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quinta-feira, 25 de março de 2010

US$ 13 milhões ¨achados¨na conta do filho de Sarney na Suiça.

O governo da Suíça encontrou e bloqueou conta de US$ 13 milhões controlada por Fernando Sarney, filho mais velho de José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado, informa reportagem de Leonardo Souza e Andreza Matais publicada nesta quinta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL),

Os depósitos foram rastreados a pedido da Justiça brasileira. Segundo a Folha apurou, o dinheiro não está declarado à Receita. O bloqueio ocorreu quando Fernando tentava enviar recursos da Suíça para Liechtenstein, paraíso fiscal.

A medida é administrativa; se comprovado que o dinheiro tem origem ilícita, o bloqueio passará a ter caráter criminal, e os recursos poderão ser repatriados.

Fernando Sarney disse que soube do assunto pela Folha e afirmou que não falaria do que não conhece. Procurada, sua defesa não ligou de volta. Segundo o senador Sarney, "Fernando é maior de idade e tem advogado constituído".
fonte:Folha de S.Paulo

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A Pulverização do Governo

Belo texto de Eliane Cantanhêde

São movimentos articulados: enquanto a bancada do PT no Senado entra por uma porta no palácio de Lula para salvar Sarney, a senadora Marina Silva sai do partido pela outra porta para defender suas bandeiras, ou seus princípios.
Enquanto a bancada se divide, Marina vai somando. Com gente como Gabeira, Cristovam e Gil, com o PV e o desenvolvimento sustentável, os setores desconfortáveis do PT, a estridência dissidente do PSOL, o legítimo direito de Ciro Gomes de concorrer.
O resultado é um cerco a Dilma Rousseff, num momento decisivo: o Datafolha acaba de mostrar que ela interrompeu o seu crescimento em 16%. Não é um índice ruim, mas é um teto baixo e prematuro.
Ao despontar, Marina bloqueia o caminho de Dilma, que precisa avançar e aproximar seu potencial dos 70% de Lula para mostrar vitalidade ao PMDB e à cúpula, às bases e à militância petista. Ontem, o senador Flávio Arns disse que estava "com vergonha" do partido e do voto antiético no Conselho de Ética. Quantos não estarão?
Dilma parece estar no seu inferno astral. Além da radioterapia, ela enfrenta a entrada em cena de Marina, o empate com Ciro nas pesquisas, o envolvimento desgastante de Lula e do PT com a defesa de Sarney e, enfim, a cristalização da imagem de mentirosa (diploma, dossiê contra FHC, embate com Lina Vieira, versões divergentes de sua ação no caso Varig).
Do outro lado, José Serra despista os holofotes, come buchada em paz no Nordeste e vai mantendo sólido favoritismo, com leves oscilações. Dilma já está apanhando, mas ele parece ainda preservado. Há dúvidas, porém. Uma delas é se Marina tira voto só de Dilma ou se divide com Serra o voto anti-Lula e anti-PT. Outra é se esse cenário de pulverização governista anima o embate ou produz a unidade no PSDB. Falta saber o que anda fazendo, e caraminholando, o governador de Minas, Aécio Neves.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O "corpo fora"de Lula para Sarney é mentirinha...


