtas-- que vai propor ao partido entrar com uma representação contra Sarney, por causa da divulgação de interceptação telefônica realizada pela Polícia Federal que indica que o presidente da Casa intermediou a nomeação do namorado de sua neta.

O presidente do colegiado também fez um mea-culpa em relação às emendas que apresentou ao Orçamento liberando verbas para cidades em que possui imóveis. Uma das emendas seria para obras de pavimentação. "Só tenho uma casa em Marica e ela fica na rua 140, que não é asfaltada".

Fonte: Folha de São Paulo

terça-feira, 21 de julho de 2009

Um dia de futebol

Amigos, nós discutimos, nos decepcionamos, ficamos chateados com tudo que nossos representantes fazem, por isso, um break, uma narrativa para lermos e valorizarmos o que temos de mais lindo, a família, curtam:

www.foipenalty.blogspot.com

bjs

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Carta dos pizzaiolos ao Lula



Ao presidente Lula:

Brasília (DF), 16 de julho de 2009.
Ofício nº 092/2009


Excelentíssimo Senhor Presidente,


A CONTRATUH - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade, ao considerar como princípio a impossibilidade de qualquer profissão ser usada como instrumento de ofensa, com o devido respeito, vem externar sua consternação pela conotação pejorativa e depreciativa, atribuída por Vossa Excelência, a honrosa profissão de pizzaiolo, com o intuito de atingir o Senado Federal.
Ainda que se creia que vossa declaração se deu de forma impensada, sem a intenção de ofender a esses profissionais, como já observado no pronunciamento desta entidade, não pode, seja quem for, lançar para o centro de um debate, nenhuma qualificação que diga respeito ao ofício de um trabalhador, especialmente se há o risco de se conceder o efeito depreciativo generalizado.
Ante as consternações causas pela declaração de Vossa Excelência, faz-se necessário a adoção de providencias no sentido de que seja reparado, por meio de pronunciamento oficial, todo o dano moral causado aos nossos companheiros.
Sendo o que se apresenta para o momento, subscrevo-me.

Moacyr Roberto Tesch Auersvald
Diretor Presidente
CONTRATUH

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O Feudo da família Sarney.


- Para nascer, Maternidade Marly Sarney;

- Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou Roseana Sarney;

- Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney;

- Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior niversidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney;

- Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário, do tal José Sarney;

- Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);

- Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas ‘maravilhosas’ rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.

Não gostou de nada disso? Quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney.

Seria cômico se não fosse tão triste. E mais: o Maranhão é o estado com o maior índice de mortalidade infantil.
Fonte: Movimento Fora Sarney

Atos Secretos beneficiaram membros do Conselho de Ética.

Quatro dos 15 senadores do Conselho de Ética do Senado tiveram assessores nomeados ou exonerados por atos secretos. O órgão foi instalado para julgar o presidente do Casa, José Sarney (PMDB-AP), entre outras denúncias, pela edição dessas medidas não publicadas, informa reportagem da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

A eleição dos integrantes do Conselho de Ética foi feita em plenário na terça-feira sem contestações. Anteontem, foi escolhido o presidente do colegiado, Paulo Duque (PMDB-RJ), que já disse considerar os atos secretos "uma bobagem inventada por alguém".

Os quatro senadores do conselho beneficiados por atos secreto são: Demóstenes Torres (DEM-GO), Almeida Lima (PMDB-SE), Delcídio Amaral (PT-MS) e Ideli Salvatti (PT-SC). Esses dois últimos são suplentes, mas ocupam atualmente as vagas dos titulares Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e João Ribeiro (PR-TO), que renunciaram.

Os senadores dizem não ter responsabilidade pelos atos não publicados. "Todos os senadores foram afetados por atos secretos. Uma vez que foram criados cargos em gabinetes e reajustada a verba indenizatória", afirmou Demóstenes.
fonte: FSP

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Governo fala em novo imposto para a saúde....A CPMF ressucitada.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem a criação de uma nova fonte de receita para financiar a saúde pública ao dizer que a única mágoa que teve em seu governo foi o fim da CPMF. Ele fez a afirmação a uma plateia formada por prefeitos de todo o país, que participaram da 12ª Marcha Nacional. Santa Catarina foi representada por 235 administradores.

Para substituir a CPMF, Lula afirmou que poderia ser criada uma nova fonte de receita para a saúde.

