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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Dilma falará da herança maldita de Lula?

Dilma Roussef enfrentará um governo muito difícil para os próximos quatro anos, manter o crescimento dos últimos dois anos com uma dívida impagável deixada por seu padrinho e criador será uma tarefa espinhosa.
Mantega que continuará no cargo já disse que terá que arrumar R$ 20 bilhões só para o próximo ano e que as despesas correntes deverão ser mais controladas.
Disse também que não é a favor do aumento de salários para os funcionários públicos, " Eles já ganham muito bem" declarou ontem em entrevista à Globo News.
Claro que Dilma terá um trabalhão para resolver isso, não cumprir uma promessa de Lula para os funcionários públicos.
Outra coisa, e muito pior: A Infraestrutura do Brasil
O Brasil não tem mais nenhuma infraestrutura para buscar as metas de crescimento que Dilma prometeu em campanha. Os aeroportos brasileiros foram considerados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) como inadequadas e com um dos custos (tarifas) mais altos do mundo, isso significa blecaute em um futuro muito próximo.
O governo terá que investir só em melhoria de aeroportos para a Copa algo em torno de R$ 5.15 bilhões (anotem, será gasto o triplo...), e a Infraero faz as contas e vai de pires na mão ao BNDES buscar dinheiro.
O Governo de Lula simplesmente esqueceu dos aeroportos, colocou a classe C e D com possibilidade de viajar de avião, as passagens ficaram baratas mesmo, mas não lembraram, ou por pura incompetência esqueceram de fazer a simulação de aumento de fluxo nos aeroportos que já estão acima da capacidade de absorção de passageiros. Caos.
As estradas brasileiras, fora algumas exceções no estado de Sâo Paulo, estão em condições deploráveis, simplesmente não existe planejamento para reformar, modernizar e ampliar a malha rodoviária, o pior de tudo isso: Não tem dinheiro.
Os Portos brasileiros são considerados os mais caros do mundo e os menos eficientes em produtividade, outra vez mostra a pouca preocupação do governo de Lula em investir em infraestrutura.
Dilma pagará o pato, ela será a pata-alvo pelo caos já anunciado, e claramente, obviamente e com absoluta certeza não culpará Lula, provavelmente culpará FHC.

sábado, 13 de março de 2010

programa Minha casa Minha vida: 0,6% entregue do prometido por Lula.


Dados encaminhados pela Caixa Econômica Federal (CEF) ao Tribunal de Contas da União (TCU) mostram que quase 262 mil moradias foram financiadas no âmbito do programa “Minha Casa, Minha Vida”, até dezembro de 2009. De acordo com os valores informados pelo banco, os investimentos no programa já envolveram aproximadamente R$ 13 bilhões, o que representa 38% dos R$ 34 bilhões previstos até 2011. Para o TCU, no entanto, é oportuno acompanhar, além dos valores, o ritmo de conclusão das moradias, já que, até dezembro, somente 1.221 unidades habitacionais haviam sido concluídas. O número representa 0,6% da meta dos empreendimentos contratados até então. Um milhão de casas foram prometidas pelo programa, que completa um ano de existência neste mês.
A Caixa encaminhou informações detalhadas dos empreendimentos do “Minha Casa, Minha Vida” por município, unidade da federação e região geográfica, com os respectivos valores aplicados, fonte de recurso e número de moradias contratadas e concluídas por faixa de renda beneficiada, com a posição até dezembro de 2009. Do total de moradias contratadas ou financiadas pelo banco, conforme o segundo relatório de inspeção do TCU, 61% concentra-se na faixa de renda mais carente da população.

A partir dessas informações, o tribunal realizou comparações entre as metas estipuladas pelo governo federal e seu estágio de cumprimento até o final de 2009. Para facilitar a compreensão do assunto, o tribunal dividiu a análise da execução física e financeira do programa em dois tópicos, um referente aos empreendimentos contratados com pessoas jurídicas, e outro relativo às contratações efetivas com pessoas físicas.