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu ontem desautorizar a versão de que estaria "desembarcando" da canoa de José Sarney (PMDB-AP). De público, elogiou o Congresso. Nos bastidores, reforçou ações para manter o peemedebista na Presidência do Senado.
Na avaliação de Lula, a queda de Sarney, por licença ou renúncia, criaria um problema maior do que ele tem hoje. Haveria risco de ruptura da aliança entre PT e PMDB, sustentáculo do governo para enfrentar a CPI da Petrobras no Senado e embrião da eventual candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Atualmente, Lula lida com uma crise política na sua base de apoio numa Casa do Congresso na qual sempre passou sufoco. A licença ou renúncia de Sarney gerariam, pensa o presidente, um ambiente imprevisível a um ano e meio do final de seu governo e na véspera de um ano eleitoral.
Um auxiliar de Lula disse que Sarney tem demonstrado disposição de resistir. "Não vou sair pelas portas do fundo", afirmou o peemedebista em conversas reservadas.
Nas palavras desse auxiliar, Sarney, como escritor, não deseja que os capítulos finais de sua vida pública sejam marcados por uma renúncia sob suspeita de irregularidades.
Depois de se reunir com Lula, o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) disse que o governo segue apoiando Sarney, que, segundo ele, não renunciará ao cargo.
À noite, Múcio jantaria com líderes petistas e peemedebistas para reforçar o apoio a Sarney. O objetivo é reforçar laços entre PT e PMDB, sempre sob o discurso de que se trata de um enfrentamento com a oposição, para manter Sarney no cargo, atuar unidos na CPI da Petrobras e costurar um acordo para apoiar Dilma na sucessão presidencial de 2010.
Ao sancionar a Lei da Adoção, logo após ouvir de Múcio um relato sobre a crise no Senado, Lula disse que o Congresso faz mais coisas boas que ruins: "Se a gente for colocar em uma balança as coisas boas e as coisas más que foram acontecendo no Congresso, as coisas boas são infinitamente superiores. Mas, muitas vezes, as coisas boas não têm o destaque que a gente gostaria que tivesse".
Na semana passada, Lula tentou se dissociar da crise: "Não é problema meu. Não votei no Sarney para ser presidente do Senado nem votei para ele ser senador no Maranhão". Ontem, porém, em reunião com ministros pela manhã, Lula disse que o governo deve continuar apoiando Sarney.
Lula foi informado pela cúpula do PT que estava em andamento uma estratégia para evitar que os senadores petistas continuassem a pressionar pela saída do peemedebista. A operação é comandada pelo ex-ministro José Dirceu e pelo presidente do PT, Ricardo Berzoini.
Informado da manutenção do apoio de Lula, o presidente do Senado mandou recados ao petista: não renunciaria e iria para a guerra contra dissidentes do PMDB e oposicionistas.
Fonte: Reportagem de SIMONE IGLESIAS, KENNEDY ALENCAR e VALDO CRUZ

domingo, 2 de agosto de 2009

O amigo de Sarney, desembargador Dácio Vieira, dá um cala boca no jornal OESP. Ditatorialmente falando...


O desembargador do TJ (Tribunal de Justiça) do Distrito Federal Dácio Vieira proibiu ontem, em decisão liminar, o jornal "O Estado de S. Paulo" de publicar qualquer informação relativa à Operação Boi Barrica, ação da Polícia Federal que investiga, entre outros, Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

A investigação da PF corre sob segredo de Justiça. Se não respeitar a decisão --que não foi divulgada por também ser sigilosa--, o jornal será punido com multa de R$ 150 mil por cada reportagem publicada. O desembargador atendeu pedido de Fernando Sarney, que é dono de um grupo de comunicação no Maranhão.
Fonte: OESP online

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sarney começa a cair, Lula já tirou o corpo fora.


Dizem que os gatos são animais extremamente sensíveis, quando sentem a morte do seu dono deixam a casa. Lula acaba de tirar o corpo fora e para a opiniào pública diz que nào é problema dele o que acontece com o Senado, leia-se Sarney, que nào votou em Sarney nem para a presidência do Senado nem para o senado.
Sabemos que a luta de lula por manter Sarney é intensa e dolorosa, conta com a maldita tropa de choque uniformizada em Renan Calheiros, Collor de Mello e Mercadante, sem Sarney o governo perderá muito, perderá coordenaçào política e também o peso da mão de ferro sobre as lideranças.
Em ano de clara corrida ao pleito eleitoral, Lula está com medo da retomada de forças de DEM e PSDB, tem pânico de não ter a família Sarney(mais o PMDB) com força política para limpar a estrada para Dilma.
Publicamente Lula desconversa, como é dele, quer ficar bonito com o povão, sabe que Sarney está sendo massacrado e não quer colar demais a sua imagem à de um peixe frito (ou Lula frita...)
Este fim de semana será muito agitado em Brasília, Maranhão e São Paulo, correria de todos os lados para tentar convencer o combalido Sarney a não pedir "demissão"do cargo de faz-tudo-pelo-Lula-nos-bastidores. Vai ser difícil.

domingo, 26 de julho de 2009

Sarney. O generoso, o bom pai, bom avô e bom patrão.



