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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Governo agora prevê taxa de crescimento abaixo de 4%

O governo voltou a rever suas projeções para o desempenho da economia e agora trabalha internamente com uma previsão de crescimento de 3,7% neste ano, abaixo dos 4% previstos nesta semana pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Mesmo menor, o Palácio avalia que esse desempenho é positivo diante da crise na economia da Europa e dos Estados Unidos. Se a projeção do governo se confirmar, o Brasil crescerá menos que outros países emergentes, como China e Índia, mas num passo mais acelerado que o de países avançados, como o próprio EUA.
Na conta da presidente Dilma Rousseff também pesa a avaliação de que uma redução no crescimento do país também pode abrir caminho para que o Banco Central reduza a taxa básica de juros, uma das mais altas do mundo.
Em um sinal de que a economia do país vai bem, apesar da crise global, a agência de classificação de risco Standard & Poor's elevou ontem a perspectiva da nota soberana ("rating") do Brasil em moeda local de estável para positiva. Revisar a perspectiva indica que, no curto prazo, a nota pode ser elevada.
Segundo o comunicado da agência, a perspectiva positiva leva em consideração fatores que garantem a estabilidade macroeconômica do país que darão continuidade ao fortalecimento da economia nos próximos anos, como a redução gradual das limitações fiscais e do risco a choques externos.
Fonte: Folha.com

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Eu não entendo nada de números mesmo...


Opinião
Eu achava, até agora, que entendia alguma coisa de economia e seus números, que nada, hoje pela manhã eu lí os números da economia, que neste trimestre o PIB brasileiro teve uma retração de 0,8% comparado ao trimestre anterior'.
Muita gente esperava mais, inclusive eu, algo entre 1,5% e 2,5% na retração e comecei a vasculhar os números dos setores da economia.
A indústria teve um recuo de 9,3% e o agronegócio 1,6%, o investimento recuou incríveis 12,6% que é a maior redução desde o início da medição com esta metodologia em 1996, as exportações recuaram 16% esses números são absurdamente altos para uma economia comparada ao trimestre anterior que foi terrível.
Mas aí vejo os seguintes números positivos, as famílias consumiram 0,7% a mais do que o trimestre anterior, o governo consumiu 0,6% a mais também.
Como com números tão contrastantes negativos e positivos a nossa economia cai apenas 0,8%, juro que não entendo.
Imaginem se as famílias tivessem consumido 1,5% a mais e o governo gasto 1,5% a mais, teríamos pelos meus cálculos teríamos um crescimento de 4% a 6%!!!!
O mundo caindo em PIBS's contínuos e ficamos quase 0%!!
Que bom! que felicidade ampla, felicidade de 4% positiva, e olha que o nosso presidente não gostou disso não, vai colocar toda a equipe para trabalhar nisso e quer explicações para isso!! Não podemos esquecer que no ano passado falava-se em crescimento de 4% a 4,5% este ano não é Lula?
Voltando ao assunto, alguém me explique a composição de pesos destes números para eu achar que eu é que não entendo nada mesmo de números.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Mesmo com queda recorde de PIB despesas com pessoal aumenta 23%, isso é que é gestão.


Apesar da promessa do governo de cortar gastos de custeio e preservar investimentos, principalmente ligados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as despesas da União com pessoal e encargos sociais foram uma das que mais cresceram no primeiro bimestre de 2009. E logo agora, depois do anúncio da queda de 3,6% do PIB no último trimestre de 2008. Em comparação com os dois primeiros meses do ano passado, o aumento dos gastos com pessoal é de pouco mais de 23%; R$ 22,4 bilhões contra R$ 27,5 bilhões este ano. O montante serve para o pagamento de cerca de 2,3 milhões de funcionários públicos federais, entre civis e militares, ativos e inativos no país, além de autoridades dos Três Poderes.

O aumento já pode ser reflexo da aprovação recente de medidas provisórias que tratam de aumentos salariais para alguns setores da administração pública, como as MPs 431, 434, 440 e a 441. No total, o impacto das quatro medidas para os cofres públicos poderá chegar a cerca de R$ 29 bilhões até o final do ano.

Apenas os gastos com aposentadorias e reformas somaram R$ 39,8 bilhões no primeiro bimestre deste ano, quase o dobro do desembolsado no mesmo período de 2008 (R$ 20,7 bilhões). O pagamento de pensões também cresceu 44%, ou R$ 3,8 bilhões; pulou de R$ 8,7 bilhões em 2008 para R$ 12,5 bilhões este ano. Entre 2003 e 2008, as despesas com pessoal também aumentaram sua fatia no Produto Interno Bruto (PIB). No primeiro bimestre de 2003, os gastos com pessoal (R$ 16,9 bilhões, em valores correntes) representaram 0,72% do PIB, enquanto no mesmo período do ano passado o índice chegou a 0,77%.

As despesas correntes (luz, água, telefone, etc.) também aumentaram significativamente no primeiro bimestre deste ano. A União (Executivo, Legislativo e Judiciário) desembolsou R$ 65 bilhões em janeiro e fevereiro de 2008, enquanto nos primeiros dois meses de 2009 já foram gastos R$ 91,6 bilhões, um crescimento de 41%. Vale ressaltar, porém, que a quantia em 2008 constitui uma base baixa, pois o orçamento do ano só foi aprovado pelo Congresso Nacional em março, o que dificultou o pagamento das despesas nos primeiros dois meses, já que os gastos correntes, nesta situação, ficam contidos pelos duodécimos (média considerada em uma estimativa para 12 meses).

No entanto, em relação ao PIB, as despesas correntes nos primeiros dois meses do ano também cresceram quando comparadas com o mesmo período de 2003. Naquele primeiro bimestre, os gastos correntes representaram 2,01% do PIB e, em 2008, equivaleram a 2,25% da soma das riquezas produzidas no país.

Já os investimentos globais (execução de obras e compra de equipamentos) da União, dos quais as obras do PAC fazem parte, tiveram um crescimento mais tímido na comparação dos primeiros bimestres de 2008 e de 2009. Em janeiro e fevereiro de 2008, com orçamento ainda não aprovado, foi aplicado R$ 1,9 bilhão, quase tudo basicamente relativo aos chamados restos a pagar – compromissos orçamentários (empenhos) realizados em anos anteriores, mas não pagos até o final dos exercícios. O montante é 16% menor do que este ano (R$ 2,2 bilhões). Em 2009, mesmo com o orçamento já aprovado, 92% dos investimentos realizados são pagamentos de dívidas de anos anteriores. Dos R$ 2,2 bilhões, cerca de 41%, ou seja, R$ 925,7 milhões, foram para projetos do PAC.

Vale lembrar, porém, que os investimentos durante a gestão do presidente Lula aumentam, ano a ano, a sua participação no bolo do PIB. Em 2003, o governo investiu, durante os 12 meses do ano, cerca de 0,31% do Produto Interno Bruto. Dali em diante, a porcentagem só aumentou. No ano passado, os investimentos representaram 0,90% do PIB brasileiro.
fonte: contas abertas

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