Dos 262 mil empreendimentos, 78% foram contratadas por intermédio de pessoas jurídicas, quando os imóveis são de propriedade exclusiva do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e integram seu patrimônio até que sejam alienados às famílias. Depois de concluídos, os imóveis são adquiridos por venda direta com parcelamento. A apuração do tribunal mostra que 141,3 mil unidades habitacionais foram contratadas para atender famílias com faixa de renda de até três salários mínimos. Essas operações, financiadas com recursos FAR, envolveram o montante acumulado de R$ 5,9 bilhões até dezembro.

Além disso, para a faixa de renda de três a seis salários mínimos, houve a contratação de 46,2 mil moradias, também via pessoa jurídica. Já em relação à faixa de renda de seis a dez salários, as planilhas encaminhadas pela Caixa indicam que teriam sido contratadas 16,3 mil unidades habitacionais no país. Em valores, as operações para essas duas faixas de renda alcançaram o montante financiado de aproximadamente R$ 4,4 bilhões, divididos entre recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e da poupança (SBPE).

Segundo o relatório do tribunal, outras 57,8 mil unidades habitacionais foram contratadas diretamente com pessoas físicas, por meio de financiamentos que envolvem somente recursos do FGTS e do Orçamento Geral da União (OGU). As regiões Sul e Sudeste lideram em número de contratos assinados, com 72% do total. Das operações de financiamento às pessoas físicas beneficiárias do programa, aproximadamente R$ 1,6 bilhão foi financiado pela Caixa mediante a concessão de cartas de crédito para a aquisição de moradias, e outro R$ 1,1 bilhão representou o valor subsidiado pelo FGTS e pelo OGU.

Cerca de 82% das contratações diretas com pessoas físicas foram efetuadas visando à aquisição de imóveis novos (44%) e à construção individual pelas famílias beneficiadas (38%). O restante ficou dividido entre o apoio a produção de moradias, por meio do financiamento do empreendimento pela Caixa, a alocação de recursos, em que a Caixa compromete-se com o financiamento da pessoa física após a conclusão do imóvel, e a aquisição de imóveis na planta pelas pessoas físicas.

Fonte: Contas Abertas

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O elefante pesado, lerdo e caro.


Em sete anos de governo Lula, a folha de pagamentos com servidores passou de R$ 53,5 bilhões para R$ 79,8 bilhões; um crescimento de R$ 26,2 bilhões, ou 49% já descontada a inflação acumulada no período. O valor inclui os gastos com pessoal e encargos sociais dos órgãos federais da administração direta, autarquias, fundações e empresas estatais dependentes e compreende o primeiro semestre de 2002 – último ano de governo FHC – e igual período deste ano. Por ano, o acréscimo foi de 5,9%. A cifra também corresponde a um salto de 4,75% da folha de pagamentos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) em 2002 (janeiro-junho) para 5,52% no primeiro semestre deste ano; um incremento de 0,77 pontos do PIB.

Os dados fazem parte de um estudo elaborado pelo economista José Roberto Afonso, assessor técnico da Comissão de Acompanhamento da Crise Financeira no Senado, e foi encomendado pelo relator da Comissão, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), para avaliar o impacto dessas despesas na política fiscal do país. O economista Kleber Pacheco de Castro também contribuiu na elaboração do estudo que teve como base o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) da União, que expõe as despesas e encargos sociais. A pesquisa também utilizou dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).

O aumento na analogia com o PIB foi praticamente construído em 2009, ano responsável por cerca de 98% do indicador de crescimento desde 2002. A maior fatia do bolo de reajuste ficou a cargo dos servidores civis, que concentraram 96,5% do total de aumento da folha. Os militares, por outro lado, ficaram com 3,5%. A despesa com ativos é a principal explicação para o crescimento; representando pouco mais de dois terços do aumento total da despesa com pessoal. No início de 2002, os ativos já respondiam por mais da metade (51%) das despesas com pessoal, percentual que chegou a 54% no início deste ano.