As mais recentes denúncias sobre as estripulias do senador José Sarney estão longe de ser as últimas e apontam na mesma direção de todas as anteriores: a privatização de recursos e espaços públicos em benefício próprio. Ou de sua família. E o desprezo às leis do país.

Senão vejamos: Distraído, Sarney não reparou que recebia mensalmente R$ 3,8 mil de auxílio-moradia, mesmo tendo mansão em Brasília e tendo à disposição a residência oficial de presidente do Senado.Culpa da burocracia do Senado.

Distraidíssimo, Sarney esqueceu de declarar sua mansão de R$ 4 milhões à Justiça Eleitoral.Culpa do contador.

Precavido, requisitou seguranças do Senado para proteger sua casa em São Luís - embora seja senador pelo Amapá.

Milionário (embora o Maranhão continue paupérrimo), não empregou duas sobrinhas e seu neto em suas inúmeras empresas. Preferiu que se empregassem no Senado.

Milionário generoso, não quis deixar a viúva de seu motorista ao relento. Empregou-a para servir cafezinho no Senado, em meio expediente, com salário de R$ 2,3 mil. Ah, e alojou-a em apartamento na quadra dos senadores.

Generoso, não impediu que seu outro neto fizesse negócios milionários com crédito consignado no Senado.

Ainda generoso, entendeu que um agregado da família deveria ser também empregado como motorista do Senado - salário atual de R$ 12 mil - mas trabalhando como mordomo na casa da madrinha, sua filha e então senadora Roseana Sarney.

Aliás, Roseana considerou normal convidar um grupo de amigos fiéis para um fim de semana em Brasília - com passagens pagas pelo Congresso.
Seu filho, Fernando Sarney, o administrador das empresas, que sequer é parlamentar, considerou normal ter passagens aéreas de seus empregados pagas com passagens da quota da Câmara dos Deputados.

Patriarca maranhense, ocupou as dependências do Convento das Mercês, jóia do patrimônio histórico, e ali instalou seu mausoléu. O Ministério Público já pediu a devolução, mas está complicado.Não é um fofo?

Um dos mais recentes escândalos cerca justamente a Fundação José Sarney, que se apoderou das instalações do Convento das Mercês. Consta que R$1.300 mil captados através da Lei Rouanet junto à Petrobrás, para trabalhos culturais na Fundação José Sarney foram... desviados.

Não há prestação de contas, há empresas-fantasmas, notas fiscais esquisitas.
Enfim, marotice, para dizer o mínimo. Mas Sarney alega que só é presidente de honra da Fundação.Culpa dos administradores.

E o escândalo mais recente (na divulgação, não na operação): Sarney seria proprietário de contas bancárias no exterior não declaradas à Receita Federal. Coisa do amigão Edemar Cid Ferreira, amigão também da governadora Roseana Sarney a quem, dizem, costumava emprestar um cartão de crédito internacional. Coisa de gente fina.

Em suma, acompanhando as peripécias de José Sarney podemos revelar as entranhas do coronelismo, do fisiologismo, do clientelismo. Do arcaísmo.

Tudo isto demora a morrer. Estrebucha, solta fogo pela venta. Mas um dia desaparece.Tal como os dinossauros
Texto: Lúcia Hippólito

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O Feudo da família Sarney.


- Para nascer, Maternidade Marly Sarney;

- Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou Roseana Sarney;

- Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney;

- Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior niversidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney;

- Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário, do tal José Sarney;

- Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);

- Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas ‘maravilhosas’ rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.

Não gostou de nada disso? Quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney.

Seria cômico se não fosse tão triste. E mais: o Maranhão é o estado com o maior índice de mortalidade infantil.
Fonte: Movimento Fora Sarney

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Aliado de Sarney e Renan preside Conselho de Ética.