– Eu tenho uma mágoa e vou sair do governo com ela. É a queda da CPMF. A mesquinhez política derrubou a CPMF. Não vi nenhum empresário cortar o 0,38% e colocar (esse percentual de desconto) sobre os produtos – disse ele na 12ª edição da Marcha dos Prefeitos.

Lula afirmou ainda que a oposição não pode reclamar que foi discriminada em seu governo. E cobrou a mesma atitude dos governadores. O governo anunciou uma redução de 40% nas contrapartidas dos municípios e estados para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PSC), prometida como compensação à queda de arrecadação que vem ocorrendo nos municípios.

Os representantes dos prefeitos, por sua vez, pediram a regulamentação da emenda 29 – que determina os percentuais mínimos a serem investidos anualmente em saúde –, e discutiram a política fiscal do governo. A emenda 29 fixa o investimento de 10% pela União, 12% pelos Estados e 15% aos municípios.

Outra portaria anunciada ontem libera R$ 1 bilhão aos municípios com até 50 mil habitantes para o programa Minha Casa, Minha Vida.

Os prefeitos reclamam, porém, que os estados não respeitam a determinação. O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, e João Coser, presidente da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) – que representa as capitais estaduais –, nao se deixaram contaminar pelo espírito otimista e disseram que vão pressionar os deputados a votarem a emenda.

Eles discutiram também a política fiscal do governo. Ziulkoski afirmou que os municípios têm dificuldade com a queda de arrecadação por conta da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

No entanto, segundo ele, as prefeituras continuam realizando os maiores investimentos no país.

– Quem está fazendo a política anticíclica são os municípios – afirmou.
Fonte: Diário catarinense

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Aliado de Sarney e Renan preside Conselho de Ética.


Por dez votos favoráveis, quatro em branco e uma abstenção, o Conselho de Ética do Senado elegeu nesta quarta-feira (15) o senador Paulo Duque (PMDB-RJ) para a presidência do colegiado. Antes da eleição, ele participou de uma reunião com o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e com o senador Gim Argello (PTB-DF).

Emocionado, Duque, que é suplente de senador, admitiu ter “admiração por todos os senadores, sem exceção”. “Essa é a primeira confissão que eu quero fazer”, destacou o parlamentar. Embora tenha chegado ao cargo patrocinado pelo grupo do presidente do Senado, José Sarney, aos jornalistas, o peemedebista afirmou que não é “soldado” de ninguém.

Já a oposição destaca a ligação de Duque com a base aliada do governo. “É uma escolha dos governistas”, afirmou o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN).

O parlamentar potiguar também ressaltou a forma “estranha” com que o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) saiu do Conselho de Ética. O senador sergipano estava cotado para assumir a presidência do Conselho e renunciou ao cargo hoje. (leia mais)

“Mais do que esquisito, é suspeito”, afirmou Agripino. Por sua vez, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) foi mais incisivo em relação à saída de Valadares. “Ele foi tratorado porque disse que iria cumprir o regimento”, afirmou Demóstenes.

Segundo o parlamentar goiano, Paulo Duque terá obrigação de abrir as investigações contra o atual presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Atualmente, há três denúncias e uma representação contra Sarney no Conselho de Ética. Todas relacionadas à edição de atos secretos na Casa. Além e Sarney, Renan Calheiros também foi acionado no Conselho de Ética por meio de uma representação do Psol.

O peemedebista fluminense marcou para o dia 5 de agosto a escolha do vice-presidente do conselho. Caso o Congresso não entre em recesso – uma vez que depende da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) – Paulo Duque terá cinco dias úteis para convocar a próxima reunião. A escolha do presidente do conselho era condição para que a oposição não obstruísse a votação da LDO.
Fonte: Congresso em foco

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Senado triplica os gastos com passagens aéreas para o exterior em 2009.


Parece que o escândalo envolvendo o uso de passagens aéreas por parlamentares no Congresso, conhecido como o episódio da “farra das passagens”, não foi o suficiente para diminuir as despesas do Senado com pagamento de bilhetes nacionais e para o exterior no primeiro semestre deste ano. Dados do Siafi (sistema que registra receitas e despesas de órgãos da União) mostram que o Senado desembolsou quase R$ 1,8 milhão para pagar passagens aéreas com destinos fora do país entre janeiro e junho de 2009. No mesmo período do ano passado, a Casa gastou R$ 549,9 mil com o mesmo tipo de bilhete, ou seja, três vezes menos do que o registrado em 2009.