O pessoal civil da administração direta representa a maior parte das despesas com ativos. Mais de 54% das despesas, no primeiro semestre deste ano, foram destinadas ao pagamento de civis da administração direta do governo; um crescimento de 107% se comparado aos 41% registrados em 2002. Pouco mais de 27% do total gasto com pessoal civil fixo é referente a cargos comissionados, o que reflete a existência de muitos cargos deste tipo ou melhores remunerações a servidores comissionados.

Houve ainda um crescimento de 70% na folha de pagamentos do pessoal civil, ao mesmo tempo o pessoal militar, na mesma comparação, teve um aumento de 5,5% e os inativos de 30%. As estatísticas apontam que a criação de cargos, a contratação de pessoal e, sobretudo, os reajustes aos servidores tiveram forte impacto na despesa da União.

Para o economista José Roberto Afonso, os números da folha de pagamento estão muito acima do ritmo de crescimento da economia brasileira, que “é perigoso do ponto de vista da boa gestão fiscal”. A trajetória de gastos com pessoal, para ele, também “indica uma pressão futura ainda maior neste item de despesa”. O economista constatou ainda que, apesar das afirmações de que era necessário aumentar o volume de despesas para combater a crise econômica, construindo uma política anticíclica, as despesas com investimentos têm sido “pífias”, pois, o foco do aumento dos gastos continua sendo, majoritariamente, o pessoal.

O consultor econômico Raul Velloso, especialista em finanças públicas, considera prejudicial o aumento dos gastos correntes, onde estão incluídos os gastos com pessoal. “Vemos a lógica da categoria mais forte. Primeiro, na seqüência, começa pelo Judiciário, a Policia Federal, a Receita Federal, e daí segue para as categorias mais fracas”, analisa. “Quando você olha do ponto de vista setorial, você não vê um crescimento nos reajustes dos setores que parecem ser os mais prioritários. Depende muito de onde este setor está, politicamente, localizado. Ou seja, a lógica é a da força política, que, a propósito, não é uma boa lógica para o país”, constata.

Para Raul Veloso, o problema da evolução do gasto com pessoal é que você não pode abrir mão dele. “Na hora em que o país sair da crise, vai ser difícil tirar esses aumentos que estão ocorrendo”, conclui.
Fonte: Contas abertas

quinta-feira, 19 de março de 2009

Nessa crise um índice cresceu: O de cheques devolvidos.


Ninguém gosta de ter o cheque devolvido, com raras exceções, a maioria dos cidadãos não faz isso porquê quer, muitas vezes tem que decidir entre o supermercado ou um sapato necessário ao dia-a-dia, a relutância na hora de assinar o cheque que esteja sem fundos é vencida pela necessidade da hora, daquele momento. Não há opção.
O Governo Lula revê o crescimento, antes batia forte na promessa, independente do movimento global de desaceleração crítica e sem retorno, de 4% de crescimento do PIB, Lula disse, Mântega repetia no mesmo tom, Paulo Bernanrdo, é, aquele Ministro do Planejamento também concordava.
Agora, com a queda anunciada da arrecadação e a revisão dos gastos em R$ 20 bi, a revisão do crescimento ficou em 2% (já já cairá mais, este Blog já está antecipando...como se isso fosse sinal de conhecimento de economia...).
Mas voltando ao assunto de cheques sem fundos, nos primeiros dois meses de 2009 o crescimento foi de quase 20% comparado aos últimos meses de 2008.
Esse é o reflexo da falta de emprego, da falta de crédito no mercado, da falta de preparo do Governo Lula, que em tempos de abundância econômica dos últimos anos foi medíocre no crescimento se comparado à média global e agora mostra a ineficiência em se ter sinergia com o banco Central, empresas e sindicatos.
A crise deve mesmo ser menos sentida aqui, diz Mântega, o imbecil.
Pergunte quanto a crise é forte ao trabalhador desempregado que faz parte do grupo de emissores de cheque sem fundo se a crise é menor aqui do que lá fora.
Comecei a ficar repetitivo, nào consigo encontrar uma linha positiva dessa administraçào mentirosa e oportunista de Lula, acho que estou envelhecendo mesmo.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Jarbas Vasconcelos disse o que todo mundo já sabia.


