Descansando um pouco.
Volto daqui a alguns dias.
Quem sabe uns 3 ou 4 senadores não morrem até lá...
bjs
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Lula compra Roupão de algodão egípcio. Pooodeee??

Algodão egípcio! Esse foi um dos materiais preferidos pela Presidência da República (PR) durante as compras da última semana. O órgão empenhou (reservou em orçamento) R$ 1,1 mil para a aquisição de 12 roupões brancos com algodão tipo egípcio e R$ 4,4 mil para a aquisição de 40 jogos de toalha, compostos de duas toalhas de banho, duas de rosto e duas de piso, tudo 100% algodão egípcio, conforme descreve as notas de empenho emitidas pela PR para as aquisições. Segundo lojas especializadas, "muitos são os motivos que fazem do algodão cultivado no Egito a melhor matéria-prima do mundo para os produtos têxteis e que sua nobreza está associada ao tamanho das fibras, naturalmente macias e altamente resistentes".
Fonte: Contas abertas
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Pergunta no Twitter: Para que serve o Senado?

Amigos, leitores, parceiros de blog, analistas, cidadãos:
Respondam para eu publicar:
Para que serve o Senado Federal?
Estou perguntando também no Twitter, as respostas colocarei aqui.
Eu não sei para que serve, lí na nossa Carta Magna e não vi relação nenhuma do que é o Senado e o que vejo lá, me ajudem a entender.
Obrigado.
sábado, 22 de agosto de 2009
Lula não fará sucessor, segundo o presidente do IBOPE
Carlos Augusto Montenegro é um dos mais experientes analistas do cenário político nacional. Presidente do Ibope, empresa que virou sinônimo de pesquisa de opinião pública no Brasil, ele acompanhou com lupa todas as eleições realizadas no país desde a volta à democracia, em 1985. Agora, faltando pouco mais de um ano para a sucessão presidencial, Montenegro faz uma análise que o consagrará se acertar. Se errar? Bem, dará às pessoas o direito de igualarem seu ofício às brumas da especulação.
Em entrevista ao editor Alexandre Oltramari, Montenegro aposta que o governo, apesar da imensa popularidade do presidente Lula, não conseguirá fazer o sucessor – no caso, a ministra Dilma Rousseff.
Também afirma que o PT está em processo de decomposição.
O que os acontecimentos da semana passada revelaram sobre o PT?
Que o partido deu um passo a mais na direção de seu fim. O PT passou vinte anos dizendo que era sério, que era ético, que trabalhava pelo Brasil de uma maneira diferente dos outros partidos. O mensalão minou todo o apelo que o PT havia acumulado em sua história. Ali acabou o diferencial. Ali acabou o charme. Todas as suas lideranças foram destruídas. Estrelas como José Dirceu, Luiz Gushiken e Antonio Palocci se apagaram. Eu não diria que o partido está extinto, mas está caminhando para isso.
Mas por trás do apoio ao PMDB e ao senador Sarney não está exatamente um projeto de poder do PT?
É um projeto de poder do presidente Lula. O desempenho eleitoral do PT depois do mensalão foi um vexame. Em 2006, com exceção da Bahia, o partido só venceu em estados inexpressivos. Nas eleições municipais de 2008, entre as 100 maiores cidades, perdeu em quase todas. Lula sempre foi contra a reeleição e só resolveu disputá-la para tentar salvar o PT. Sua reeleição foi um plebiscito para decidir se deveria continuar governando mais quatro anos ou não. Mas tudo indica que agora ele não fará o sucessor justamente por causa da mesmice na qual o PT mergulhou.
Ao contrário do que muita gente acredita, o senhor aposta que Lula, mesmo com toda a popularidade, não conseguirá eleger o sucessor?
Uma coisa é ele participar diretamente de uma eleição. Outra, bem diferente, é tentar transferir popularidade a alguém. Sem o surgimento de novas lideranças no PT e com a derrocada de seus principais quadros, o presidente se empenhou em criar um candidato, que é a Dilma Rousseff. Mas isso ocorreu de maneira muito artificial. Ela nunca disputou uma eleição, não tem carisma, jogo de cintura nem simpatia. Aliás, carisma não se ensina. É intransferível. "Mãe do PAC", convenhamos, não é sequer uma boa sacada. As pessoas não entendem o que isso significa. Era melhor ter chamado a Dilma de "filha do Lula".
Porém já existem pesquisas que colocam Dilma Rousseff na casa dos 20% das intenções de voto.
A Dilma, em qualquer situação, teria 1% dos votos. Com o apoio de Lula, seu índice sobe para esse patamar já demonstrado pelas pesquisas, entre 15% e 20%. Esse talvez seja o teto dela. A transferência de votos ocorre apenas no eleitorado mais humilde. Mas isso não vai decidir a eleição. Foi-se o tempo em que um líder muito popular elegia um poste. Isso acontecia quando não havia reeleição. Os eleitores achavam que quatro anos era pouco e queriam mais. Aí votavam em quem o governante bem avaliado indicava, esperando mais quatro anos de sucesso.
Diante do quadro político que se desenha, quais são então as possibilidades dos candidatos anunciados até o momento?
Faltando um ano para as eleições, o governador de São Paulo, José Serra, lidera as pesquisas. Ele tem cerca de 40% das intenções de voto. Em 1998, também faltando um ano para a eleição, o líder de então, Fernando Henrique Cardoso, ganhou. Em 2002, também um ano antes, Lula liderava – e venceu. O mesmo aconteceu em 2006. Isso, claro, não é uma regra, mas certamente uma tendência. Um candidato que foi deputado constituinte, senador, ministro duas vezes, prefeito da maior cidade do país e governador do maior colégio eleitoral é naturalmente favorito. Ele pode cair? Pode. Mas pode subir também.