Também houve crescimento com o pagamento de passagens para viagens no Brasil. No primeiro semestre deste ano, o Senado gastou R$ 7,8 milhões com esses bilhetes, enquanto nos primeiros seis meses de 2008 o órgão pagou R$ 5,1 milhões; uma diferença de R$ 2,7 milhões, ou 53% (veja tabela).

Apesar do aumento das despesas com passagens, os gastos com pagamento de diárias para hospedagem de senadores, servidores e colaboradores foram reduzidos neste primeiro semestre em comparação ao mesmo período de 2008. Com diárias efetuadas no exterior, o Senado desembolsou R$ 263,4 mil este ano, cerca de R$ 30 mil a menos do que em 2008. O valor pago com diárias dentro do país, por sua vez, soma R$ 143 mil, quase R$ 100 mil a menos que o registrado no ano passado.

Em março, o presidente da Casa, José Sarney, encomendou à Fundação Getúlio Vargas (FGV) estudo sobre a reestruturação administrativa do Senado com o objetivo de diminuir custos, cortar cargos e melhorar a eficiência do Legislativo. O convênio com esse propósito foi assinado pelo Senado e pela FGV naquele mês, quando o presidente Sarney anunciou que iria modernizar a instituição e torná-la mais transparente à fiscalização da população.

Para Lucio Castelo Branco, sociólogo e professor da Universidade de Brasília, o aumento dos gastos do Senado com passagens não é nenhuma novidade. Segundo ele, enquanto o Congresso Nacional for dominado por “oligarquias locais”, os problemas envolvendo mau uso do dinheiro público irão continuar. “No Senado, o problema das oligarquias é ainda mais grave. Quem dá as cartas por lá há décadas é José Sarney, o homem do Maranhão”, afirma.

De acordo com o sociólogo, parlamentares conseguem chegar ao poder “usurpando” o bem público por meio de uma “falsa democracia” que privilegia os corruptos. “O Congresso Nacional poderia se chamar casa dos amigos dos amigos. Todos eles usam e abusam do patrimônio público, pois, na visão deles, é um bem privado. Não há nenhuma responsabilidade pelo bem público”, critica.

A assessoria de comunicação do Senado informou que o aumento do valor pago de passagens aéreas para o exterior se deve a bilhetes emitidos para atividades administrativas, entre elas viagens de membros e convidados de CPIs, viagens ao Mercosul e ida de senadores à ONU, nos EUA. Para a assessoria, a média mensal desembolsada com passagens para fora do Brasil neste primeiro semestre é de cerca de R$ 290 mil, pouco mais que os R$ 237 mil registrados em todo o ano de 2008.

A assessoria afirmou, no entanto, que desde abril deste ano, quando houve resolução do Senado regulamentando regras para uso de bilhetes, as despesas com passagens vêm caindo. Por fim, a assessoria informa que do R$ 1,8 milhão usado para custear bilhetes para o exterior este ano, cerca de R$ 102 mil são relativos a “restos a pagar” – empenhos (reservas) orçamentários de anos anteriores não pagos e rolados para exercícios seguintes. A assessoria ainda prometeu fazer mais comentários sobre o assunto no período da tarde.

Fonte: Contas abertas (Texto de Lenadro Kleber).

sábado, 11 de julho de 2009

Associação ligada a Sarney deve ao governo e mesmo assim recebe verbas


A Associação dos Amigos do Bom Menino das Mercês, fundada e controlada pela família Sarney, ainda se beneficia de patrocínio estatal e repasse de incentivos fiscais, revela reportagem de Marta Salomon, Alan Gripp e Hudson Corrêa, publicada hoje na Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL). A entidade está impedida de receber recursos do Orçamento da União desde janeiro.

Apesar de não ter prestado contas de convênio de R$ 150 mil com Ministério do Turismo, a associação recebeu na quarta-feira R$ 600 mil da Caixa para quitar as despesas de sete dias de festas juninas em São Luís. A associação recebeu pelo menos R$ 3 milhões de estatais, e há outros projetos em análise.

Os recursos foram liberados com base na Lei Rouanet, que dá incentivos fiscais a quem investe em projetos culturais.

De acordo com a reportagem, a associação recebeu pelo menos R$ 3 milhões de estatais, e há outros projetos em análise.
Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Fundação Sarney. Parceira de empresas fantasmas


A Fundação José Sarney - entidade privada instituída pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para manter um museu com o acervo do período em que foi presidente da República - desviou para empresas fantasmas e outras da família do próprio senador dinheiro da Petrobrás repassado em forma de patrocínio para um projeto cultural que nunca saiu do papel.