Jarbas Vasconcelos deu uma entrevista que deixou todo mundo tão em pânico que Planalto, PMDB, Senado e Camara não querem comentar para não piorar a situação.
Mas o que tem de novo no que Jarbas Vasconcelos disse? NADA.
Vamos aos principais pontos e analisem comigo, opinem por favor, pois os internautas que discutem esse Blog sempre colocam pontos de vista maravilhosos, vamos aos pontos do Senador:
Para que o PMDB quer cargos? Para fazer negócios, ganhar comissões. Alguns ainda buscam o prestígio político. Mas a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção"
O PMDB é o partido mais podre, fisiologista e sem ideologia alguma, apenas na busca de dinheiro de corrupção e negociata, nada de novo, todos nós sabemos disso.

O PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte.
Mais uma vez: NADA de novo, o PMDB é oportunista, pende para o lado vencedor, se prostitui facilmente e descaradamente.

"É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos."
Repito: NADA de novo.

"A eleição de Sarney foi um processo tortuoso e constrangedor. Havia um candidato, Tião Viana, que, embora petista, estava comprometido em recuperar a imagem do Senado." \
Sarney, como já coloquei várias vezes aqui é o que existe de mais triste no capítulo de nossa política, transita facilmente em todos partidos, o que é mais triste ainda, se traveste de erudito e tem nas mãos um dos Estados mais atrasados e desgraçados do Brasil em razão de sua dominação, seu feudo.

O Bolsa Família:
É o maior programa oficial de compra de votos do mundo. Há um benefício imediato e uma consequência futura nefasta, pois o programa não tem compromisso com a educação, com a qualificação, com a formação de quadros para o trabalho.

O que não sabemos disso, eu e vc? Sabemos que Lula hipnotiza a base da pirâmide social e econômica com essa maldade de Bolsa-Família. Crie um leopardo desde filhote em sua casa, dê comida, leitinho e depois solte ele na floresta, não durará uma noite.
É isso que ele faz com o nosso povo: Não se preocupem, eu dou comida a vocês...

Renan Calheiros
Ele não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido. Renan é o maior beneficiário desse quadro político de mediocridade em que os escândalos não incomodam mais e acabam se incorporando à paisagem.

É triste ver um ser humano como o Renan Calheiros voltar ao Senado, é um político que mergulhou no que há de mais sujo moralmente, de novo, NADA de novo.

Lula I
Lula não tinha nenhum compromisso com reformas ou com ética. Também não fez reforma tributária, não completou a reforma da Previdência nem a reforma trabalhista. Então eu acho que já foram seis anos perdidos. O mundo passou por uma fase áurea, de bonança, de desenvolvimento, e Lula não conseguiu tirar proveito disso.


Lula II
O país não tem infraestrutura, as estradas são ruins, os aeroportos acanhados, os portos estão estrangulados, o setor elétrico vem se arrastando. A política externa do governo é outra piada de mau gosto. Um governo que deixou a ética de lado, que não fez as reformas nem fez nada pela infraestrutura agora tem como bandeira o PAC, que é um amontoado de projetos velhos reunidos em um pacote eleitoreiro. É um governo medíocre. E o mais grave é que essa mediocridade contamina vários setores do país. Não é à toa que o Senado e a Câmara estão piores. Lula não é o único responsável, mas é óbvio que a mediocridade do governo dele leva a isso.


Sobre a popularidade de Lula
O marketing e o assistencialismo de Lula conseguem mexer com o país inteiro. Imagine isso no Nordeste, que é a região mais pobre. Imagine em Pernambuco, que é a terra dele. Ele fez essa opção clara pelo assistencialismo para milhões de famílias, o que é uma chave para a popularidade em um país pobre. O Bolsa Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo.