A entrada em cena de Marina Silva, que deixou o PT para disputar a eleição presidencial pelo PV, altera o quadro sucessório?
A Marina é a pessoa cuja história pessoal mais se assemelha à do Lula. É humilde, foi agricultora, trabalhou como empregada doméstica, tem carisma, história política e já enfrentou as urnas. Além disso, já estava preocupada com o meio ambiente muito antes de o tema entrar na agenda política. Ela dificilmente ganha a eleição, mas tem força para mudar o cenário político. Ser mulher, carismática e petista histórica é sem dúvida mais um golpe na candidatura de Dilma.
Na hora de votar, o eleitor leva em consideração o perfil ético do candidato?
Uma pesquisa do Ibope constatou que 70% dos entrevistados admitem já ter cometido algum tipo de prática antiética e 75 % deles afirmaram que cometeriam algum tipo de corrupção política caso tivessem oportunidade. Isso, obviamente, acaba criando um certo grau de tolerância com o que se faz de errado. Talvez esteja aí uma explicação para o fato de alguns políticos do PT e outros personagens muito conhecidos ainda não terem sido definitivamente sepultados.
Em entrevista ao editor Alexandre Oltramari, Montenegro aposta que o governo, apesar da imensa popularidade do presidente Lula, não conseguirá fazer o sucessor – no caso, a ministra Dilma Rousseff.
Também afirma que o PT está em processo de decomposição.
O que os acontecimentos da semana passada revelaram sobre o PT?
Que o partido deu um passo a mais na direção de seu fim. O PT passou vinte anos dizendo que era sério, que era ético, que trabalhava pelo Brasil de uma maneira diferente dos outros partidos. O mensalão minou todo o apelo que o PT havia acumulado em sua história. Ali acabou o diferencial. Ali acabou o charme. Todas as suas lideranças foram destruídas. Estrelas como José Dirceu, Luiz Gushiken e Antonio Palocci se apagaram. Eu não diria que o partido está extinto, mas está caminhando para isso.
Mas por trás do apoio ao PMDB e ao senador Sarney não está exatamente um projeto de poder do PT?
É um projeto de poder do presidente Lula. O desempenho eleitoral do PT depois do mensalão foi um vexame. Em 2006, com exceção da Bahia, o partido só venceu em estados inexpressivos. Nas eleições municipais de 2008, entre as 100 maiores cidades, perdeu em quase todas. Lula sempre foi contra a reeleição e só resolveu disputá-la para tentar salvar o PT. Sua reeleição foi um plebiscito para decidir se deveria continuar governando mais quatro anos ou não. Mas tudo indica que agora ele não fará o sucessor justamente por causa da mesmice na qual o PT mergulhou.
Ao contrário do que muita gente acredita, o senhor aposta que Lula, mesmo com toda a popularidade, não conseguirá eleger o sucessor?
Uma coisa é ele participar diretamente de uma eleição. Outra, bem diferente, é tentar transferir popularidade a alguém. Sem o surgimento de novas lideranças no PT e com a derrocada de seus principais quadros, o presidente se empenhou em criar um candidato, que é a Dilma Rousseff. Mas isso ocorreu de maneira muito artificial. Ela nunca disputou uma eleição, não tem carisma, jogo de cintura nem simpatia. Aliás, carisma não se ensina. É intransferível. "Mãe do PAC", convenhamos, não é sequer uma boa sacada. As pessoas não entendem o que isso significa. Era melhor ter chamado a Dilma de "filha do Lula".
Porém já existem pesquisas que colocam Dilma Rousseff na casa dos 20% das intenções de voto.
A Dilma, em qualquer situação, teria 1% dos votos. Com o apoio de Lula, seu índice sobe para esse patamar já demonstrado pelas pesquisas, entre 15% e 20%. Esse talvez seja o teto dela. A transferência de votos ocorre apenas no eleitorado mais humilde. Mas isso não vai decidir a eleição. Foi-se o tempo em que um líder muito popular elegia um poste. Isso acontecia quando não havia reeleição. Os eleitores achavam que quatro anos era pouco e queriam mais. Aí votavam em quem o governante bem avaliado indicava, esperando mais quatro anos de sucesso.
Diante do quadro político que se desenha, quais são então as possibilidades dos candidatos anunciados até o momento?
Faltando um ano para as eleições, o governador de São Paulo, José Serra, lidera as pesquisas. Ele tem cerca de 40% das intenções de voto. Em 1998, também faltando um ano para a eleição, o líder de então, Fernando Henrique Cardoso, ganhou. Em 2002, também um ano antes, Lula liderava – e venceu. O mesmo aconteceu em 2006. Isso, claro, não é uma regra, mas certamente uma tendência. Um candidato que foi deputado constituinte, senador, ministro duas vezes, prefeito da maior cidade do país e governador do maior colégio eleitoral é naturalmente favorito. Ele pode cair? Pode. Mas pode subir também.
A entrada em cena de Marina Silva, que deixou o PT para disputar a eleição presidencial pelo PV, altera o quadro sucessório?
A Marina é a pessoa cuja história pessoal mais se assemelha à do Lula. É humilde, foi agricultora, trabalhou como empregada doméstica, tem carisma, história política e já enfrentou as urnas. Além disso, já estava preocupada com o meio ambiente muito antes de o tema entrar na agenda política. Ela dificilmente ganha a eleição, mas tem força para mudar o cenário político. Ser mulher, carismática e petista histórica é sem dúvida mais um golpe na candidatura de Dilma.