Do total de R$ 1,3 milhão repassado pela estatal, pelo menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís (MA) e até em uma conta paralela que nada tem a ver com o projeto. Uma parcela do dinheiro, R$ 30 mil, foi para a TV Mirante e duas emissoras de rádio, a Mirante AM e a Mirante FM, de propriedade da família Sarney, a título de veiculação de comerciais sobre o projeto fictício.
fonte: Congresso em foco

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Cartões Corporativos da presidência lembra? Então...dobraram os gastos


Os gastos com cartão corporativo da Presidência somaram no primeiro semestre R$ 3,787 milhões. Se comparado com o mesmo período de 2008, quando os gastos foram de R$ 1,867 milhão, as despesas praticamente dobraram. Os dados constam no Siafi (sistema de acompanhamento dos gastos públicos).

Segundo reportagem do jornal "O Globo", a Presidência também aumentou os gastos sigilosos que não são detalhados no Siafi e não apresentam a indicação do responsável pela despesa. Do total de saques com cartão registrados no Siafi no primeiro semestre deste ano, 99% não têm identificação do responsável.

Foi apontado em abril que entre janeiro e março deste ano os gastos do governo federal com cartões corporativos cresceram 142% em relação ao mesmo período de 2008.

O levantamento foi realizado por técnicos do PSDB com base em dados do Siafi. A pasta da Justiça, do ministro Tarso Genro, apresentou o maior aumento no uso do cartão.

Os dados apontam que as despesas passaram de R$ 4.910.363 no primeiro trimestre do ano passado para R$ 11.898.160 em 2009. Os saques em dinheiro com os cartões também aumentaram, saltando de R$ 2.195.9390 para R$ 4.407.625 - um crescimento de 100%.

De acordo com a pesquisa do primeiro trimestre, o Ministério da Justiça foi a pasta que apresentou maior aumento no uso do cartão. No início de 2008, gastou R$ 149,6 mil. De janeiro a março de 2009, usou R$ 2,2 milhões, um incremento de 1.397%. O que chama atenção nas despesas do ministério é que 78% foram sacados em dinheiro.

No ranking dos maiores gastadores, a Presidência da República ficava em segundo lugar. As despesas com os cartões aumentaram 242% - passando de R$ 1.228.692 em 2008 para R$ 4.205,956 - de um ano para outro.

Na época, o Ministério da Justiça informou que 90% dos gastos eram relativos aos cartões da Polícia Federal. Segundo a pasta, esse aumento se explica porque a PF não tinha cartão corporativo em 2008 - o mecanismo foi adotado em 2009.
Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 5 de julho de 2009

R$ 160 milhões escondidos para os Senadores fazerem o querem, e o que acontecerá? Nada.


O Senado criou em 1997 três contas bancárias paralelas e deu ao então diretor-geral, Agaciel Maia, total liberdade para movimentá-las sem prestar esclarecimentos a ninguém. O saldo delas está hoje é de R$ 160 milhões.
As contas não estão na contabilidade oficial do Senado nem no Siafi (sistema de acompanhamento dos gastos públicos). A única fiscalização sobre a saída de dinheiro é de responsabilidade de uma comissão de 11 servidores. A atual composição desse colegiado foi toda indicada por Agaciel e, segundo a Folha apurou, nunca se reuniu para auditar os gastos.
Na prática, o conselho apenas referendava as decisões tomadas pelo diretor-geral.
O dinheiro das contas vem do desconto feito no salário de servidores da Casa para custear o plano de saúde. Mas só uma pequena parte desse valor é usada para essa finalidade porque o Senado custeia quase a totalidade das despesas médicas de seus funcionários -a Casa tem orçamento próprio para isso.
O saldo atual nessas contas representa mais de três vezes o gasto anual do Senado com despesas médicas, incluindo as dos senadores, de cerca de R$ 50 milhões.
As contas são constantemente movimentadas. Neste ano, ainda sob a gestão de Agaciel, foram autorizadas despesas de R$ 35 milhões. Até agora, já foram gastos R$ 6 milhões.
Até julho de 1997, o dinheiro dos servidores estava vinculado ao Fundo do Senado, que é acompanhado pelo Siafi. Contudo, naquele mês, a Mesa Diretora da Casa decidiu destinar esses recursos a três contas, duas na Caixa Econômica Federal e uma no Banco do Brasil.
Uma das contas na CEF é na agência da gráfica do Senado, reduto de Agaciel, onde ele foi diretor antes de assumir a Direção Geral da Casa. O Fundo de Reserva do Sistema Integrado de Saúde (SIS), como o dinheiro das contas paralelas é tecnicamente chamado, é administrado pelo vice-presidente do conselho de supervisão do SIS -que vem a ser o diretor-geral, até março Agaciel Maia.