A Banalização dos escândalos do Governo Lula
Mas é fato que o comportamento do governo Lula contribui para essa banalização. Ele só afasta as pessoas depois de condenadas, todo mundo é inocente até prova em contrário. Está aí o Obama dando o exemplo do que deve ser feito. Aqui, esperava-se que um operário ajudasse a mudar a política, com seu partido que era o guardião da ética. O PT denunciava todos os desvios, prometia ser diferente ao chegar ao poder. Quando deixou cair a máscara, abriu a porta para a corrupção. O pensamento típico do servidor desonesto é: "Se o PT, que é o PT, mete a mão, por que eu não vou roubar?". Sofri isso na pele quando governava Pernambuco.


Enfim:
Vários gritos ecoam na Blogosfera, nos editoriais de jornais líderes, nos debates sérios sobre o que o senador disse, mas nisso não há nada de novo, de novo.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Lula e Sarney - Incrível


Essa imagem é emblemática. Sarney e Lula, sempre se cruzaram na biografia um do outro, não de maneira tão positiva, um de cada lado. Agora amigos, amigos por ocasião e interesses próprios, aquelas amizades que não dão certo.
Tenho absoluta certeza de quantas vezes o Sarney não chamou o Lula de pobre metido a lider de metalúrgico e Lula não disse que Sarney era o que existia de pior do coronelismo e da ARENA.
Incrível.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Lula. A arte de se calar.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pretende fazer comentário oficial sobre a decisão da Itália de convocar para consultas seu embaixador em Brasília.
O governo avalia que o caso Battisti saiu das mãos do Executivo e está agora com a Justiça. Além disso, não há a intenção de reconsiderar a decisão.
A Itália chamou seu embaixador nesta terça-feira (27) em um gesto de agravamento da crise bilateral por causa do refúgio concedido ao ex-comunista Cesare Battisti. A medida surgiu em resposta ao parecer da Procuradoria Geral da República, que recomendou ao STF (Supremo Tribunal Federal) a extinção do processo de extradição do acusado.
Condenado na Itália por quatro homicídios, Battisti conseguiu o status de refugiado político no Brasil por decisão do ministro Tarso Genro (Justiça).
Ontem, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, telefonou para o chanceler Celso Amorim e voltou a defender a extradição do ex-ativista afirmando que espera uma reviravolta final do caso. Durante o telefonema, o chanceler afirmou que tem "forte expectativa" de que "exista uma última instância institucional brasileira que possa tomar a decisão esperada, ou seja, a extradição".

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Mais um fórum social aqui. Aposto com cada um de vocês que não servirá para nada


da Folha Online, em Brasília
O governo federal investiu R$ 77.591,887 para uma série de melhorias no Estado do Pará, governado pela petista Ana Júlia Carepa, em decorrência da realização do Fórum Social Mundial - que ocorrerá entre os dias 27 a 1º de fevereiro. Mas o ministro Luiz Dulci (Secretaria Geral) negou que Ana Júlia tenha sido privilegiada no repasse de recursos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador) e Fernando Lugo (Paraguai) comparecerão ao fórum. Lula vai debater os mecanismos adotados pela América Latina para conter os impactos da crise financeira internacional.
Lula discutirá a crise financeira sem a presença de ministros da área econômica, como Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento) e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. No entanto, outros 13 ministros estarão presentes para discutir questões relativas a direitos sociais, humanos e ambientais.
Dulci afirmou que o fórum de Belém é o oitavo evento desta ordem realizado desde 2001O fórum foi criado como um contraponto ao Fórum de Davos --quando são debatidos os temas de economia internacional. O objetivo do evento social é discutir assuntos, que na avaliação dos organizadores, são esquecidos no fórum de Davos.
O ministro disse que o presidente Lula participou de todos os eventos realizados no país porque uma "afinidade natural" entre os temas debatidos no fórum e o que é defendido pelo governo federal. "O governo federal tem grande afinidade e interesse pela imensa maioria dos temas discutidos no fórum", afirmou Dulci.
Opinião
Estou cansado, desgastado e com a paciência zerada quando o assunto são esses fóruns politiqueiros, garanto a vocês que não servem para nada, apenas acordos bilaterais ou de bloco que são mera decorrência do que já vem sendo discutido pelos países e que poderiam (de fato) serem assinados por representantes dos governos via diplomática.
Mas não, Lula gosta, ama, se diverte em reunir-se com o eterno presidente da Venezuela e com o saco de pancada da Bolívia para discutir sei lá o quê. São reuniões que discutem absolutamente nada, que não criam nenhum fato relevante com exceção do compromisso de um novo fórum, em Cochabamba ou Sucre ou Yacuiba ou Montero ou Riberalta (na Bolívia) ou então em Araure, Cambimas, Carora, Petare, Táriba ou Yaritágua (na Venezuela). É, teremos um monte de opções e trabalhos diplomáticos pela frente para definir qual cidade do trio de ferro será eleita para o produtivo próximo fórum...R$ 77 milhões...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O Governo Lula e a festa de cargos




