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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O Beco (sem saída) de Dilma

Aconteceu.
Dilma tem vários problemas que são muito mais complicados do que ela poderia imaginar.
O seu papel de "faxineira" da República é bom, é correto, mas tem um preço político absurdamente alto, e do outro lado os seus parceiros estão cobrando muito alto, tão alto que chega a colocar em risco o seu governo e a sua governabilidade.
O PR quer dar troco, o PMDB também quer dar o recado de que Dilma não pode fazer o que está fazendo, isso vai custar caro para ela e por muito tempo, no máximo mais 3 anos e só.
A força tarefa de Dilma, Vacarezza, Ideli e cia são extremamente incompetentes no trato político e hoje alvo de chacotas até dentro do PT, Dilma sabe disso, olha em sua volta e não vê nada melhor.
O governo sem dinheiro para concluir os restos a pagar de 2007, 2008 e 2009. Isso prejudica os deputados em seus currais e a ira de cada um vem contra ela, mais uma vez.
Os partidos "amigos" estão colocando a presidente contra a parede com tanta ferocidade que até a oposição apoiou o regime de urgência de aprovação de algumas emendas para o governo não travar de vez, quem diria, a oposição.
A onda incontestável de corrupção nos Ministérios e com as figuras-chave envolvidos mostram no que se tornou o governo Dilma.
Ela é refém de uma verdadeira herança amaldiçoada do governo Lula, não falam por razões óbvias, mas no governo não há como olhar para trás e ver o que foi deixado.
Hoje eu ouvi uma entrevista do líder do PR no senado: "Vamos retaliar" e Dilma, que deveria ter chamado os aliados para uma conversa definitiva resolveu chamá-los para falar da crise internacional. A crise é aqui dentro, ela vai pagar caro pois não tem, nem de longe o carisma populesco e barato de seu antecessor, mas que trazia as massas a seu favor. Dilma não tem e não terá isso, note o seu índice de aprovação despencando e o de rejeição aumentando muito nesta semana.
Dilma entrou em um labirinto com o seu protetor, que a deixou na porta e disse: Siga em frente. Ela foi, ele fechou a porta e este labirinto não tem saída.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Atos Secretos beneficiaram membros do Conselho de Ética.

Quatro dos 15 senadores do Conselho de Ética do Senado tiveram assessores nomeados ou exonerados por atos secretos. O órgão foi instalado para julgar o presidente do Casa, José Sarney (PMDB-AP), entre outras denúncias, pela edição dessas medidas não publicadas, informa reportagem da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

A eleição dos integrantes do Conselho de Ética foi feita em plenário na terça-feira sem contestações. Anteontem, foi escolhido o presidente do colegiado, Paulo Duque (PMDB-RJ), que já disse considerar os atos secretos "uma bobagem inventada por alguém".

Os quatro senadores do conselho beneficiados por atos secreto são: Demóstenes Torres (DEM-GO), Almeida Lima (PMDB-SE), Delcídio Amaral (PT-MS) e Ideli Salvatti (PT-SC). Esses dois últimos são suplentes, mas ocupam atualmente as vagas dos titulares Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e João Ribeiro (PR-TO), que renunciaram.

Os senadores dizem não ter responsabilidade pelos atos não publicados. "Todos os senadores foram afetados por atos secretos. Uma vez que foram criados cargos em gabinetes e reajustada a verba indenizatória", afirmou Demóstenes.
fonte: FSP

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