Na hora de votar, o eleitor leva em consideração o perfil ético do candidato?
Uma pesquisa do Ibope constatou que 70% dos entrevistados admitem já ter cometido algum tipo de prática antiética e 75 % deles afirmaram que cometeriam algum tipo de corrupção política caso tivessem oportunidade. Isso, obviamente, acaba criando um certo grau de tolerância com o que se faz de errado. Talvez esteja aí uma explicação para o fato de alguns políticos do PT e outros personagens muito conhecidos ainda não terem sido definitivamente sepultados.
O discurso Helicoidal do PT.

Texto de Fernando Rodrigues, muito bom, leiam.
Lula foi explícito na quinta-feira: "Se a pessoa quer sair do partido, não está confortável, é direito da pessoa".Um dia depois, metamorfoseou o pensamento numa carta de 235 palavras a Aloizio Mercadante. No texto, conclamou o petista a permanecer como líder no Senado: "Fique na liderança. Esse é um pedido sincero de um velho amigo". O episódio mostra um presidente insincero ou numa crise de transtorno bipolar. Num dia, vale o ditado "a porta da rua é a serventia da casa". Depois, aparece o Lula bonzinho e contemporizador. Com sua indignação seletiva, Mercadante acreditou no Lula epistolar. A carta presidencial fez o senador sepultar sua aflição pela absolvição de José Sarney. Ontem, da tribuna do Senado, Mercadante usou um raciocínio helicoidal para revogar sua renúncia irrevogável anunciada por ele mesmo 24 horas antes. Cinismo à parte, essa história é a superfície de um grande conchavo de bastidor. Cada um cumpre sua função. Lula simula desejar a manutenção de Mercadante como líder. É conveniente ter um vassalo nesse cargo, sempre pronto a ser humilhado quando necessário. Mercadante surge como um Hamlet de província e suas dúvidas existenciais. Protagoniza cenas de teatrão stanislavskiano. Exala autocomiseração com seu andar macambúzio. O semblante triste faz o serviço para engambelar parte do eleitorado ingênuo ainda crente na ética defendida pelo senador no início de sua carreira. Justiça seja feita, Mercadante não está só no papel de "petista ético traído" (sic). O senador Flávio Arns ganha o prêmio de melhor ator coadjuvante. Não há registro de repulsa de Arns quando o PT se lambuzava com o mensalão, dólares na cueca ou salvava Renan Calheiros. Tudo somado, só com muita boa vontade para enxergar algo aproveitável na atual bancada petista.
Charge: Amarildo
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
O Neo PT
Temos um novo PT, não agora, este novo PT vem surgindo, crescendo e ganhando força há muito tempo. O Neo PT engoliu o seu antecessor, aquele PT que tinha uma bandeira sob sua tutela que se chamava ética e compromisso com o país, pelo menos isso está em sua carta Magna.
Era um PT que tinha uma legião de crédulos, jovens, velhos, trabalhadores, estudantes, intelectuais, artistas e muita gente do povo que via naquele partido o seu grito de esperança para um novo Brasil.
Eu conversava na faculdade com a "galera petista"sim, barbichas, barbados e barbudos que tinham orgulho das possibilidades que a força da classe trabalhadora, do povo mesmo iriam conseguir seguindo aquela estrela vermelha e solitária.
Saiam às ruas, saiam nas faculdades, urravam com um ódio ideológico contra Collor e sua gangue e contra o estabelecido.
Nasceram no momento certo, para dar porrada na ditadura e criar um fenômeno, que tinha tudo para ser o líder máximo daquela gente.
Combatiam a corrupção, gritavam contra os esquemas e odiavam, eu disse O-D-I-A-V-A-M aquele presidente que quase acabou com o Brasil com suas peripécias econômicas, aquele coronel do sertão que tinha uma horda de seguidores cegos e famintos que o apoiavam. Seu nome: José Sarney.
O Neo PT, através do seu líder máximo agora (imaginem), apóia o velho coronel, aquele mesmo que os barbichas, barbados e barbudos xingaram tanto, odiavam mesmo, do fundo da alma.
Onde está essa massa tão crente? Onde estão os estudantes que tinham tanta energia e tanta roupa surrada?
Estão calados, estão envergonhados. Perderam toda a energia da adolescencia tão politizada e que tinham tantas fórmulas para o nosso país se tornar o ideal social e justo.
E agora isso.
Devem estar enclausurados lendo os livros de Marx e Trotsky, tentando ver em suas páginas onde tudo deu tão errado, alguma coisa não rolou, não rolou, não rolou...
Lula é a figura central de tudo e de todos. Agora revela-se como um velho viciado que aplaude e gosta dos seus amigos mais íntimos, aqueles que lhe apoiam nas suas mais profundas ambições, quem não compartilha isso é inimigo.
Me lembro perfeitamente o dia que Lula foi eleito, ele estava em um hotel na Alameda Santos em São Paulo e eu em uma lanchonete na Avenida Paulista com um amigo (que era muiiiito petista), ele estava incrivelmente fora de si, dizia que agora iria se orgulhar de ser brasileiro, tinha a carta que Lula escreveu para o Brasil na sua pasta, andava sepre com ela, era o su testamento, o novo.
Não o vejo há muito tempo, como será que ele fica quando olha tudo isso? Coitado.
O Neo PT está mais puro qe o antigo, está com o lado pior e maligno refinado, pois muitos que foram enganados sairam e saem.
Lula diz que isso é normal. Para ele é. ponto.