Por dez votos favoráveis, quatro em branco e uma abstenção, o Conselho de Ética do Senado elegeu nesta quarta-feira (15) o senador Paulo Duque (PMDB-RJ) para a presidência do colegiado. Antes da eleição, ele participou de uma reunião com o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e com o senador Gim Argello (PTB-DF).

Emocionado, Duque, que é suplente de senador, admitiu ter “admiração por todos os senadores, sem exceção”. “Essa é a primeira confissão que eu quero fazer”, destacou o parlamentar. Embora tenha chegado ao cargo patrocinado pelo grupo do presidente do Senado, José Sarney, aos jornalistas, o peemedebista afirmou que não é “soldado” de ninguém.

Já a oposição destaca a ligação de Duque com a base aliada do governo. “É uma escolha dos governistas”, afirmou o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN).

O parlamentar potiguar também ressaltou a forma “estranha” com que o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) saiu do Conselho de Ética. O senador sergipano estava cotado para assumir a presidência do Conselho e renunciou ao cargo hoje. (leia mais)

“Mais do que esquisito, é suspeito”, afirmou Agripino. Por sua vez, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) foi mais incisivo em relação à saída de Valadares. “Ele foi tratorado porque disse que iria cumprir o regimento”, afirmou Demóstenes.

Segundo o parlamentar goiano, Paulo Duque terá obrigação de abrir as investigações contra o atual presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Atualmente, há três denúncias e uma representação contra Sarney no Conselho de Ética. Todas relacionadas à edição de atos secretos na Casa. Além e Sarney, Renan Calheiros também foi acionado no Conselho de Ética por meio de uma representação do Psol.

O peemedebista fluminense marcou para o dia 5 de agosto a escolha do vice-presidente do conselho. Caso o Congresso não entre em recesso – uma vez que depende da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) – Paulo Duque terá cinco dias úteis para convocar a próxima reunião. A escolha do presidente do conselho era condição para que a oposição não obstruísse a votação da LDO.
Fonte: Congresso em foco

sábado, 11 de julho de 2009

Associação ligada a Sarney deve ao governo e mesmo assim recebe verbas


A Associação dos Amigos do Bom Menino das Mercês, fundada e controlada pela família Sarney, ainda se beneficia de patrocínio estatal e repasse de incentivos fiscais, revela reportagem de Marta Salomon, Alan Gripp e Hudson Corrêa, publicada hoje na Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL). A entidade está impedida de receber recursos do Orçamento da União desde janeiro.

Apesar de não ter prestado contas de convênio de R$ 150 mil com Ministério do Turismo, a associação recebeu na quarta-feira R$ 600 mil da Caixa para quitar as despesas de sete dias de festas juninas em São Luís. A associação recebeu pelo menos R$ 3 milhões de estatais, e há outros projetos em análise.

Os recursos foram liberados com base na Lei Rouanet, que dá incentivos fiscais a quem investe em projetos culturais.

De acordo com a reportagem, a associação recebeu pelo menos R$ 3 milhões de estatais, e há outros projetos em análise.
Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Fundação Sarney. Parceira de empresas fantasmas


A Fundação José Sarney - entidade privada instituída pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para manter um museu com o acervo do período em que foi presidente da República - desviou para empresas fantasmas e outras da família do próprio senador dinheiro da Petrobrás repassado em forma de patrocínio para um projeto cultural que nunca saiu do papel.

Do total de R$ 1,3 milhão repassado pela estatal, pelo menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís (MA) e até em uma conta paralela que nada tem a ver com o projeto. Uma parcela do dinheiro, R$ 30 mil, foi para a TV Mirante e duas emissoras de rádio, a Mirante AM e a Mirante FM, de propriedade da família Sarney, a título de veiculação de comerciais sobre o projeto fictício.
fonte: Congresso em foco

domingo, 5 de julho de 2009

R$ 160 milhões escondidos para os Senadores fazerem o querem, e o que acontecerá? Nada.


