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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Celso Pizzolato. Não sabia que um dia seria mensaleiro




Celso Pizzolato morreu em 1978 em um acidente de carro, nunca imaginou que em 2014 seria preso em Modena na Itália.
Estranho não é?. Não.
O seu irmão, condenado a mais de 12 anos de prisão em regime fechado no processo do mensalão, Henrique Pizzolato, falsificou seus documentos em nome do falecido irmão para fugir do Brasil e não ser preso depois que a ordem de prisão foi expedida pelo STF.
Essa história todos vocês já conhecem, está em todos os jornais e na internet. Mas, e o irmão Celso? O que será que ele está pensando neste momento onde estiver?
Morreu jovem, tragicamente, e 36 anos depois daria tanto desgosto à sua família. Condenado, fugitivo, procurado pela Interpol, Europol e Polícia Federal do Brasil. Que triste.
Seu irmão, não pensou que poderia jogar no lixo o seu nome e a sua memória tanto tempo depois? Não.
Eu tenho certeza que o Celso Pizzolato não tem nada a ver com isso, ele teve azar. Azar de ter um irmão bandido e canalha de se aproveitar de seu nome e sua ficha limpa para encobrir-se e tentar se safar.
Não deu.
Celso, você é muito, mas muito melhor do que o Henrique.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Acredite se quiser: Ex-Tesoureiro do PT diz que mensalão foi só um boato.

Em turnê pelo país para apresentar sua defesa ao STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares disse ontem, a sindicalistas de Brasília, que o mensalão foi só um "boato".
"Quando eu era menino, lá em Buriti Alegre, tinha o jornal de fatos e boatos. A denúncia, vou dizer para vocês, é um boato. Os fatos eu já expliquei na defesa prévia", afirmou o petista.
Delúbio é apontado pelo Ministério Público como o operador do esquema, denunciado pelaFolha em 2005. Se condenado, pode pegar até 111 anos de prisão pelos supostos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Ele reuniu ontem cerca de 40 pessoas na sede da CUT (Central Única dos Trabalhadores). Em discurso de 40 minutos, disse estar com a consciência tranquila e negou a existência de provas.
"Não há nada contra Delúbio Soares, zero. O que foi feito? Peguei dinheiro emprestado para pagar dinheiro de campanha de aliados. Isso está assumido", afirmou.
"Se essas pessoas não oficializaram no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), a culpa não é do tesoureiro do PT".
Ele repetiu a tese de que o esquema teria se resumido a caixa dois de campanha.
"Eu peguei dinheiro emprestado e mandei pagar dívida de campanha. Transformaram uma infração eleitoral em processo criminal."
O petista ironizou a acusação de que o dinheiro foi usado para comprar apoio ao governo Lula no Congresso.
"Imagine comprar voto do Luizinho, ele é o maior governista de todos os governistas que eu já conheci. Do Paulo Rocha, do João Paulo Cunha."
Descontraído, Delúbio disse que montou uma "imobiliária online" em Goiânia e pretende expandir os negócios para São Paulo e Brasília. "É meu ganha pão hoje. É duro pagar aluguel todo mês, mas precisa batalhar".
Há quase dois meses, o ex-tesoureiro viaja para apresentar sua defesa. Anteontem, em Goiânia, disse que o julgamento do mensalão no STF, previsto para 2012, será "o maior espetáculo midiático do Brasil".
fonte Folha.com

Marcos Valério de volta. Com a benção do Governo Federal.

Das duas uma:
Ou Marcos Valério está jogando pesado e peitando o governo atual ou ele é louco.
Vou explicar:
Marcos Valério, um dos pivôs do mensalão, para quem não se lembra foi o maior esquema de corrupção que este país já viu, Marcos Valério, através de sua agência de Publicidade, emitia notas fiscais sem ter efetivamente feito o trabalho e repassava o dinheiro ao PT para redistribuir aos partidos da base e seus políticos.
Zé Dirceu, o bandidão maior (e tem gente que acredita nele...), disse que o mensalão foi uma invenção...
Voltando ao assunto:
Marcos Valério montou um escritório para fazer Lobby em Brasíla. Empresas que queiram ter acesso mais fácil aos Ministérios ou a uma autarquia Federal, uma licitação enfim...ele mostrará o caminho das pedras.
O que não consigo entender é como ele trabalha com a benevolência do Governo Federal.
Claro que quem faz Lobby tem o apoio, parceria, sociedade da outra parte, no caso o Governo.
Muito triste isso, cada dia mais estamos reféns de reais bandidos canalhas, que riem de tudo que escrevemos, ou gritamos ou nos decepcionamos.
Eles podem fazer, são governo.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O racha entre PT e PMDB pelo segundo escalão.

A primeira missão dada pela presidente Dilma Rousseff ao ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, foi a de buscar a pacificação do PMDB. O partido vive um momento de forte estresse no relacionamento com o PT, que se apossou de cargos importantes antes dominados por peemedebistas, como a presidência dos Correios e a Secretaria de Atenção à Saúde, e agora pretende avançar sobre a Fundação Nacional da Saúde (Funasa).
São postos que dominam orçamentos gigantescos: a Secretaria de Atenção à Saúde, perto de R$ 45 bilhões; os Correios, R$ 12 bilhões; a Funasa, R$ 5 bilhões. Têm presença em todas as regiões do País, o que dá uma grande visibilidade ao partido que as controla. Dilma teme que o PMDB inicie algum movimento de retaliação aos petistas em votações importantes, como a da medida provisória que fixou o salário mínimo em R$ 540.
A situação é tão grave que o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e o novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, protagonizaram um bate-boca, com acusações e xingamentos. Dilma convocou para hoje reunião do Conselho Político, que é integrado pelos líderes e presidentes dos partidos da coligação do governo. Quer dar início às conversações de paz hoje mesmo.
O vice-presidente, Michel Temer (PMDB), vai participar da reunião do Conselho Político. Palocci disse ao Estado que espera contar com a ajuda dele. "Temer continuará a ser um importante interlocutor no PMDB", disse ele. O vice continuará a ter controle sobre o partido, visto que apenas se licenciará da presidência do PMDB. Enquanto isso, o partido será presidido interinamente pelo senador Valdir Raupp (RO).

Em bate-boca por cargos, deputado cita até o mensalão
A montagem do segundo escalão federal mal começou e a disputa por cargos entre o PMDB e o PT já ganhou dimensão de crise política. Os ânimos acirraram-se a tal ponto que o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), teve uma conversa tão áspera com o futuro ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), que beirou o rompimento.
É o que relata um dirigente do PMDB, segundo quem o bate-boca telefônico entre os dois na terça-feira foi ríspido nos decibéis e no conteúdo. "Parece que vocês não aprenderam com o mensalão. Depois não venham correr atrás do PMDB para resolver os problemas (do governo e do PT)", disse Alves ao ministro, revoltado com a notícia de que seu partido perderia o cargo mais estratégico do ministério e o comando da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Fonte: Congresso em foco

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