O PT não existe mais, temos agora uma nova ordem, o NEO PT que é também conhecida por aí como a direita.
Coitados, coitados...coitados. quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Flávio Arns. Indignação e vergonha com o PT. Parabéns Senador.
Parabéns ao senador Flávio Arns por dizer apenas a verdade.
A Pulverização do Governo
Belo texto de Eliane Cantanhêde
São movimentos articulados: enquanto a bancada do PT no Senado entra por uma porta no palácio de Lula para salvar Sarney, a senadora Marina Silva sai do partido pela outra porta para defender suas bandeiras, ou seus princípios.
Enquanto a bancada se divide, Marina vai somando. Com gente como Gabeira, Cristovam e Gil, com o PV e o desenvolvimento sustentável, os setores desconfortáveis do PT, a estridência dissidente do PSOL, o legítimo direito de Ciro Gomes de concorrer.
O resultado é um cerco a Dilma Rousseff, num momento decisivo: o Datafolha acaba de mostrar que ela interrompeu o seu crescimento em 16%. Não é um índice ruim, mas é um teto baixo e prematuro.
Ao despontar, Marina bloqueia o caminho de Dilma, que precisa avançar e aproximar seu potencial dos 70% de Lula para mostrar vitalidade ao PMDB e à cúpula, às bases e à militância petista. Ontem, o senador Flávio Arns disse que estava "com vergonha" do partido e do voto antiético no Conselho de Ética. Quantos não estarão?
Dilma parece estar no seu inferno astral. Além da radioterapia, ela enfrenta a entrada em cena de Marina, o empate com Ciro nas pesquisas, o envolvimento desgastante de Lula e do PT com a defesa de Sarney e, enfim, a cristalização da imagem de mentirosa (diploma, dossiê contra FHC, embate com Lina Vieira, versões divergentes de sua ação no caso Varig).
Do outro lado, José Serra despista os holofotes, come buchada em paz no Nordeste e vai mantendo sólido favoritismo, com leves oscilações. Dilma já está apanhando, mas ele parece ainda preservado. Há dúvidas, porém. Uma delas é se Marina tira voto só de Dilma ou se divide com Serra o voto anti-Lula e anti-PT. Outra é se esse cenário de pulverização governista anima o embate ou produz a unidade no PSDB. Falta saber o que anda fazendo, e caraminholando, o governador de Minas, Aécio Neves.
São movimentos articulados: enquanto a bancada do PT no Senado entra por uma porta no palácio de Lula para salvar Sarney, a senadora Marina Silva sai do partido pela outra porta para defender suas bandeiras, ou seus princípios.
Enquanto a bancada se divide, Marina vai somando. Com gente como Gabeira, Cristovam e Gil, com o PV e o desenvolvimento sustentável, os setores desconfortáveis do PT, a estridência dissidente do PSOL, o legítimo direito de Ciro Gomes de concorrer.
O resultado é um cerco a Dilma Rousseff, num momento decisivo: o Datafolha acaba de mostrar que ela interrompeu o seu crescimento em 16%. Não é um índice ruim, mas é um teto baixo e prematuro.
Ao despontar, Marina bloqueia o caminho de Dilma, que precisa avançar e aproximar seu potencial dos 70% de Lula para mostrar vitalidade ao PMDB e à cúpula, às bases e à militância petista. Ontem, o senador Flávio Arns disse que estava "com vergonha" do partido e do voto antiético no Conselho de Ética. Quantos não estarão?
Dilma parece estar no seu inferno astral. Além da radioterapia, ela enfrenta a entrada em cena de Marina, o empate com Ciro nas pesquisas, o envolvimento desgastante de Lula e do PT com a defesa de Sarney e, enfim, a cristalização da imagem de mentirosa (diploma, dossiê contra FHC, embate com Lina Vieira, versões divergentes de sua ação no caso Varig).
Do outro lado, José Serra despista os holofotes, come buchada em paz no Nordeste e vai mantendo sólido favoritismo, com leves oscilações. Dilma já está apanhando, mas ele parece ainda preservado. Há dúvidas, porém. Uma delas é se Marina tira voto só de Dilma ou se divide com Serra o voto anti-Lula e anti-PT. Outra é se esse cenário de pulverização governista anima o embate ou produz a unidade no PSDB. Falta saber o que anda fazendo, e caraminholando, o governador de Minas, Aécio Neves.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Lina Vieira e Dilma Roussef: Diferenças.

Muitas pessoas dizem (o governo mais ainda), que chegou a hora de uma mulher ser presidente no Brasil, Lula quer Dilma Roussef, o PT também, O PMDB quer quem estiver na frente, O DEM quer o que o PSDB quiser e o resto não quer.
Mas falando de Lina Vieira, que ganhou uma notoriedade grande nas últimas semanas e vendo ontem sua performance na CCJ na qual se mostrou extremamente firme, não se contradisse e também muito equilibrada, não tive como não comparar as duas figuras centrais dessa polêmica, na qual oposição e base aliada vêem grande chance de se tornar um episódio crucial para os seus objetivos em 2010.
Vamos analisar:
1 - Lina Vieira tem um histórico profissional bastante elogiado
1 - Dilma não.
2 - Lina sempre teve uma trajetória com o mesmo perfil profissional por onde passou
2 - Dilma não.
3 - Lina manteve sua ideologia e disciplina mesmo contrariando Petrobrás, Bancos e Governo em sua direçào na Receita Federal, manteve-se firme em seus propósitos.
3 - Dilma nunca fez isso, mudou de um lado para o outro de uma maneira tão espantosa que é difícil imaginar ser a mesma pessoa.