O Senado criou em 1997 três contas bancárias paralelas e deu ao então diretor-geral, Agaciel Maia, total liberdade para movimentá-las sem prestar esclarecimentos a ninguém. O saldo delas está hoje é de R$ 160 milhões.
As contas não estão na contabilidade oficial do Senado nem no Siafi (sistema de acompanhamento dos gastos públicos). A única fiscalização sobre a saída de dinheiro é de responsabilidade de uma comissão de 11 servidores. A atual composição desse colegiado foi toda indicada por Agaciel e, segundo a Folha apurou, nunca se reuniu para auditar os gastos.
Na prática, o conselho apenas referendava as decisões tomadas pelo diretor-geral.
O dinheiro das contas vem do desconto feito no salário de servidores da Casa para custear o plano de saúde. Mas só uma pequena parte desse valor é usada para essa finalidade porque o Senado custeia quase a totalidade das despesas médicas de seus funcionários -a Casa tem orçamento próprio para isso.
O saldo atual nessas contas representa mais de três vezes o gasto anual do Senado com despesas médicas, incluindo as dos senadores, de cerca de R$ 50 milhões.
As contas são constantemente movimentadas. Neste ano, ainda sob a gestão de Agaciel, foram autorizadas despesas de R$ 35 milhões. Até agora, já foram gastos R$ 6 milhões.
Até julho de 1997, o dinheiro dos servidores estava vinculado ao Fundo do Senado, que é acompanhado pelo Siafi. Contudo, naquele mês, a Mesa Diretora da Casa decidiu destinar esses recursos a três contas, duas na Caixa Econômica Federal e uma no Banco do Brasil.
Uma das contas na CEF é na agência da gráfica do Senado, reduto de Agaciel, onde ele foi diretor antes de assumir a Direção Geral da Casa. O Fundo de Reserva do Sistema Integrado de Saúde (SIS), como o dinheiro das contas paralelas é tecnicamente chamado, é administrado pelo vice-presidente do conselho de supervisão do SIS -que vem a ser o diretor-geral, até março Agaciel Maia.

Senadores
A comissão que decidiu separar as contas em 1997, retirando-as do radar do Siafi, era formada pelos ex-senadores Antonio Carlos Magalhães, Geraldo Melo, Ronaldo Cunha Lima, Lucídio Portella, Emília Fernandes e Marluce Pinto.
Segundo a Folha apurou, a utilização dessas contas já foi alvo de denúncias de desvio de dinheiro para a reforma de um gabinete da gráfica do Senado. O caso, porém, foi arquivado depois que servidores envolveram os nomes de dois senadores nas acusações.
No mês passado, foi noticiado que existiam duas contas paralelas da Secretaria de Informática do Senado (antigo Prodasen), com saldo de R$ 3,74 milhões. Diferentemente das contas da área da saúde, os recursos não eram movimentados havia anos e estavam incluídos no Siafi.
Agaciel perdeu o cargo no começo de março, após a Folha revelar que ele ocultou da Justiça uma casa avaliada em R$ 5 milhões. Ele ficou no comando administrativo do Senado por 14 anos. Foi nomeado em 1995 pelo então presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), eleito para a função neste ano.
No início da semana passada, o senador Tião Viana (PT-AC) afirmou que Agaciel fazia empréstimos a "fundo perdido" a diversos senadores.
O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), admitiu que tomou emprestado do ex-diretor-geral R$ 10 mil por meio de um assessor -o senador diz que devolveu o dinheiro.
Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Amigos palhaços. Olha a casinha que o Coronel Sarney "esqueceu" de declarar


Somos mesmo palhaços.