Levantamento apresentado pelo jornal O Globo no último domingo revela a tramitação na Câmara dos Deputados de 51 projetos que tentam criar mais 37 mil cargos na administração pública. Se todos forem aprovados, o impacto financeiro para os cofres públicos será de R$ 1,3 bilhão ao ano. Do total de projetos, 28 pretendem criar 17 mil cargos no Executivo e outros 21 destinam-se a 20 mil vagas no Judiciário. Ainda que muitos deles resultem de demandas antigas, é chocante constatar que em meio a uma crise econômica sem precedentes a máquina pública continue sendo inflada irresponsavelmente.

Só em 2008, foram criados 85 mil novos cargos no Executivo e quase 20 mil no Judiciário. Sob pretexto de que o serviço público precisa ser qualificado, o governo vem facilitando este inchaço incompatível com o clamor da sociedade por contenção de gastos. Na visão do deputado oposicionista José Carlos Aleluia (DEM-BA), as vagas já aprovadas deveriam ser congeladas por conta da crise econômica. Ele acredita que cada emprego criado no serviço público destrói meia dúzia de outros na iniciativa privada.

Pode até ser exagero de adversário político do atual governo, mas a verdade é que os cidadãos brasileiros já não suportam mais pagar tributos elevados apenas para sustentar a máquina burocrática. Nos últimos 20 anos, a carga de impostos que o Estado cobra dos brasileiros subiu do equivalente a 22% para 36% do PIB. Em contrapartida, a cada ano os administradores têm mais dificuldades para destinar provisões orçamentárias a investimentos em obras e serviços, porque os recursos mal chegam para custear onerosas folhas de pagamento de servidores ativos e inativos. Para 2009, por exemplo, o projeto de orçamento apresentado pelo governo prevê uma elevação de 16,5% nos gastos com os servidores federais.

Como o crescimento da arrecadação deve ser afetado pela crise econômica, é impositivo que o governo reveja também a estimativa de gastos com a criação de cargos e com reajustes do funcionalismo. Se a iniciativa privada já está cortando a própria carne para enfrentar a conjuntura desfavorável, também o setor público precisa se adaptar aos novos tempos. A farra de criação e distribuição de cargos tem que ser contida. Há outras formas de qualificar o serviço público - tais como a instituição de programas de gestão baseados na produtividade e na meritocracia.


Os contribuintes brasileiros não suportam mais sustentar com seus tributos o círculo vicioso do serviço público, que inclui má qualidade, aposentadorias precoces, corporativismo cego e reposição permanente de servidores a um custo cada vez mais elevado. Este processo, sustentado por interesses políticos fáceis de identificar, compromete a parte saudável da máquina burocrática, composta por servidores que efetivamente cumprem suas obrigações e que merecem reconhecimento compatível com a importância de suas atribuições.

É triste e nos sentimos incrivelmente impotentes em tal situação, o Governo Lula, sob o guarda-chuva da arrecadaçào recorde (mais de R$ 1 trilhão) gasta em cargos de confiança e em novos servidores públicos, triste mas é fato.
fonte:Zero Hora-RS

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