4 - Lina manteve-se calma, não mudou o tom enquanto era extremamente agredida na CCJ principalmente por Mercadante e Ideli Salvatti.
4 - Dilma dá porrada em todos que a contrariam, da oposição à base aliada.
5 - Lina se mostra bastante segura em suas afirmativas, e está sozinha nisso.
5 - Dilma se escondeu, estão preservando-a de exposição neste momeno, é protegida pelo governo.
6 - Lina tem repetido várias vezes para checarem as imagens de segurança do prédio no qual se encontrou com Dilma, repetiu várias vezes e com firmeza todos os passos da solicitação do encontro por parte de Dilma até a conversa em si.
6 - Dilma só diz que nada aconteceu.
7 - Lina sempre foi o que mostra ser.
7 - Dilma mostra ser o que nunca foi.
8 - Lina é mais bonita que Dilma.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
O elefante pesado, lerdo e caro.

Em sete anos de governo Lula, a folha de pagamentos com servidores passou de R$ 53,5 bilhões para R$ 79,8 bilhões; um crescimento de R$ 26,2 bilhões, ou 49% já descontada a inflação acumulada no período. O valor inclui os gastos com pessoal e encargos sociais dos órgãos federais da administração direta, autarquias, fundações e empresas estatais dependentes e compreende o primeiro semestre de 2002 – último ano de governo FHC – e igual período deste ano. Por ano, o acréscimo foi de 5,9%. A cifra também corresponde a um salto de 4,75% da folha de pagamentos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) em 2002 (janeiro-junho) para 5,52% no primeiro semestre deste ano; um incremento de 0,77 pontos do PIB.
Os dados fazem parte de um estudo elaborado pelo economista José Roberto Afonso, assessor técnico da Comissão de Acompanhamento da Crise Financeira no Senado, e foi encomendado pelo relator da Comissão, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), para avaliar o impacto dessas despesas na política fiscal do país. O economista Kleber Pacheco de Castro também contribuiu na elaboração do estudo que teve como base o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) da União, que expõe as despesas e encargos sociais. A pesquisa também utilizou dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).
O aumento na analogia com o PIB foi praticamente construído em 2009, ano responsável por cerca de 98% do indicador de crescimento desde 2002. A maior fatia do bolo de reajuste ficou a cargo dos servidores civis, que concentraram 96,5% do total de aumento da folha. Os militares, por outro lado, ficaram com 3,5%. A despesa com ativos é a principal explicação para o crescimento; representando pouco mais de dois terços do aumento total da despesa com pessoal. No início de 2002, os ativos já respondiam por mais da metade (51%) das despesas com pessoal, percentual que chegou a 54% no início deste ano.
O pessoal civil da administração direta representa a maior parte das despesas com ativos. Mais de 54% das despesas, no primeiro semestre deste ano, foram destinadas ao pagamento de civis da administração direta do governo; um crescimento de 107% se comparado aos 41% registrados em 2002. Pouco mais de 27% do total gasto com pessoal civil fixo é referente a cargos comissionados, o que reflete a existência de muitos cargos deste tipo ou melhores remunerações a servidores comissionados.
Houve ainda um crescimento de 70% na folha de pagamentos do pessoal civil, ao mesmo tempo o pessoal militar, na mesma comparação, teve um aumento de 5,5% e os inativos de 30%. As estatísticas apontam que a criação de cargos, a contratação de pessoal e, sobretudo, os reajustes aos servidores tiveram forte impacto na despesa da União.
Para o economista José Roberto Afonso, os números da folha de pagamento estão muito acima do ritmo de crescimento da economia brasileira, que “é perigoso do ponto de vista da boa gestão fiscal”. A trajetória de gastos com pessoal, para ele, também “indica uma pressão futura ainda maior neste item de despesa”. O economista constatou ainda que, apesar das afirmações de que era necessário aumentar o volume de despesas para combater a crise econômica, construindo uma política anticíclica, as despesas com investimentos têm sido “pífias”, pois, o foco do aumento dos gastos continua sendo, majoritariamente, o pessoal.
O consultor econômico Raul Velloso, especialista em finanças públicas, considera prejudicial o aumento dos gastos correntes, onde estão incluídos os gastos com pessoal. “Vemos a lógica da categoria mais forte. Primeiro, na seqüência, começa pelo Judiciário, a Policia Federal, a Receita Federal, e daí segue para as categorias mais fracas”, analisa. “Quando você olha do ponto de vista setorial, você não vê um crescimento nos reajustes dos setores que parecem ser os mais prioritários. Depende muito de onde este setor está, politicamente, localizado. Ou seja, a lógica é a da força política, que, a propósito, não é uma boa lógica para o país”, constata.
Para Raul Veloso, o problema da evolução do gasto com pessoal é que você não pode abrir mão dele. “Na hora em que o país sair da crise, vai ser difícil tirar esses aumentos que estão ocorrendo”, conclui.
Fonte: Contas abertas
O ser humano, o leite em pó e o voto.

Opinião.
Estamos em um momento agudo em nossa história. Nunca tantas críticas e protestos contra os políticos foram tão intensas. É grito na Paulista, na Pampulha, nas praias do Rio, em Salvador, enfim, pipocam por aí gritos por moralidade, ética e respeito à cidadania.
Isso é bom e apóio integralmente.
Mas como é o ser humano?
Falamos e ouvimos falar que falta honestidade de políticos, juízes, policiais etc...
O status quo de tudo resume-se a: Quem tem poder e dinheiro é enamorado da corrupçào ou falta de ética.
Pois bem.