Animal Farm


Opinião
A grande maioria de vocês deve conhecer George Orwell, escritor, jornalista e ensaísta britânico que escreveu mais de cem livros e artigos.
Um dos livros que mais amo e olha que leio bastante é o Animal Farm (Revolução dos Bichos), de 1945.
Fala sobre uma fazenda na qual os bichos~se rebelam contra os seus donos e tomam a fazenda.
Todos animais eram contra o tratamento que recebiam dos humanos, e depois de uma tremenda batalha campal tomam a fazenda e passam a governá-la.
Começa com uma sociedade igualitária, todos os animais são iguais (era a única Lei) e combatiam rispidamente os humanos.
Os porcos começam a criar uma liderança política sobre todos os outros e começam a criar "mais Leis".
Para encurtar:
No fim os porcos que tanto criticavam e combatiam o antigo "regime" humano, ficam iguais, ou piores.
Este é o parágrafo final na qual Porcos e Humanos jogam cartas, fumam, bebem na sede da Fazenda:

"Doze vozes gritavam cheias de ódio e eram todas iguais. Não havia dúvida, agora, quanto ao que
sucedera à fisionomia dos porcos. Os outros animais, do lado de fora da casa, olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco".

O PT ficou assim, antes jovens com idéias e ideais cobertos por camisetas e jeans velhos, magros e barbados, hoje engravatados, obesos, alguns ainda barbados, colocados em estatais, postos no Governo e cargos de confiança com Armanis e Ricardo Almeida.
Quem é Lula e quem é Sarney, quem é Mercadante e quem é Renan Calheiros, quem é PT e quem é PMDB.
Quem é porco e quem é humano...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Fica Sarney!


Pensem comigo, a luta monstruosa e insana de Lula e do PT para a manutenção do caronel do Maranhão na presidência do Senado mostra o quanto existe de dependência das pretensões de Lula e Dilma para o Planalto em 2010. Na minha vida eu nunca ví um presidente lutar tanto para a manutenção de um político que está todo sujo nos fatos que aparecem todos os dias no Senado.
Sarney reuniu-se ontem com o PT e disse: "Ou me apoiam ou esqueçam 2010", claro que "os Cardeais" do PT se borraram e voltaram atrás apoiando Sarney.
Mas pensem bem: Isso é perfeito. Sarney na linha de fogo será atacado diariamente, novas denúncias aparecerão e isso fragilizará bastante o futuro da Dilma, esse será um peso grande, no qual a oposição deverá, se for inteligente, amarrar fortemente a imagem de Sarney à de Lula e de Dilma.
Fica Sarney.

terça-feira, 30 de junho de 2009

O que acontece no Senado? O que fazer?


Depois de um tempo "fora de combate" assolado por uma febre absurdamente alta (Não é a gripe suína...), volto para colocar aqui em discussão o que está acontecendo com o Senado.
Será que ninguém presta lá? Agora é o Arthur Virgílio envolvido em empréstimos para pagar contas em um hotel acho que em Paris, ele diz que já devolveu o dinheiro, mas a pergunta é: Com que direito ele pode receber um adiantamento ou antecipação de uma conta secreta? Isso, no mínimo, é amoral e ilegal.
As coisas que os Senadores vem fazendo não sabemos a quanto tempo são tão absurdas que este fato (Arthur Virgílio), passa em branco.
Sarney não tem moral para continuar à frente do Senado...ou tem? pois é tão triste esse episódio que acredito que o Senado está sim muito bem representado.
Collors, Calheiros, Virgílios, Sarneys..o que acontece.
Desculpem-me o que direi a seguir, podem bater entenderei, mas dá vontade que o Senado seja derrubado, fechado e seus titulares irem mesmo para a cadeia.
Falar que o Senado é uma das mais importantes instituições democráticas e termos esse bando de canalha nos representando esvazia qualquer argumento para que se mantenha como é.
O que fazer? Dizer para votar certo? Não dá, não temos no povo brasileiro a sapiência necessária, esperar a justiça? Não dá também, estão entulhados nos processos e também têm muito rabo preso com os partidos e seus padrinhos.
O que fazer?
É duro eu jogar essa pergunta e não poder ter uma resposta, é que as respostas que me vêem à cabeça podem assustar muita gente, então peço a ajuda aos que me acompanham no dia-a-dia do Blog.
O que fazer.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Lula defende mais uma vez Sarney.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa hoje do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), alvo de pedidos de afastamento do cargo. Lula disse que conversou com Sarney e que o presidente do Senado disse que está investigando as denúncias de irregularidades na Casa.