Senadores
A comissão que decidiu separar as contas em 1997, retirando-as do radar do Siafi, era formada pelos ex-senadores Antonio Carlos Magalhães, Geraldo Melo, Ronaldo Cunha Lima, Lucídio Portella, Emília Fernandes e Marluce Pinto.
Segundo a Folha apurou, a utilização dessas contas já foi alvo de denúncias de desvio de dinheiro para a reforma de um gabinete da gráfica do Senado. O caso, porém, foi arquivado depois que servidores envolveram os nomes de dois senadores nas acusações.
No mês passado, foi noticiado que existiam duas contas paralelas da Secretaria de Informática do Senado (antigo Prodasen), com saldo de R$ 3,74 milhões. Diferentemente das contas da área da saúde, os recursos não eram movimentados havia anos e estavam incluídos no Siafi.
Agaciel perdeu o cargo no começo de março, após a Folha revelar que ele ocultou da Justiça uma casa avaliada em R$ 5 milhões. Ele ficou no comando administrativo do Senado por 14 anos. Foi nomeado em 1995 pelo então presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), eleito para a função neste ano.
No início da semana passada, o senador Tião Viana (PT-AC) afirmou que Agaciel fazia empréstimos a "fundo perdido" a diversos senadores.
O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), admitiu que tomou emprestado do ex-diretor-geral R$ 10 mil por meio de um assessor -o senador diz que devolveu o dinheiro.
Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Amigos palhaços. Olha a casinha que o Coronel Sarney "esqueceu" de declarar


Somos mesmo palhaços.

Animal Farm


Opinião
A grande maioria de vocês deve conhecer George Orwell, escritor, jornalista e ensaísta britânico que escreveu mais de cem livros e artigos.
Um dos livros que mais amo e olha que leio bastante é o Animal Farm (Revolução dos Bichos), de 1945.
Fala sobre uma fazenda na qual os bichos~se rebelam contra os seus donos e tomam a fazenda.
Todos animais eram contra o tratamento que recebiam dos humanos, e depois de uma tremenda batalha campal tomam a fazenda e passam a governá-la.
Começa com uma sociedade igualitária, todos os animais são iguais (era a única Lei) e combatiam rispidamente os humanos.
Os porcos começam a criar uma liderança política sobre todos os outros e começam a criar "mais Leis".
Para encurtar:
No fim os porcos que tanto criticavam e combatiam o antigo "regime" humano, ficam iguais, ou piores.
Este é o parágrafo final na qual Porcos e Humanos jogam cartas, fumam, bebem na sede da Fazenda:

"Doze vozes gritavam cheias de ódio e eram todas iguais. Não havia dúvida, agora, quanto ao que
sucedera à fisionomia dos porcos. Os outros animais, do lado de fora da casa, olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco".

O PT ficou assim, antes jovens com idéias e ideais cobertos por camisetas e jeans velhos, magros e barbados, hoje engravatados, obesos, alguns ainda barbados, colocados em estatais, postos no Governo e cargos de confiança com Armanis e Ricardo Almeida.
Quem é Lula e quem é Sarney, quem é Mercadante e quem é Renan Calheiros, quem é PT e quem é PMDB.
Quem é porco e quem é humano...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Fica Sarney!


Pensem comigo, a luta monstruosa e insana de Lula e do PT para a manutenção do caronel do Maranhão na presidência do Senado mostra o quanto existe de dependência das pretensões de Lula e Dilma para o Planalto em 2010. Na minha vida eu nunca ví um presidente lutar tanto para a manutenção de um político que está todo sujo nos fatos que aparecem todos os dias no Senado.
Sarney reuniu-se ontem com o PT e disse: "Ou me apoiam ou esqueçam 2010", claro que "os Cardeais" do PT se borraram e voltaram atrás apoiando Sarney.
Mas pensem bem: Isso é perfeito. Sarney na linha de fogo será atacado diariamente, novas denúncias aparecerão e isso fragilizará bastante o futuro da Dilma, esse será um peso grande, no qual a oposição deverá, se for inteligente, amarrar fortemente a imagem de Sarney à de Lula e de Dilma.
Fica Sarney.

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