E os demais? E o povo? E quem grita?
Como seria a postura ética de quem combate ou critica a atuação das outras castas se eles tivessem oportunidade de se beneficiar de negocios não tão honestos?
Ví a poucas semanas atrás o CQC fazendo um "teste de honestidade" com pessoas "comuns". O repórter passava-se por cego e no ato do pagamento entregava ao vendedor (ambulantes) uma nota de R$ 50, mas ele dizia que estava dando uma nota de R$ 20. Muitos simplesmente devolveram o troco em cima dos R$ 20...tristeza demais.
Um fato.
Semana passada saindo do trabalho passei na farmácia para comprar um antigripal. Na porta da Droga Rais tinha uma criança, bem humilde, em esfarrapos, me olhou e disse:
- Tio, estou com fome, o senhor me compra uma comida ou leite para eu levar para casa?
Não sou mesmo de dar dinheiro nessas situações, me lembra muito o bolsa-família, sou contra dar por dar.
Mas naquela noite eu quis fazer diferente, comprei uma lata de leite em pó ninho, é bom produto, não estraga, dura mais que um sanduíche e tem um ótimo valor nutricional.
No caixa eu pedi para a atendente separar em dois volumes.
Feliz com aquela pequena boa ação, saí da farmácia e entreguei o leite para a criança, mas uma coisa ficou na minha cabeça:
A atendente viu que eu peguei a lata de leite em pó para dar para a criança, ela não disse nada quando eu estava pagando, mas olhou estranhamente para mim e isso eu percebi claramente.
Não era olhar de reprovação ou de admiraçào pelo ato, parecia um: "Não entra nessa moço, é roubada".
Depois de dar o saquinho com a lata de leite peguei o meu carro no estacionamento e dei uma volta no quarteirão e voltei ao local onde a criança estava.
Ela já tinha saído de lá, um minuto e um pouco de sorte ví o menino atravessando a alameda que liga o centro comercial para um ponto de ônibus.
Segui a criança por uns 5 minutos, até ver e nào acreditar que a criança vendeu para outra pessoa a lata que dei para ela minutos atrás.
Fiquei com muita raiva, quase parando o carro e pagando de volta a lata e dando um fim melhor. Pensando melhor ainda vejo que muita gente, nào importando a condição econômica, idade, classe social e região do país buscam beneficiar-se a qualquer custo.
Pode até ser que para uma criança de8 a 10 anos um doce tenha mais valor do que uma lata de leite em pó, e tenha sido este o destino daquele R$ 1 que vi ele receber. pode ser droga, pode ser até para a passagem de ônibus para ele voltar para casa, mas entre nós, era mais simples dizer a verdade, claro que não no caso da droga. Ele também sabia que se pedisse a qualquer um dinheiro para comprar um doce teria menos sucesso na empreitada.
É por isso que cada vez mais cresce a minha decepção com o ser humano, me parece que cada vez mais, muita gente grita, para ganhar a atenção do cidadão e conseguir assim um benefício direto para ele próprio.
No caso do garoto uma lata de ninho por outra coisa qualquer, e em alguns casos, líderes sociais, sindicais, jornalistas, radialistas, pastores, padres, empresários, policiais etc... se travestem como uma criança que pede, cada um ao seu modo, uma lata de leite em pó, e quando os damos eles o trocam por qualquer coisa para benefício próprio. É assim com o nosso voto, só que ele vale muito mais do que uma lata de leite em pó, muito mais.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
O eterno desrespeito aos aposentados continua.

O governo e representantes dos aposentados não chegaram a um acordo nesta quarta-feira (12) sobre o percentual de reajuste, a ser implantado a partir do próximo ano, para os dependentes da Previdência Social que ganham acima de um salário mínimo. Novo encontro está marcado para a terça-feira (18) da próxima semana.
A proposta do governo, que não foi aceita pelos aposentados, é substituir quatro projetos de interesse da categoria, que atualmente tramitam no Congresso, por um substitutivo (texto completamente modificado) global. Em troca, os aposentados aceitariam um reajuste, que ainda não foi definido pelo Executivo.
Os projetos que o governo quer reunir em um único texto são: PL 01/07, que concede aos aposentados o mesmo sistema de reajuste para o salário mínimo; PL 4434/08, que trata do índice de correção das aposentadorias; PL 3299/08, que modifica o fator previdenciário; e um veto presidencial ao projeto que em 2006 reajustou o salário mínimo em 16,67%, sem repassar esse percentual aos aposentados.
De acordo com o deputado Pepe Vargas (PT-RS), que participou da reunião, o aumento oferecido aos aposentados será acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Para o petista, apesar da dificuldade das negociações, “não há um clima de impasse” entre os dois lados.
A Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) e a Federação dos Aposentados e Pensionistas do Estado de São Paulo afirmam que a retirada do PL 4434 é “inegociável”. “Vamos fazer nova vigília no Congresso”, afirmou Antônio Alves, presidente da Federação Paulista de Aposentados, lembrado que a participação dos interessados nesse momento é fundamental.
Além do deputado Pepe Vargas e dos representantes dos aposentados, também participaram do encontro de hoje os ministros da Previdência, José Pimentel, e da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Dulci; o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), e dirigentes das centrais sindicais.
fonte: Congresso em Foco
domingo, 9 de agosto de 2009
Dilma. Pior ainda.


Domingo de dia dos pais de manhã linda, daquelas de dar vontade de ficar olhando o céu azul profundo e mais nada, com o sol e a brisa na cara.
Saio de casa e vou no jardim pegar o jornal, curtindo muito cada passo.