"Acho que o Sarney foi eleito pelos senadores e tem o compromisso de fazer a apuração. Ele me disse que está apurando, espero que haja uma investigação", disse Lula.

Lula defendeu o afastamento de diretores até conclusão das investigações. "Vi senadores pedindo que os diretores acusados não compareçam ao Senado porque estão constrangendo os senadores. Não é a medida mais adequada. A mais adequada é se ele está sob suspeita afastá-lo até que as coisas sejam apuradas."

O presidente voltou a afirmar que não pretende transformar a crise do Senado numa causa nacional. "Não quero transformar as coisas no Senado numa crise institucional. Ali no Senado todos têm maioridade e sabem o que acontece. Que tomem decisões e resolvam."

Lula afirmou que as denúncias contra o Senado poderiam ser investigadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União). "Acho que uma, duas ou três denúncias estão numa fase de apuração. Apura-se e toma-se uma medida. O que você não pode é um país com tantas coisas para a gente descobrir e pensar e a gente ficar um mês inteiro com coisas menores que o TCU pode investigar. Não conheço contas secretas."
fonte: folha online

Fora Sarney é pouco. (De Clovis Rossi)

Admiro Clovis Rossi, colunista da Folha, textos extremamente inteligentes e com propriedade, este, que divido com meus amigos, é uma verdade profunda e que nos preocupa muito. Boa leitura.

Atos secretos, funcionários secretos, secretamente contratados e demitidos e, agora, uma conta secreta, como se houvesse um Senado do "b" funcionando ali no Planalto Central.
Anteontem, enquanto escrevia um texto sobre os escândalos envolvendo o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, trombei com um comentário de Edmondo Berselli, do jornal "La Repubblica", que falava em "prostituição do regime".
Pensei: bom, no Brasil ainda não chegamos a tanto. Mas, no caso do Senado, talvez já seja a hora de repensar. O descontrole foi longe demais. Ou melhor, o que já se sabe sobre a Casa foi longe demais, mas, pelo andar da carruagem, ainda pode-se chegar bem mais longe.
E, convenhamos, o movimento "fora Sarney", que se esboça no próprio Senado e, com muito mais força, em setores da opinião pública, não é a solução. A rigor, se Sarney deixar a presidência, pode até saciar a sede de sangue de parte do público, mas acabará sendo apenas o bode que se tira da sala.
O problema do Senado vai muito, muito, muito além de Sarney. Envolve todas as Mesas Diretoras dos últimos muitos anos e, ao menos indiretamente, envolve todos os senadores que as elegeram -o que significa que devem sobrar dois ou três, se tanto, não maculados, seja por ação, seja por omissão.
A única maneira de enfrentar o escândalo é chamar a Polícia Federal e o Ministério Público para fazer uma varredura completa nesse aparelho clandestino que apenas por inércia chamamos de Senado. Ah, é bom lembrar, como fez ontem Fernando Rodrigues, que a Câmara não é muito melhor, não.
Não me venham, por favor, com violação da Constituição, respeito a um outro poder etc. O Senado caiu na clandestinidade. Clandestinos, ainda mais quando fazem trambiques com dinheiro público, são alvo da polícia necessariamente.
Da coluna de Clóvis Rossi na FSP de 25/06/09

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Senado: Agora a nova - Contas Paralelas.


O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), determinou hoje que a comissão de sindicância interna investigue duas contas paralelas da Casa. A existência das contas foi descoberta pelo presidente da CFT (Comissão de Fiscalização e Controle) do Senado, Renato Casagrande (PSB-ES).

Segundo ele, as duas contas paralelas do Senado não integram a chamada conta única do Tesouro Nacional, obrigatória na administração pública federal.

As duas contas teriam o objetivo, segundo o senador, de movimentar recursos de fundos vinculados à instituição.

Tendo como base relatório da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que fez um "raio-x" da estrutura do Senado, Casagrande identificou a existência de fundos no valor de R$ 3,740 milhões depositados nas duas contas paralelas, criadas na Caixa Econômica Federal.

"Trata-se de ocorrência preocupante diante da grave situação administrativa por que passa nossa instituição. A manutenção de recursos por um órgão da administração direta fora da conta única do Tesouro é matéria de legalidade extremamente duvidosa à luz dos atuais preceitos constitucionais", disse Casagrande.

Casagrande afirma que o depósito de fundos em contas paralelas à do Tesouro é um procedimento que "coloca a gestão da instituição em extremo risco de controle, pois contorna todos os meios disponíveis no Siafi para assegurar que o desempenho financeiro só ocorra apos o cumprimento das etapas de empenho e liquidação".

Na opinião de Casagrande, a prática se constituiu em "risco desnecessário" uma vez que Siafi dispõe de funções que permitem executar gastos públicos com "eficiência, segurança e rapidez".

Providências

Casagrande pede que o presidente do Senado recolha à conta única do Tesouro, mediante GRU (guia de recolhimento da União), os saldos das contas paralelas, assim como qualquer outra conta nas mesmas condições. O senador pede que as contas sejam encerradas, assim como sugere que o Senado peça à Caixa Econômica os extratos dos últimos cinco anos da movimentação financeira dos recursos nelas depositadas.

O senador ainda pede que seja excluída do futuro regulamento administrativo do Senado a possibilidade de manutenção de recursos próprios em contas bancárias fora da conta única do Tesouro Nacional.

fonte: folha online

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Amigo é coisa prá se guardar dentro do peito...Sarney e Lula.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira (17) a sequência de denúncias no Senado e saiu em defesa do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que discursou ontem no plenário do Congresso Nacional.

"Não li a reportagem do presidente Sarney, mas penso que ele tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum", disse. "Elas [denúncias] não têm fim e depois não acontece nada."

Na tribuna do Senado, Sarney diz que é injustiçado e que falta respeito à sua história
O presidente afirmou que é importante investigar o que houve, inclusive para saber a quem poderia interessar desestabilizar o Senado.

"Essa história tem que ser mais bem explicada. Não sei a quem interessa enfraquecer o Poder Legislativo no Brasil. Mas penso o seguinte: quando tivemos o Congresso Nacional desmoralizado e fechado foi muito pior para o Brasil, portanto é importante pensar na preservação das instituições e separar o joio do trigo. Se tiver coisa errada, que se faça uma investigação correta", disse Lula.

O petista afirmou ainda que o governo não teme ser prejudicado pelas denúncias sobre o Senado.

"Todos os senadores, a começar do presidente Sarney, têm responsabilidade de dirigir o destino do país, ou seja, do Congresso Nacional, vamos esperar que essas coisas se resolvam logo."

Para o presidente, as denúncias podem acabar cansando a população. "O que não se pode é todo dia você arrumar uma vírgula a mais, você vai desmoralizando todo mundo, cansando todo mundo, inclusive a imprensa corre o risco. Porque a imprensa também tem que ter a certeza de que ela não pode ser desacreditada porque, na hora em que a pessoa começar a pensar 'olha, eu não acredito no Senado, não acredito na Câmara, não acredito no Poder Executivo, no STF [Supremo Tribunal Federal], também não acredito na imprensa', o que vai surgir depois?", questionou.
fonte: folha de S.Paulo

terça-feira, 16 de junho de 2009

A "Famíglia" de Don Sarney


Essa é rápida:
Vcs viram o tamanho da família de José Sarney, vcs viram como a família Sarney está grudada, colada, enfiada no governo, na verdade em todos os governos seja de que ideologia for (como se cada governo tivesse uma).
Sarney tem gente no governo todo, em todas as esferas e até no cosmos.Ele coloca suas garras onde lhe é importante.
Agora sofre do mesmo lapso de Lula, não sabe de nada.
Triste demais para a nossa história, mas quem se importa com a nossa história não é?

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