Volto, abro o primeiro caderno da Folha e leio na cara:
"Dilma pediu agilidade em apuração sobre Sarney"
Pronto! Nem numa manhã linda, maravilhosa, clara e alegre consigo me livrar desse fantasma criado por Lula.
Dilma veio de onde? Nunca tínhamos ouvido falar de Dilma até pouco tempo atrás. Famosa por ter participado de atos terroristas, que segundo ela eram patrióticos, pelo Brasil mesmo e que não se arrepende de nada do que fez como sequestros de pessoas (um dos mais terríveis crimes na minha opinião, pela covardia), assalto à banco e emboscadas. Tudo bem não se arrepender do que fez, todos têm direito de fazer suas escolhas e pagar por isso na hora devida, certo ou errado.
No caso de Dilma, segundo ela, seu passado foi construído de lutas contra o estabelecido, contra a corrupção e a política de apoio aos EUA, o grande mal do século.
Passam-se os anos, 20, 30, 40...e vemos, ou ficamos sabendo que Dilma, no fim do 2008 pede um encontro com a então secretária da Receita Federal - Lina Maria Vieira e pede para que as investigações da Receita sobre as operações que envolviam o nome do presidente do Senado fossem tratadas com agilidade.
Dilma vai negar que tenha feito qualquer pressão sobre este fato, ou melhor vai "não se lembrar"como seu chefe ensinou tão bem a seus assessores e protegidos dizerem em casos de clara saia justa.
Dilma é pior do que a pobre guerrilheira apaixonada pelas ideologias Castristas, agora envenenou-se pela ânsia do poder, de ter um país tão rico e tão grande em suas mãos, que antes carregavam armas e agora, pior, uma caneta.
Dilma defende Sarney, hoje o alvo preferido de todos nós, não que seja santo, bem longe disso, mas seus antecessores devem ter igual ou mais culpa no que vemos no senado. Mas o que pega aí é toda a história maldita de Sarney e seu clã, sempre de mãos dadas com o errado, com o crime e com o mau.
Dilma agora protege isso, o errado, o crime e o mau. Esqueceu-se de suas ideologias (certas ou erradas, é outra discussão), mas agora mudou e mudou para bem pior, e isso mostra que nada vai mudar.
Já disse antes neste blog, para quem me acompanha, que Dilma é fraca, nào tem paciência em ser contrariada e não tem carisma nenhum, não vai ganhar no pleito de 2010, por mais força que seu chefe colocará, uma força descomunal, a força do Estado.
Dilma é ruim, é má, tem interesses diferentes agora. Tão má que chama em um encontro a secretária da Receita para passar um recado: - Acaba com isso já!
Dilma negará, claro, mas sabemos onde ela está e como está, passado o susto da sua doença,agora ela volta como um mau intenso para buscar seus objetivos, que nem sei se são TÃO dela, talvez por falta de opções mesmo Lula tornou Dilma a sua preferida.
Não será bom para nós Dilma ganhar mais força, não será bom para ninguém. Talvez para alguns milhões de coitados cegos, que por um bocado de trocados são enganados com o recado:
Se não nos elegerem a grana acaba, o bolsa-família não chegará mais, e eles acreditam, trocando sua dignidade e esperança por alguns vinténs.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Documentos sobre licitaçào de merenda de S.Paulo somem.

Documentos originais da licitação feita pela gestão Gilberto Kassab (DEM) para contratar novos fornecedores da merenda escolar desapareceram.
O caso levou a Prefeitura de São Paulo a criar, nesta semana, uma comissão para investigar as circunstâncias do extravio. Os papéis faziam parte do processo formal do pregão -cujo valor das propostas vencedoras atinge R$ 36 milhões por mês- e a responsabilidade por sua guarda é do município.
A Secretaria Municipal da Educação avalia que esse sumiço de documentos não compromete a licitação porque todas as informações foram preservadas -por meio de cópias ou de arquivos de computador.
Mas especialistas consultados pela Folha consideram que esse fato pode ser grave (tanto por eventual má-fé como por displicência de servidores) e que pode até motivar alguns questionamentos na Justiça aos resultados da licitação.
O leque de possíveis interessados em anular a concorrência é vasto: desde empresas que perderam a disputa (que teve 22 participantes para 14 lotes) até as que venceram, mas que tiveram suas propostas de preço bastante reduzidas.
Fonte: Folha de São Paulo
terça-feira, 4 de agosto de 2009
O "corpo fora"de Lula para Sarney é mentirinha...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu ontem desautorizar a versão de que estaria "desembarcando" da canoa de José Sarney (PMDB-AP). De público, elogiou o Congresso. Nos bastidores, reforçou ações para manter o peemedebista na Presidência do Senado.
Na avaliação de Lula, a queda de Sarney, por licença ou renúncia, criaria um problema maior do que ele tem hoje. Haveria risco de ruptura da aliança entre PT e PMDB, sustentáculo do governo para enfrentar a CPI da Petrobras no Senado e embrião da eventual candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Atualmente, Lula lida com uma crise política na sua base de apoio numa Casa do Congresso na qual sempre passou sufoco. A licença ou renúncia de Sarney gerariam, pensa o presidente, um ambiente imprevisível a um ano e meio do final de seu governo e na véspera de um ano eleitoral.
Um auxiliar de Lula disse que Sarney tem demonstrado disposição de resistir. "Não vou sair pelas portas do fundo", afirmou o peemedebista em conversas reservadas.
Nas palavras desse auxiliar, Sarney, como escritor, não deseja que os capítulos finais de sua vida pública sejam marcados por uma renúncia sob suspeita de irregularidades.
Depois de se reunir com Lula, o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) disse que o governo segue apoiando Sarney, que, segundo ele, não renunciará ao cargo.
À noite, Múcio jantaria com líderes petistas e peemedebistas para reforçar o apoio a Sarney. O objetivo é reforçar laços entre PT e PMDB, sempre sob o discurso de que se trata de um enfrentamento com a oposição, para manter Sarney no cargo, atuar unidos na CPI da Petrobras e costurar um acordo para apoiar Dilma na sucessão presidencial de 2010.
Ao sancionar a Lei da Adoção, logo após ouvir de Múcio um relato sobre a crise no Senado, Lula disse que o Congresso faz mais coisas boas que ruins: "Se a gente for colocar em uma balança as coisas boas e as coisas más que foram acontecendo no Congresso, as coisas boas são infinitamente superiores. Mas, muitas vezes, as coisas boas não têm o destaque que a gente gostaria que tivesse".
Na semana passada, Lula tentou se dissociar da crise: "Não é problema meu. Não votei no Sarney para ser presidente do Senado nem votei para ele ser senador no Maranhão". Ontem, porém, em reunião com ministros pela manhã, Lula disse que o governo deve continuar apoiando Sarney.
Lula foi informado pela cúpula do PT que estava em andamento uma estratégia para evitar que os senadores petistas continuassem a pressionar pela saída do peemedebista. A operação é comandada pelo ex-ministro José Dirceu e pelo presidente do PT, Ricardo Berzoini.
Informado da manutenção do apoio de Lula, o presidente do Senado mandou recados ao petista: não renunciaria e iria para a guerra contra dissidentes do PMDB e oposicionistas.
Fonte: Reportagem de SIMONE IGLESIAS, KENNEDY ALENCAR e VALDO CRUZ
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Essa droga de Democracia

Opinião
Começo a pensar de fato o que a democracia tem feito para todos nós. O que estamos vivendo, sentindo, olhando passíveis para a força clara da democracia no Brasil.
Mas que droga de democracia é essa?
A democracia que me faz de idiota, que me faz engolir enojado o que os pilares da democracia fazem.
Senadores, Deputados, Prefeitos, Vereadores, Juízes etc...balaústres deste regime que nos dá achance de poder dizer o que pensamos.
Isso é pior.
Dizemos ao vento, dizemos aos amigos, aos filhos e continuamos idiotas, sem direção, sem nada, só os gritos e o pensamento livre.
Não é justo o que acontece em nosso país, estes que nos representam, ou deveriam de fato,nos fazem de imbecis, nos chamam de imbecis pela mídia e se regogizam crédulos de suas forças e a certeza da absoluta impunidade. riem de tudo, pensando em como investirão o dinheiro ganho mais uma vez naquele esquema daquela obra, para onde irão com suas esposas ou amantes no próximo verão e poderão olhar do mais alto andar do mais luxuoso hotel da mais cara cidade como são intocáveis.
A democracia tem nos feito de idiotas, brigar por ela parece um socar de mãos nuas em uma faca de 5 pontas todas enferrujadas, sujas e doentes. Brigar e acreditar em algo tão distante cansa, mesmo os amigos que gritam para a gente continuar acreditando que isso vai mudar, nos dão força e crença até a virada da primeira página do primeiro caderno dos jornais, fico enfraquecido e sem voz.
Triste e com pena de mim mesmo por não conseguir dar mais a mim e para a minha família e para os meus filhos e netos, que sofrerão mais.
A democracia brasileira é o maior engodo de nossa história recente, democratas e seus asseclas desdenham tanto de nós com a bandeira de democracia e justiça social que quando me olho no espelho vejo o quanto sou fraco.
Acho que merecemos ver todos os dias os Sarneys, os Calheiros, os Lulas, as Dilmas, Os Mercadantes, os Malufs, os Severinos, os Dantas e muito mais, pois nós os colocamos lá, nós demos chance para eles se embebedarem nos seus malditos esquemas que nem PF e nem MP tem coragem de se meter.
Que droga de democracia é essa?
O super ditador Chávez amordaça 3 rádios na Venezuela.

Pelo menos três rádios da Venezuela foram encerradas anteontem na sequência de uma decisão do Governo de Hugo Chávez. O organismo que garante a regulação das telecomunicações daquele país anunciou medidas que afectaram 34 concessões de rádio e televisão.
Segundo a edição on line do "El Mundo", esta iniciativa lançada sobre órgãos privados pretende "democratizar o espaço radiofónico".
Por sua vez, a oposição considera estar perante mais um avanço no sentido de reprimir a liberdade de expressão na Venezuela.
O vencimento da validade da concessão ou a sua anulação são critérios usados pelo Governo para encerrar as estações.
fonte: Jornal de Notícias
domingo, 2 de agosto de 2009
O amigo de Sarney, desembargador Dácio Vieira, dá um cala boca no jornal OESP. Ditatorialmente falando...

O desembargador do TJ (Tribunal de Justiça) do Distrito Federal Dácio Vieira proibiu ontem, em decisão liminar, o jornal "O Estado de S. Paulo" de publicar qualquer informação relativa à Operação Boi Barrica, ação da Polícia Federal que investiga, entre outros, Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
A investigação da PF corre sob segredo de Justiça. Se não respeitar a decisão --que não foi divulgada por também ser sigilosa--, o jornal será punido com multa de R$ 150 mil por cada reportagem publicada. O desembargador atendeu pedido de Fernando Sarney, que é dono de um grupo de comunicação no Maranhão.
Fonte: OESP online
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